A vida em bossa nova

Paula Farsoun

Com a palavra...

Paula é uma jovem friburguense, advogada, escritora e apaixonada desde sempre pela arte de escrever e o mundo dos livros. Ama família, flores e café e tem um olhar otimista voltado para o ser humano e suas relações, prerrogativas e experiências.

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Certo dia, um gênio inspirado combinou notas, melodia e coração e fez nascer a bossa nova. Canções que falam mais de amor do que de dor, mais de presença do que de ausência, que silenciam de forma eloquente, que tocam almas, que marcam momentos. Agradáveis do início ao fim, demonstrando na simplicidade uma verdade rara e profunda.

Seria lindo viver, assim, em ritmo de bossa nova. Existiria verdade que ninguém vê, chegaria de saudade, enxergaríamos em alguém a coisa mais bonita cuja beleza nem mesmo a primavera da flor poderia alcançar. O amor seria o início, o meio e o fim. Cada verso seria para dizer do quanto nos amaríamos por toda a vida. Orgulho da pátria, olhar para a maravilhosa cidade, identidade de causar orgulho.

Realmente, a vida em bossa nova seria a vivência do belo em plenitude, a percepção da natureza em seu primor, a calmaria imponente, a parceria latente, uma boa demonstração de viver. Sem maldade, sem desumanidade, sem enfatizar o lado ruim que tudo pode ter. Uma vida de encontros, de esperança, de juras de eterno amor.

Seria realmente lindo viver em bossa nova, com a alma cantando, abençoados pelo Cristo Redentor que está com os braços abertos sobre nós. Viver sambando e espalhando cultura, preconizando arte de nível elevado e espantando a corrupção, maldade, violência, egoísmo e tudo de mal que há. Porque a vida em bossa nova traria graça em desafinar diante da vida, porque os desafinados também têm um coração. Enorme coração. Falaríamos e cantaríamos sobre amor. Seria lindo viver assim. É. E será. Se assim o quisermos. Se assim o fizermos.

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Paula Farsoun

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Paula é uma jovem friburguense, advogada, escritora e apaixonada desde sempre pela arte de escrever e o mundo dos livros. Ama família, flores e café e tem um olhar otimista voltado para o ser humano e suas relações, prerrogativas e experiências.

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