Apesar da crise, obras no Hospital do Câncer continuam em andamento

Prazo para entrega foi adiado para dezembro, informa Emop
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
por Ana Borges
Foto de capa
(Foto: Regina Lo Bianco)

Segundo a assessoria de comunicação da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro (Emop), as obras do Hospital Estadual de Oncologia da Região Serrana — ou Hospital do Câncer de Nova Friburgo —, “estarão concluídas até o fim deste ano (2016). Todas as intercorrências inerentes a uma obra de grande porte estão recebendo o tratamento e soluções adequadas para o cumprimento desse prazo”.

A população de Nova Friburgo acompanha o andamento das obras e aguarda com ansiedade a inauguração do Hospital do Câncer de Nova Friburgo, como é chamado pelos moradores da cidade. Inicialmente prevista para meados do primeiro semestre deste ano, a inauguração depois passou para o segundo semestre (seria por volta de outubro, isto é, 540 dias — um ano e meio — após o início das obras, em abril do ano passado). Agora, de acordo com o presidente do Emop, Ícaro Moreno Junior, a previsão para a inauguração foi estendida para dezembro. 

Na licitação realizada em novembro de 2014, foi estabelecido um investimento total de R$ 93,6 milhões, sendo R$ 10 milhões destinados à desapropriação do imóvel então pertencente ao Centro de Qualidade de Vida do Hospital Silvestre (conhecido como Centro Adventista de Vida Saudável, Cavs), R$ 48,6 milhões para as obras, e R$ 35 milhões para equipamentos. A empresa vencedora foi a FW Empreendimentos Imobiliários e Construções Ltda, que vem realizando as obras desde então.

A nova unidade de saúde pretende ser referência no tratamento de câncer na Região Serrana, com atendimento a cerca de 500 mil pessoas em serviços de clínica, diagnóstico, cirurgia, radioterapia, medidas de suporte, reabilitação e cuidados paliativos, ao longo do ano. Estão previstos a instalação de 200 leitos, sendo 30 destinados à infância, cerca de 300 consultas por dia e até 4.000 procedimentos cirúrgicos por ano. 

Promessa em andamento

Em visita à cidade, em abril de 2015, o governador Luiz Fernando Pezão esteve no local destinado à construção do hospital, na Ponte da Saudade, e falou sobre a importância do projeto para a serra fluminense: 

“Desde a tragédia de 2011, eu ansiava por ajudar a reerguer a Região Serrana, especialmente Nova Friburgo. Entre outras dificuldades, observei o sofrimento das pessoas que moravam aqui e tinham que fazer tratamento de câncer no Rio. Levei esse anseio à presidente Dilma [Rousseff] e acertamos a parceria dos governos federal e estadual. Este será um hospital moderno e bem equipado e em cerca de um ano e meio já deve estar sendo concluído”, disse Pezão, na época.

Além de aproveitar a estrutura já existente, o projeto também prevê a construção de um bloco novo, de quatro pavimentos, para o funcionamento do Centro de Imagem. Ambas as estruturas deverão ter um jardim suspenso e serão interligadas por uma passarela coberta.

Na mesma visita, o então secretário estadual de Saúde, Felipe Peixoto, disse que “este é o início de uma obra que era um sonho e vai beneficiar a população da Região Serrana e do seu entorno. É uma grande conquista para a rede estadual, que terá seu primeiro hospital totalmente direcionado ao tratamento oncológico”. 

Atento à evolução da construção do hospital, o deputado estadual Wanderson Nogueira (PSB) visitou o canteiro de obras semana passada. Segundo ele, o presidente Ícaro Moreira Junior confirmou a nova previsão de inauguração para dezembro e deu outras informações. 

“Não será possível antes dessa data. A obra tem um bom andamento, no entanto, a principal questão é o prédio frontal que ainda não começou a ser erguido. O terreno ainda está em fase de preparo, pois embaixo dele havia e há muitas pedras de mais de cinco toneladas. Isso dificulta o trabalho, pois só é possível saber o que encontrarão mais no fundo quando a escavadeira chega lá. No momento, cerca de 80 funcionários trabalham no local”, informou o parlamentar. 

De acordo com ele, nos demais pavimentos (dois prédios já existentes) as adaptações estão avançadas e a casa de máquinas já está sendo erguida. Quanto ao orçamento, o valor da obra — R$ 45 milhões — continua inalterado. “O projeto foi concluído. Em obras desse porte, ao longo do trabalho podem surgir obstáculos como um lençol freático, instabilidade no terreno, entre outros, que podem provocar mudanças no projeto original. O que podia ser encontrado já foi apurado. Agora, neste estágio da obra, não haverá mais modificações a fazer. Segundo informações que obtive, o projeto final está sendo analisado pela Caixa [Econômica Federal], já com as últimas modificações relatadas para aprovação e liberação dos recursos conforme o andamento da obra”, esclareceu Wanderson Nogueira.  

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