Acervo do Memorial da Colonização Suíça mistura o antigo e o moderno

Espaço possui quatro pavimentos e um acervo com objetos, imagens e réplicas da colonização
quinta-feira, 10 de maio de 2018
por Guilherme Alt (guilherme@avozdaserra@avozdaserra.com.br)
Acervo do Memorial da Colonização Suíça mistura o antigo e o moderno

Localizada a cerca de 20 quilômetros do centro de Nova Friburgo, a Casa Suíça, na Queijaria Escola, em Conquista, distrito de Campo do Coelho,  inaugurada há 30 anos, em 1º de agosto de 1987 (Dia Nacional da Suíça), é uma das principais atrações turísticas do município e agora, por conta dos 200 anos de Nova Friburgo tem atraído muitos integrantes das delegações suíças que estão na cidade para prestigiar as celebrações do bicentenário. No espaço há o Memorial da Colonização Suíça, que começou a ganhar forma em 1996, com a construção do Teatro Pierre Kaelin, inaugurado pela atriz Fernanda Montenegro, em setembro.

Com capacidade para 145 lugares, o teatro passou por reforma recentemente e situa-se em um dos quatro pavimentos do Memorial. “Além do auditório, há a Exposição ‘Suíços do Brasil’, uma mostra em comemoração aos 500 anos da Guarda Suíça do Vaticano. Temos também uma biblioteca, o memorial com seus objetos e exposição que de tempos em tempos, tem o tema modificado. Atualmente, estão expostas obras em acrílico sob tela, da artista plástica Madalena Bento de Mello”, enumerou a coordenadora do memorial, Rosane Canto.

O Memorial da Colonização contém peças curiosas como uma espada utilizada pela Guarda Suíça, a réplica do quarto de um camponês, uma serra de madeira, canivetes, compassos e serrotes. O visitante também vai encontrar um púlpito digital onde se pode fazer pesquisas sobre os primeiros colonos que aqui pisaram e informações curiosas sobre suas famílias e suas origens, além de informações sobre a Suíça e Nova Friburgo.

A comitiva de suíços que está em Nova Friburgo vai visitar o museu na próxima segunda-feira, 14. Além dos objetos citados, existem registros da imprensa como uma edição do extinto jornal Correio Friburguense, de novembro de 1977, com a manchete: “Os suíços chegaram para sempre” e um registro do trem que cortava a cidade de ponta a ponta.

Quem for visitar a Casa Suíça poderá conferir a a exposição de Madalena Bento de Mello, uma artista plástica autodidata que se expressa através de espessas camadas de tinta, para dar mais vivacidade às suas telas, utilizando tinta acrílica e espátula. Aos sábados e domingos, das 14h às 17h, a artista recebe os visitantes.

“Tem sido uma experiência maravilhosa e enriquecedora, além de prazeroso, estar presente. Fico feliz com os elogios que recebo, mas, é especialmente gratificante servir de instrumento tanto para adultos quanto para crianças, ajudá-los a se reconectarem com o ser que verdadeiramente são, que vão muito além da mente, dos padrões mentais e emocionais, muito além da superficialidade e dos limites da realidade tridimensional”, comentou a artista.

A Casa Suíça fica na Queijaria Escola, na RJ-130 (Nova Friburgo-Teresópolis), altura de Conquista (telefone 2529 4358). Aberta ao público, diariamente, das 9h às 18h, até o dia 3 de junho. A entrada do Memorial da Colonização custa R$ 1.

 

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