Alta dos preços da batata e do feijão deixam a refeição mais cara

Problemas nas principais plantações do país refletiram nos supermercados. Para aguardar nova safra a dica é substituir por outros itens
quarta-feira, 13 de março de 2019
por Paula Valviesse (paula@avozdaserra.com.br)
(Foto: Henrique Pinheiro)
(Foto: Henrique Pinheiro)

Itens de consumo básico dos brasileiros, a batata inglesa e o feijão são os atuais vilões do bolso dos consumidores. A alta no preço desses produtos tem levado os comerciantes a destacar outros itens que podem ser usados como substitutos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a variação da inflação sobre a batata e o feijão no varejo têm sido de alta, desde o início do ano.

A variação da inflação sobre o preço da batata inglesa em todo o país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), era de -3,27% em fevereiro de 2018. No mesmo período de 2019 essa variação chegou a 25,21%. No Estado do Rio de Janeiro, a diferença é ainda maior, em fevereiro de 2018 era de -5,11%, no mesmo período desde ano foi registrada em 41,08%.

Segundo o boletim diário das Centrais de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa-RJ), em dezembro de 2018 a saca de 50 quilos da batata inglesa comum estava cotada em R$ 70. Já a batata inglesa lisa custava R$ 80. Havendo ainda diferença no preço de venda para batatas comuns de primeira: R$ 50; e de segunda, R$ 45.

No último boletim da Ceasa, divulgado na terça-feira, 12, os valores já mostram a incidência da inflação, que pode ter sido puxada por problemas nas lavouras. A batata inglesa comum passou o dia cotada a R$ 150, um aumento de 114% quando comparado a dezembro. Já a batata inglesa lisa apresenta aumento de 162%. Para os produtos de primeira e segunda, a variação foi de 140% e 211%, respectivamente.

Para o consumidor, esse aumento significa que a batata, antes encontrada em várias promoções de mercados da cidade por até R$ 1,69 o quilo, atualmente tem sido encontrada por valores iguais ou superiores a R$ 6, o quilo. Uma opção para o tubérculo que pode ajudar o consumidor a economizar são as batatas doces, o inhame e até o aipim, que vem mantendo preço estável desde o final do ano passado, de acordo com os boletins da Ceasa-RJ. Para o consumidor, estes itens saem nos hortifrutis do Centro de Nova Friburgo por R$ 2,49, R$ 2,99 e R$ 1,99, respectivamente.

Quanto ao feijão, todos os tipos apresentaram aumento, mas a nível nacional as maiores diferenças foram registradas pelos feijões: carioca, preto e mulatinho. O feijão carioca alcançou a variação de -2,98% em fevereiro de 2018; em 2019 o registro foi de 51,58%. O preto passou de -1,05% para 22,62%. Já o mulatinho passou de 0,31% para 22,30%.

Dados do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe) mostram que, em alguns dos principais estados, a saca (60 quilos) do produto que em dezembro do ano passado, no último Boletim do Feijão de 2018, era comercializada entre R$ 190 e R$ 215, passou a custar em março deste ano entre R$ 205 e R$ 349.

No dia a dia, esse aumento na inflação representa um aumento de cerca de R$ 2 no preço do feijão ao consumidor final. Nos supermercados, o pacote de um quilo do produto, antes encontrado por até R$ 3,50, agora é comercializado por aproximadamente R$ 6. Segundo a Ibrafe, o ideal neste momento é consumir diferentes tipos do produto, ao invés do tradicional carioca.

 

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