Na reconstrução da cidade, AVS é pura engenharia humana...

Elizabeth Souza Cruz

Elizabeth Souza Cruz

Surpresas de Viagem

A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Ainda nas graças dos festejos de fim de ano, o Caderno Z retorna no clima da Folia de Reis, a festa que reúne religião e cultura popular. Lembrei-me de meu pai, que no tempo do seu gravador K7, portátil, Mitsubshi, saia pela vizinhança, gravando as folias e, com isso, nós podíamos ouvi-las em qualquer época do ano. João Batista Braga, presidente da Associação das Folias de Reis, comenta sobre a dificuldade de se manter a tradição, pois, “não são muitas famílias que abrem as portas de suas casas”. Contudo, em seu empenho, João ressalta: “Não podemos deixar essa belíssima cultura morrer!”.

Na folia tudo tem significado. As vestes, os integrantes, as músicas, os louvores, tudo tem a sua importância. Para que uma família receba a visita da folia, é preciso que haja na casa um presépio ou um “Menino Jesus” em sua manjedoura. Retribuindo a visita, a família oferece comida e presentes. Assim, podemos fazer uma linha, estendendo o tema para o Dia da Gratidão, festejado no Brasil em 6 de janeiro. Como destaca a psicóloga e escritora Deborah Dubner, “pessoas gratas são mais felizes”.

Wanderson Nogueira fala sobre “pessoas boas”, as que não precisam provar que são do bem,  a não ser para suas consciências. E acrescenta: “deve ser terrível ser inimigo de sua consciência”. Sair do Caderno Z é sempre uma transposição ousada, pois indica que a nossa viagem está apenas começando. Hoje saímos com o nariz apontando para expectativa de Nova Friburgo ser a detentora do Prêmio Cieth 2019. A cidade merece!

Desejar um ano novo de lutas pode parecer coisa ruim, mas para Marlon Moraes é sinal de coisa muito boa, pois, recuperado de lesões, o atleta friburguense “projeta nova luta até abril”. O mais bonito na carreira de Marlon é a sua visão perante os desafios. Diz o lutador: “Não ter sido campeão do UFC só me fez crescer  como pessoa e profissional”. Eu digo sempre que, por essas e outras, o esporte sempre nos dá lições de vida.

Boas falas para a saúde. A Prefeitura de Nova Friburgo vai comprar três ambulâncias, “todas zero quilômetro, do tipo furgão”, para transporte de pacientes com  risco. Os veículos têm acomodações, além do motorista, para um médico e um enfermeiro. Os municípios serão também beneficiados com verbas para cirurgias eletivas.

O Tiro de Guerra 01-010 de Nova Friburgo tem novo comando. O 1º sargento de infantaria Janilson Antonio de Oliveira tomou posse na unidade do Exército, substituindo o subtenente Laurecy Orlando Ribeiro, que está de mudança para Goiânia, a quem desejamos que a estada em Nova Friburgo tenha sido muito boa. Ao novo comando, votos de sucesso e bem-estar na cidade. Muito nos honra acolher os novos moradores.

“Enorme atividade prenuncia o melhor carnaval de todos os tempos”. A notícia foi destaque em “Há 50 anos”, e cita os clubes trabalhando em “regime de 24 horas” para a decoração de seus salões. Entre os citados estava o Clube de Xadrez. E que saudade me deu agora da década de 60, criança ainda, passear com meus pais no Suspiro e ouvir a animação dos bailes. Creio que muitos leitores também sentem saudade do Xadrez.

O escritor Mário Vargas Llosa, lembrado em “Massimo”, vem muito a calhar, quando estamos em tempos de “esquartejamento da humanidade em blocos rigidamente diferenciados...”. Eu sempre penso nisso, pois, a partir do momento em que nos tratamos “por classes”, eliminamos a essência do ser humano e o seu valor junto ao Todo.

Assim, neste período em que rememoramos a tragédia climática de 2011, devemos nos sentir parte do Todo. Na significativa matéria de Guilherme Alt há “uma cidade em reconstrução”. União, solidariedade e persistência fazem parte dessa reformulação. Observando a inquietante foto do prédio parcialmente destruído na Rua Cristina Ziede e a sua reconstrução, é fácil entender que a mais difícil reforma é justamente a reforma humana. A construção civil não gera somente empregos, mas reconstrói histórias. Quanto à construção humana, essa depende do ser,  do seu empenho e de suas boas ações, porque os alicerces de conduta precisam edificar a própria consciência!   

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A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.

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