Do Fusca ao calor do verão, ninguém ofusca o brilho de AVS

Elizabeth Souza Cruz

Elizabeth Souza Cruz

Surpresas de Viagem

A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

A viagem do último fim de semana ao abrir o exemplar de A VOZ DA SERRA começou me levando para a minha casa de infância, onde eu escutava algumas histórias de papai. Dono de um bar, na Avenida Euterpe, algumas vezes eu o ouvia contar – “fulano comprou um Volkswagen!”. Era um comentário que enaltecia a compra e dava ao comprador um ar de superioridade. Depois, de Volks passou a ser chamado de Fusca e, para quem possuiu um modelo, é amor de verdade. Basta dizer que 20 de janeiro é o Dia Nacional do Fusca. Viva o Caderno Z, sempre ligado!

Os depoimentos são apaixonantes. Gabriel Augusto confessa: “Olhei nos faróis dele e ele olhou nos meus olhos e foi amor à primeira vista”. José Guebel, que pertence à diretoria da Acanf (Associação de Carros Antigos de Nova Friburgo), reforça: “Muita gente aprendeu a dirigir dentro de um fusca”. Walmir Pereira e o filho Frederico contavam fuscas no trajeto de Olaria-Centro e chegaram a contar 60 fuscas. Leandro Carpi conta que um proprietário sujou o carro para que não fosse vendido. Já Aline Froese batizou seu fusca de “Blue” e faz dele “um brinquedo, sempre inventando alguma coisa para mexer no carro...”. Bernardo Tardin escolheu chamar o seu de “Buzz Lightyear, ao infinito e além”. Qualquer que seja o roteiro, a verdade é que ninguém ofusca quem tem um fusca! É sucesso garantido.

As tatuagens friburguenses estão deixando impressões pelo mundo afora. Diego Belmiro e Rodrigo Catuaba conquistaram títulos importantes na arte de tatuar. Participando na Week Rio, os dois se sobressaíram entre cerca de 800 artistas. Rodrigo ficou em primeiro lugar na categoria “Realismo” e Diego, na categoria “Old School”.

A página de “Esportes” é sempre um atrativo até para quem não se liga nos noticiários esportivos (o que eu acho difícil). Digo isso porque as narrativas de Vinicius Gastin cativam o leitor. Seus textos são de agradável leitura e, por muitas vezes, históricos. Na presente edição, além do levantamento de que o Eduardo Guinle se destaca como um dos estádios do Rio que mais receberam jogos em 2018, a reportagem apresenta curiosidades sobre a sua inauguração em 1978, ressaltando o legado da família Guinle, “uma das mais ricas do Brasil entre os séculos 19 e 20”. Ao Vinicius, pela sua competência e pelo seu aniversário, um abraço e votos de mais e mais sucesso.

A entrevista com Luiz Carlos das Neves, presidente do Detran-RJ informa sobre as novas regras do sistema como a liberação de vistoria para alguns veículos, a taxa de licenciamento e outros procedimentos. Sugiro emoldurar a matéria para consultas mais detalhadas. Outro destaque vai para o anúncio da criação da “Coordenação de Desaparecidos”, novidade que o Estado do Rio de Janeiro está adotando para os casos de desaparecimentos, bem como a integração das famílias junto aos procedimentos de busca. Jovita Belfort, que teve a filha Priscila desaparecida há 15 anos, faz parte dos trabalhos de coordenação do projeto.

Em “Massimo”, a coluna agradece as mensagens de boas vindas pelo retorno do colunista após merecidas férias e podemos garantir que os leitores estão felizes, mesmo os que não enviaram um recadinho. É de grande enriquecimento abrir A VOZ DA SERRA e ler o Massimo com toda a sua credibilidade no que se propõe a fazer.

Em “Sociais”, boas novas. Imaginamos agora que o tema das fotos de Regina Lo Bianco passe a ser de seus netinhos, Pedro e Vicente, nascidos no último dia 15. Aos pais e aos familiares votos de muita curtição e felicidades. Enquanto isso, dona Brigitte Schlupp celebra nesta quarta-feira, 23, seus 101 anos de vida e muito bem vivida. Professora querida na cidade, a ela votos de saúde e o carinho de todos nós.

Viajando no tempo, em “Há 50 Anos” reclamava-se da lerdeza dos ônibus da 1001 no trajeto Friburgo-Niterói. Devia ser mesmo cansativo “mais de três horas de viagem”. Agora, é um pé lá, outro cá.

David Massena trouxe a foto do casal Euza e Dalton Carestiato, nos festejos das Bodas de Diamante - 60 anos de enlace. Parabéns, queridos! Como sempre, gostamos de encerrar com o Pinçado da Internet, que vem bem a calhar: “Está tão quente, que se alguém me tratar com frieza, eu agradeço”. Mais de 35 graus, nós, da serra, não aguentamos!

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A jornalista-poeta-escritora-trovadora-caçadora de cometas Elisabeth Sousa Cruz divide com os leitores, todas as terças, suas impressões a bordo do que ela carinhosamente chama de “Estação Caderno Light”, na coluna Surpresas de Viagem.

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