O fim de uma era no Vasco?

Wanderson Nogueira

Wanderson Nogueira

Observatório

Jornalista, cronista, comentarista esportivo, já foi vereador e agora é deputado. Ufa! Com um currículo louvável, o vascaíno Wanderson Nogueira atua com garra no time de A VOZ DA SERRA em Observatório, sua coluna diária.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Hoje é dia

  • dos cortadores de cana-de-açúcar
  • dos protomártires franciscanos

O dia

Vitória de Che e Fidel. Em 16 de janeiro de 1959, os rebeldes comandados por Fidel Castro depuseram o ditador cubano Fulgêncio Batista, no poder desde 1952. Com a saída do tirano, Castro foi aclamado primeiro-ministro de Cuba.

Observando...

Cinco notícias que, talvez, você não viu

  • Em oito anos, taxa de obesos cresceu 41,6% no Brasil
  • Papa Francisco revela temor por guerra nuclear
  • União cobra R$ 14,4 bi de igrejas, times e entidades
  • Madureira negocia jogo pela Copa do Brasil contra o São Paulo no Paraná
  • Ibope aponta crescimento do streaming. TV paga tem queda

Palavreando

O tempo não é apenas o ontem, o hoje e o amanhã, mas o que você faz com o ontem, o hoje e o amanhã.

O fim de uma era no Vasco?

Quem poderia supor que Eurico Miranda cairia pela segunda vez? Novos tempos. O seu retorno após Roberto Dinamite até podia ser esperado. Pensar agora em um retorno após a derrota para o desconhecido Júlio Brant é quase impossível. Pela idade de Eurico e até pela sua perda de prestígio que abre espaços para novos grupos. Ou seja, mesmo que a administração de Brant seja ruim, abriu-se espaço para outros protagonistas como Fernando Horta e Alexandre Campello que são oposição a Eurico e já ensaiam ambos, oposição a Brant.

Eurico, todos já conhecem. Impõe segurança pelo medo. Não será uma tragédia, mas com raras exceções, o Vasco não experimentará glórias dos tempos de Calçada. Eurico é vascaíno nato. Obedece às tradições, provoca a paixão das rivalidades e faz o Vasco ser grande pelo menos no discurso. Não permite o desrespeito político que Dinamite permitiu. No entanto, é arcaico e suas últimas demonstrações são de alguém mais preocupado com sua pseudo grandeza do que com a grandeza do Vasco. É um vascaíno que se acha mais importante que o Vasco. Ninguém é!

Júlio Brant oferece respiro. O que virá após o mergulho é uma incógnita. É o desconhecido completo, tanto pelo nome, como por como fará o futuro. É um risco. Mas nós, vascaínos, não podemos viver para sempre no trauma da gestão Dinamite. Que abracemos o novo com esperança, cientes de que ou corremos esse risco ou seguiremos nesse chove não molha de um Vasco nada competitivo. Que Brant possa trazer seu reconhecido talento da gestão privada para o complicado mundo do futebol. Que tenha um pouco de Eurico na defesa de discurso do Vasco gigante, mas que possa trazer a juventude que o cruzmaltino tanto necessita, com conceitos mais modernos de administração. Que não permita que os Edmundos da vida tirem proveito do clube, como se fosse empresa de A ou B.

O Vasco é dos vascaínos e não deve servir de fonte de receita de maneira ilícita ou antiética para quem quer que seja. Isso, de fato, me preocupa. O Vasco seguirá grandioso. O péssimo momento político e a fragilidade de planejamento imposta pela polêmica eleição e transição ficarão no passado. Que a Caravela possa flutuar em mares mais calmos e o Vasco volte a ser competitivo!  

Estadual

Sobe, mas não participa. Os dois times que tiveram o acesso garantido na Série B do ano passado para a elite nesse ano não participarão do melhor da festa, ou seja, da fase principal do Estadual com os quatro grandes. O Goytacaz quase conseguiu. Terminou em terceiro na fase classificatória com os mesmos dez pontos dos classificados Cabofriense e Macaé, mas perdendo no saldo de gols. Já o América terminou na penúltima posição e ao lado do próprio Goytacaz disputará o grupo da morte com Resende e Bonsucesso.

Ganha, mas não leva

No grupo da morte, os quatro times se enfrentarão em jogos de ida e volta. Os dois primeiros se garantem na primeira divisão em 2019. Os dois últimos caem para a segundona com direito de disputá-la com o Friburguense ainda nesse ano. A eliminação dos times que subiram deflagra um grave problema: os times que sobem, na verdade não sobem. Movimento na Federação tenta mudar isso para 2019, retornando a disputa com 16 clubes, o que garantiria na fase principal os dois que subirem neste ano. A conferir.

Friburguense

O Friburguense, por sua vez, não sabe se terá condições financeiras de disputar a segundona. Depois de perder sua principal fonte de receita (o patrocínio da Stam), o clube tenta levantar, pelo menos R$ 40 mil mensais, para disputar a competição. Um patrocinador ou vários que somem esse valor é a busca da diretoria. A tarefa não está fácil e o clima de apreensão aumenta a cada dia.             

Salários do Estado

O governo do estado do Rio pagou ontem, 15, integralmente, o salário de dezembro para todos os 460 mil servidores ativos, inativos e pensionistas, décimo dia útil do mês, conforme o calendário de pagamentos do funcionalismo. Há mais de um ano, o estado não conseguia pagar em dia todos os servidores. Os pagamentos foram possíveis, segundo o governo, em função da arrecadação tributária e dos R$ 900 milhões provenientes da segunda parte do empréstimo de R$ 2,9 bilhões do BNP Paribas.

13º em atraso

Os salários, no entanto, não estão plenamente em dia. Falta o pagamento do 13º salário de 2017 para 371.312 servidores ativos, aposentados e pensionistas. O valor líquido da folha é de R$ 1,551 bilhão. Não há qualquer previsão para que esse pagamento seja efetuado. Ou seja, o valor do empréstimo que era argumentado como forma de colocar todo o pagamento do funcionalismo em dia, além de atrasados de terceirizados, não foi suficiente.    

Publicidade
Agora Faz
TAGS:
Wanderson Nogueira

Wanderson Nogueira

Observatório

Jornalista, cronista, comentarista esportivo, já foi vereador e agora é deputado. Ufa! Com um currículo louvável, o vascaíno Wanderson Nogueira atua com garra no time de A VOZ DA SERRA em Observatório, sua coluna diária.

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.