Artigo: Um leque de opções para o nutricionista

“A minha futura profissão, por semear a saúde e melhorar a qualidade de vida, é necessária e linda”, diz formando em Nutrição
sábado, 31 de agosto de 2019
por Jonas de Souza Mata*
Jonas de Souza Mata: uma forma de contribuir com a saúde das pessoas (Arquivo pessoal)
Jonas de Souza Mata: uma forma de contribuir com a saúde das pessoas (Arquivo pessoal)

Eu procurei na Nutrição uma forma de contribuir com a saúde das pessoas. Desde o ensino médio tive a certeza de que queria trabalhar na área da saúde. O que mais me encanta nessa profissão é trabalhar com a fonte de energia, de estrutura e de manutenção do corpo humano, ou seja, o alimento é a nossa ferramenta de trabalho, e é o principal elemento que nos mantém vivos e saudáveis. 

A beleza da nutrição está na disseminação da saúde através do que ingerimos, sendo uma importante profissão na prevenção primária de diversas doenças, principalmente das doenças crônicas não transmissíveis. Além de atuar de forma efetiva no auxílio de tratamento de outras enfermidades, e melhorando a qualidade de vida tanto de indivíduos saudáveis, quanto de enfermos.  

Outra característica da nutrição que me chamou atenção é o leque de opções em que o nutricionista pode atuar. Uma formação generalista permite que o profissional recém-formado trabalhe na gestão de Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN), na área clínica (atendendo em hospitais, ambulatórios e consultórios), esportiva, acadêmica, sanitária, saúde coletiva, indústria alimentícia, sem contar com as especializações em cada área. 

A faculdade me fez perceber o quanto a consciência alimentar é primitiva no Brasil. Depois de adquirir um conhecimento básico, pude comparar no meu cotidiano os erros que eu cometia, e que pessoas ao meu redor cometem. E, assim, compreender todos os fatores que nos induzem a essas falhas.  

Ainda que a profissão tenha crescido muito, e que mais pessoas tenham procurado se atualizar sobre alimentação, há uma grande necessidade de melhorar os padrões alimentares da nossa população. Além disso, muitas das fontes procuradas para se obter conhecimento sobre dietas oferecem informações erradas e distorcidas. É nesse momento que o nutricionista deve agir. 

A importância de se ter um profissional que promova a educação alimentar e nutricional, conscientizando a população e dando a ela senso crítico, é evidente. 

A minha futura profissão, por semear a saúde e melhorar a qualidade de vida, é necessária e linda.  

*Jonas de Souza Mata, 26 anos, friburguense, radicado em Niterói desde os 4 anos de idade, cursa o 10º período de Nutrição na Faculdade de Nutrição Emília de Jesus Ferreiro, da UFF. 

 

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