Pra nós, abundância!

Paula Farsoun

Com a palavra...

Paula é uma jovem friburguense, advogada, escritora e apaixonada desde sempre pela arte de escrever e o mundo dos livros. Ama família, flores e café e tem um olhar otimista voltado para o ser humano e suas relações, prerrogativas e experiências.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

O ano de 2017 está chegando ao fim. Estamos há dois dias da transição do ano, nos despedindo desse ciclo e prestes a dar as boas-vindas ao próximo. A maior parte das pessoas especialmente nesse período deseja refletir sobre perdas e ganhos, projetos, realizações, mudanças. É tempo de promessas, de projeções, de balanços. A época é boa mesmo para isso. Contudo, temos que buscar coerência entre aquilo que sentimos, pensamos e agimos, para que consigamos realizar sonhos e objetivos, por meio da vontade, da ação, do esforço concentrado, da busca sincera.

Se me perguntarem em qual vibração quero me conectar, resumirei em uma palavra: abundância. Abundância de tudo que faz bem... abundância de saúde, de paz, de amor, de prosperidade, de felicidade. Abundância do que é essencial. Se por um lado quero muito tudo isso, pelo outro espero eliminar o que é inútil, os excessos de preocupação, de culpa, de coisas desnecessárias, de tempo desperdiçado, de barulho, de tudo que não preencha o coração.

Partindo do pressuposto de que nossa vida começa todos os dias e muda a cada instante, de que o que nos é valioso precisa ser tratado como prioridade, de que nosso pensamento tem poder e que podemos ter controle de boa parte do que nos acontece, é fundamental realmente delimitarmos nosso plano de ação para o ano que vem.

O que é imponderável, imutável, o que transcende à nossa vontade, podemos acolher e aceitar com gratidão e resiliência. Contudo, muito do que nos acontece está diretamente ligado ao que nós fazemos de nossas vidas. Então podemos escolher ter um ano norteado por gratidão, ao invés de ingratidão; movido pelo que seja útil para nós, para o próximo e para o Universo ao invés do desperdício com inutilidades generalizadas; balizado pela fartura e não pela escassez; pelo amor e não pela indiferença; pela doação e compartilhamento e não pelo acúmulo; pelo dinheiro como aliado e não como obsessão; pelo respeito e não pela imposição; pela metade cheia do copo e não pela metade vazia.

Que as dificuldades não embacem nossas mentes a ponto de não valorizarmos o que verdadeiramente importa. Sinceramente, não é o prêmio da mega sena da virada que vai transformar nosso próximo ciclo em prosperidade, e sim nosso sentimento genuíno e nossa decisão consciente de que tudo vai dar certo, aconteça o que acontecer.

Proponho como ponto de partida para alguma reflexão, por menor e mais simples que seja, um pequeno trecho do livro “Olhai os Lírios do Campo”, de Érico Veríssimo, um primor da literatura brasileira, o qual compartilho com vocês: “Estive pensando na fúria cega com que os homens se atiram à caça do dinheiro. É essa a causa principal dos dramas, das injustiças, da incompreensão da nossa época. Eles esquecem o que têm de mais humano e sacrificam o que a vida lhes oferece de melhor: as relações de criatura para criatura. De que serve construir arranha-céus se não há mais almas humanas para morar neles. (...) É indispensável trabalhar, pois um mundo de criaturas passivas seria também triste e sem beleza. Precisamos, entretanto, dar um sentido humano às nossas construções. E quando o amor ao dinheiro, ao sucesso nos estiver deixando cegos, saibamos fazer pausas para olhar os lírios do campo e as aves do céu. “

Desejo a todos uma avalanche de abundância em 2018! E que saibamos fazer nossas pausas, para olhar os lírios dos campos e as aves do céu. 

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Paula Farsoun

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Paula é uma jovem friburguense, advogada, escritora e apaixonada desde sempre pela arte de escrever e o mundo dos livros. Ama família, flores e café e tem um olhar otimista voltado para o ser humano e suas relações, prerrogativas e experiências.

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