Um menino nos nasceu

César Vasconcelos de Souza

Cesar Vasconcellos de Souza

Saúde Mental e Você

O psiquiatra César Vasconcellos assina a coluna Saúde Mental e Você, publicada às quintas, dedicada a apresentar esclarecimentos sobre determinadas questões da saúde psíquica e sua relação no convívio entre outro indivíduos.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Não havia lugar em hotéis e pousadas para José e Maria no final de sua gravidez. Eles haviam viajado para Belém da Judeia para um recenseamento romano. Por isso foram repousar numa estrebaria. Você já se hospedou numa estrebaria com sua família?
O Natal em Jesus começou simples. Pouca comida, ambiente simples, companhia de animais. Homens que buscavam verdades da vida, filósofos do oriente, foram dirigidos por Deus para serem os primeiros visitantes do bebê Jesus em Belém. Você busca verdades da vida?
A infância e juventude de Jesus foram passadas numa pequena aldeia nas montanhas. Morou numa casa pobre em Nazaré. Há mansões cheias de crimes, alcoolismo e outras dependências químicas, dinheiro guardado fruto de propinas. O que há em sua casa?
A mentalidade de Jesus era ativa, com uma reflexão e sabedoria além de sua idade. Também o caráter era belo na harmonia que apresentava. As faculdades da mente e do corpo desenvolviam-se gradualmente, segundo as leis da infância. Cristo revelava, como criança, disposição amável. Não era como as da geração mimimi que querem o que querem na hora que desejam.
As mãos do garoto Jesus cheias de boa vontade estavam sempre prontas para servir a outros. Manifestava uma paciência que nada conseguia perturbar, e uma veracidade nunca disposta a sacrificar a integridade.
No tempo de Cristo a tradição havia em alto grau sobrepujado as escrituras. Os mestres judeus davam atenção a questões cerimoniais. Absorvido na rotina das coisas exteriores, o estudante não encontrava horas de sossego para estar com Deus. O que se considerava como educação superior constituía o maior obstáculo ao verdadeiro desenvolvimento.
O menino Jesus não se instruía nas escolas das sinagogas. Sua mãe foi seu primeiro mestre humano. Dos lábios dela e dos rolos dos profetas, aprendeu as coisas celestiais. A pergunta feita durante o ministério do Salvador: “Como sabe estas letras, não as tendo aprendido?” (João 7:15)
Não quer dizer que Jesus não soubesse ler, mas simplesmente que não recebera instrução dos rabinos. Sua familiarização com as escrituras mostra quão diligentemente consagrou seus primeiros anos de vida ao estudo das escrituras. Desde menino Jesus era movido por um único desígnio: vivia para beneficiar os outros.
Ele foi colocado num lugar em que seu caráter seria provado. Precisava estar sempre em guarda, para conservar sua pureza. Era sujeito aos conflitos que nós temos de enfrentar, para que pudesse nos servir de exemplo na infância, juventude, e na idade adulta. 
Jesus viveu num lar simples, e desempenhou fiel e alegremente sua parte em suportar as responsabilidades da vida doméstica. Fora o comandante do céu, e anjos se tinham deleitado em lhe cumprir as ordens; era agora um voluntário servo, um filho amorável e obediente. Ele aprendeu um ofício, trabalhava com as próprias mãos na carpintaria de José. Não usava poder divino que tinha, para aliviar seus fardos ou diminuir o trabalho. 
Enquanto viveu entre os homens, Jesus conheceu por experiência as lutas de um pobre, e podia confortar e animar a todos os humildes. Os que possuem verdadeira concepção dos ensinos da vida de Cristo, não pensarão nunca que se deva fazer distinção de classes, que os ricos devam ser honrados de preferência aos pobres dignos.
Jesus punha em seu trabalho alegria e tato. Nunca estava tão cheio de cuidados do mundo que não tivesse tempo para pensar nas coisas de cima. Exprimia frequentemente o contentamento que lhe ia no coração, cantando salmos e hinos celestiais. Muitas vezes ouviam os moradores de Nazaré sua voz erguer-se em louvor e ações de graças a Deus.
Jesus era fonte de vivificante misericórdia para o mundo; e durante os retirados anos de Nazaré, sua vida fluía em correntes de simpatia e ternura. Os velhos, os sofredores, os oprimidos de pecado, as crianças a brincar em sua inocente alegria, as criaturas dos bosques, os pacientes animais de carga, todos se sentiam mais felizes por sua presença.
Feliz Natal na presença de Jesus Cristo.

Fonte: O Desejado de Todas as Nações, E. G. White.

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