Alagamentos da Farinha Filho viraram rotina para os comerciantes

Prefeitura precisa de R$ 8 milhões para realização de nova obra de drenagem
sábado, 13 de abril de 2019
por Paula Valviesse (paula@avozdaserra.com.br)
A Rua Farinha Filho vira um rio em um recente temporal (Fotos de leitores)
A Rua Farinha Filho vira um rio em um recente temporal (Fotos de leitores)

Uma velha e conhecida história. Basta chover que a Rua Farinha Filho, no centro de Nova Friburgo, torna-se intransitável. E para os lojistas os alagamentos que já acontecem há décadas acabaram tornando-se parte da rotina. Praticamente todas as lojas naquele ponto comercial possuem comportas. O problema é tão antigo, que muitos já desistiram até buscar soluções, simplesmente arcam com as perdas e seguem adiante.

A Camisaria Friburgo é uma das lojas mais antigas da via, está lá há 113 anos, e para o proprietário, Hélio Cardoso, a única maneira de evitar que água invada a loja é selando as portas: “Nunca perdi mercadoria, porque levantamos tudo, mas esse problema acontece desde que a loja existe. Aqui na rua tem uma galeria grande, mas ninguém limpa. Já fizeram várias obras, nada resolveu. O jeito é fechar as portas, limpar e ficar com o prejuízo em vendas, que representa uma perda de 15%”, afirma.

O problema estrutural é sentido por todos. A loja de Leine Ramos, a Focus, que fica no meio da via, tem 28 anos: “Já tornou-se até cansativo falar sobre esse assunto. Entra governo, sai governo e o problema permanece. Já nos acostumamos a arcar com o prejuízo, porque não tem mais para quem reclamar”, desabafa. Localizada logo no início da rua, a Imagem Universal, por ter o piso mais alto não tem muitos problemas com a entrada de água pela porta principal, mas a falta de vazão às vezes causa problemas internos, com retorno da água pelos ralos.

“Estou aqui há 15 anos, o que ouço dos comerciantes mais antigos é que alagamento nesse cruzamento já acontece há anos. E piorou com o asfaltamento das Braunes, pois o volume de água de água que desce, aumentou. Eu percebo que enche rápido, mas também escoa rápido, então não são só bueiros entupidos. Aqui normalmente não entra água, com exceção das marolas provocadas pelos veículos”, conta a proprietária Teresa Namiki.

Além de tolerar a queda das vendas, investir em limpeza e ficar ilhado quando a chuva cai em horário comercial, o investimento em comportas já é parte do processo de qualquer lojista da Rua Farinha Filho: “A situação é crítica. Choveu muito tem que colocar a comporta, que no meu caso, para uma pequena, foi necessário um investimento de R$ 400. Todos os lojistas daqui tem que ter”, conta Jean Cabral, da livraria Agnus Dei.

Sobre os alagamentos da via, a prefeitura foi procurada e informou que segue na busca por recursos para a realização de uma nova obra de drenagem. Segundo a administração, esse investimento está sendo solicitado ao Ministério do Desenvolvimento Regional (antigo Ministério das Cidades) e o valor necessário é de aproximadamente R$ 8 milhões.

Ainda de acordo com a prefeitura, a obra a ser realizada contemplaria não só a Rua Farinha Filho, mas também o bairro Braunes e as ruas Monte Líbano e Augusto Cardoso e a Avenida Alberto Braune, por isso a estimativa do valor: “Trata-se de uma obra complexa e que exige um investimento alto. Sendo assim, é de extrema importância o recebimento desse recurso para dar início ao serviço, já que, no momento, o município não conta com esse valor para a execução de um serviço de tamanha magnitude”, informou em nota. Além disso, a Secretaria de Obras informa que para minimizar os impactos das chuvas segue realizando periodicamente a limpeza dos bueiros da via.

 

LEIA MAIS

Roxo e branco das flores em contraste com o céu azul promovem espetáculo de cores neste fim de outono

Cinco bandas tocam de graça na Getúlio Vargas das 14h30 às 21h para arrecadar roupas de frio e espalhar “sinapses do bem”

Mínima oficial ficou entre 7 e 8. Empresa assegura que equipamento é confiável e reflete “temperatura real”

Publicidade
TAGS: Clima