2019: um ano difícil

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
por Jornal A Voz da Serra
2019: um ano difícil

2019 está indo e já vai tarde... Que ano complicado, conturbado, difícil mesmo. Um ano em que a agressividade e o ódio tomaram contas dos nosso dias. A eleição de 2018 parece que não acabou e uma guerra foi estabelecida durante todo o ano, para  provar qual lado está certo. Um toma lá, dá cá…

Não foi  possível perder um minuto dos noticiários e redes sociais, uma avalanche frenética de notícias,  todos tinham uma resposta na ponta da língua (afiada). Uma guerra de opiniões, e a cada ação uma SUPER reação. 

Nunca poderíamos imaginar que saberíamos de cor os nomes dos membros do Superior Tribunal Federal, indicados por quais presidentes, detalhes da política inacessíveis aos pobres mortais. Tempos digitais não perdoam. A cada frase, um verdadeiro tsunami de provas, depoimentos, análises. 

2019 se foi, e 2020 bate a portas anunciando um ano de eleição. Vai começar tudo de novo. A tarefa da imprensa de noticiar foi duramente questionada nesse ano estranho, que por sua vez, revelou, em alguns momentos, sua parcialidade. Com a despedida de 2019, esperamos que se vá esse clima de ódio também. 

Nunca se viu tantos ataques a órgãos de imprensa como nessa última eleição para presidente do Brasil e o ano de 2019. Dizem os historiadores que nem na ditadura houve tantas críticas a jornalistas, jornais e revistas. Nós aqui do jornal A Voz da Serra, avaliamos que cumprimos nosso dever, divulgando ações positivas do Executivo e do Legislativo. 

A imprensa séria, que se guia pelo interesse coletivo e não abre mão da isenção editorial, vive dias de enorme desafio, no Brasil e no mundo. A juventude das novas ferramentas de comunicação desenha um cenário de muitos poderes e ainda poucas responsabilidades, enormes possibilidades e ainda poucos anticorpos, que sintetiza o ambiente perfeito para a atuação de comunicadores sem ética ou compromisso com a verdade. 

O mito do controle absoluto das informações, da aguardada libertação em relação a uma "mídia vilanesca e em desespero por estar perdendo seu poder" tem sido amplamente estimulado a fim gerar um clima de revanchismo, de missão, de pertencimento a um grupo sério e engajado, servindo a um só tempo para reduzir a propensão à análise crítica - que fatalmente ajudaria a identificar narrativas falsas, a não compartilhar conteúdo não verificado e, acima de tudo, a não aceitar sem o devido questionamento a naturalização de pressupostos tão ingênuos quanto convenientes -, e também para estimular a desconfiança em relação a tudo que possa servir como referência sólida ou parâmetro de comparação, limitando os voos da construção da fantasia. 

Universidades públicas, institutos de pesquisa, órgãos de transparência ou atuação estatística, e claro, a imprensa séria, têm sido expostos a campanhas difamatórias e esforços de asfixia econômica, em meio a um processo de precarização das condições de trabalho. Sem a necessidade de diploma ou de registro profissional todos podem atuar como jornalistas, fazendo crer que a profissão não demanda estudo ou aprendizado, ignorando as enormes responsabilidades envolvidas. E assim, as mesmas plataformas que têm potencial para revolucionar a comunicação de massas, hoje compõem a maior estrutura de propaganda já vista pela humanidade.

Os ventos contrários, todavia, apenas reforçam à equipe de A VOZ DA SERRA a consciência sobre a relevância do trabalho a ser realizado, dia após dia. A independência editorial praticada por aqui encontra poucos paralelos na mídia nacional, especialmente entre veículos de cidades interioranas. É evidente que se paga um preço econômico por isso, mas qualquer postura diferente desta não poderia ser verdadeiramente chamada de jornalismo. 

E se ainda estamos aqui, em via de completarmos 75 anos de história ininterrupta, dia a dia nas bancas, é porque a sociedade reconhece e valoriza o esforço de manter este jornal impresso. O resultado dessa trajetória fica ainda mais evidente, através de nossos índices de audiência e da participação dos leitores em nossos canais de interatividade. Notícias positivas ou negativas, elogios e críticas, tudo que possa ser  apurado e seja do interesse da população friburguense encontra espaço em nossas páginas, e continuará sendo assim em 2020, e até quando os leitores determinarem.

 

 

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