Após reportagem de A Voz da Serra, Defesa Civil vistoria instalações da Fábrica Ypu

A avaliação foi em todas as dependências da antiga fábrica, que estão ocupadas por empresas diversas
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa
A inspeção foi realizada na tarde da última quinta-feira pelo secretário da Defesa Civil, João Paulo Mori (esquerda) e sua equipe (Foto: Amanda Tinoco)

A queda de parte do telhado de um dos prédios da antiga Fábrica Ypu — noticiada por A VOZ DA SERRA na edição da última quarta-feira, 21 — motivou uma vistoria da Defesa Civil nas instalações do imóvel, atualmente alugado para dez empresas de segmentos diversos. A inspeção, realizada na tarde da última quinta-feira, 22, foi solicitada pela Associação Nova Ypu e por alguns locatários. “Soubemos do fato pelo jornal e recebemos um pedido de vistoria após a publicação da matéria. Solicitaram a nossa presença a fim de tranquilizar os funcionários que trabalham no local e estavam preocupados com a segurança do imóvel”, afirmou o secretário da Defesa Civil, João Paulo Mori.

À frente da inspeção, Mori estava acompanhado da equipe do órgão, formada por dois engenheiros civis, um arquiteto e por técnicos. O grupo percorreu várias instalações do imóvel para avaliar possíveis riscos de futuros problemas. “O primeiro prédio, onde parte do telhado caiu, realmente está em condições precárias por ter a estrutura em madeira. Essa área, porém, está desativada”, explicou Mori.

A avaliação prosseguiu nas demais dependências da antiga fábrica, que estão ocupadas por empresas diversas. “Gostaria de deixar claro que nossa vistoria verificou apenas a parte estrutural que está OK nas áreas ocupadas. Apesar disso, acho que a Vigilância Sanitária e o Corpo de Bombeiros também deveriam fazer uma vistoria no prédio devido à grande presença de material inflamável. Vou acrescentar isso no relatório”, esclareceu Mori.

Uma das empresas que ocupam parte das antigas instalações da Ypu é a Kaisan, que atua na fabricação e comércio online de moda feminina, fitness e lingerie, entre outros produtos. “Somos visitados por muitos clientes de fora que ficaram preocupados com a notícia da queda do telhado. Isso acabou repercutindo negativamente para nossa empresa, que gera 80 empregos diretos e 300 indiretos. Por isso, pedimos essa vistoria a fim de garantir a segurança dos nossos funcionários e clientes”, afirmou a empresária Carla Nunes.

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