Extravasa

Paula Farsoun

Com a palavra...

Paula é uma jovem friburguense, advogada, escritora e apaixonada desde sempre pela arte de escrever e o mundo dos livros. Ama família, flores e café e tem um olhar otimista voltado para o ser humano e suas relações, prerrogativas e experiências.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Muito tenho ouvido falar e lido sobre a importância de extravasar. Com “e” maiúsculo, Extravasar. Pôr para fora. Derramar de si. Expressar. Transbordar. Deixar sair. Na intenção de liberar energias, eliminar excessos, muitas pessoas recorrem às preciosas atividades físicas. Outras tantas, à arte. Uns buscam a “terapia do riso” e até mesmo a “terapia do sono”. Há quem recomponha a famigerada necessidade de extravasar por meio do descanso, uma boa noite de sono. Tudo muito bem-vindo. Afinal, reza a lenda que os acúmulos fazem mal à saúde.

Na ânsia de transbordar, não vale descontar nos outros, gritar, agredir, desrespeitar as pessoas. Expurgar frustrações, sobrecargas e pressões cotidianas, por maiores que realmente sejam, não confere licença poética nem direito de atacar os conviventes. Nessas horas, se o transbordamento não for de risada, talvez valha à pena pensar em se conter para não machucar as pessoas. Transbordar a ira na família, na sociedade e no mundo não contribui em nada para a transmutação da harmonia que tanto conclamamos diariamente enquanto corpo social. Muito pelo contrário.

Falando de coisas boas, certa vez recebi o seguinte conselho: “Você precisa gargalhar”. Gargalhar. “Mais do que rir” – foi a recomendação. De qualquer coisa. De fatos do dia a dia, de filmes sem enredo, de piadas bobas, das mancadas das amigas, dos passarinhos se encarando no galho da árvore, dos tropeços da vida, de mim mesma. Rir mais. Só que não mobilizando as expressões faciais apenas; gastando o diafragma, aquecendo a respiração. Gargalhada. Bem visceral.  Que conselho bom. Parece simples, mas é um exercício e tanto. E quando funciona é um agradável método de reequilíbrio de energia. Vamos nessa linha. Se for para extravasar, que seja de alegria.

 

 

 

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Paula é uma jovem friburguense, advogada, escritora e apaixonada desde sempre pela arte de escrever e o mundo dos livros. Ama família, flores e café e tem um olhar otimista voltado para o ser humano e suas relações, prerrogativas e experiências.

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