Em busca do menos pior

Wanderson Nogueira

Wanderson Nogueira

Observatório

Jornalista, cronista, comentarista esportivo, já foi vereador e agora é deputado. Ufa! Com um currículo louvável, o vascaíno Wanderson Nogueira atua com garra no time de A VOZ DA SERRA em Observatório, sua coluna diária.

quinta-feira, 09 de agosto de 2018

Pelos próximos meses, a jornalista Laiane Tavares assina a coluna no lugar do titular Wanderson Nogueira. A Justiça Eleitoral determina que candidatos nas Eleições 2018 não podem apresentar, participar ou dar nome a programas de rádio e TV. A regra não se aplica aos órgãos impressos. Mesmo assim, o colunista e A VOZ DA SERRA, em comum acordo, optaram pela alteração neste período. Wanderson Nogueira volta a assinar o Observatório em outubro, após o período eleitoral.

Hoje é dia

  • Internacional dos Povos Indígenas

O dia

Em 9 de agosto de 1997 o Brasil perdeu um de seus maiores nomes na luta contra fome, o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Natural de Bocaiúva-MG em 1935, Betinho, assim como seus irmãos Henfil e Chico Mário, era hemofílico e contraiu o vírus HIV em transfusão de sangue. Criador da Ação da cidadania contra a miséria e pela vida, Betinho morreu,
em consequência de uma hepatite C, adquirida também em transfusão de sangue.

Observando

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Palavreando

“A crise da educação no Brasil não é uma crise, é um projeto”
(Darcy Ribeiro)

Em busca do menos pior

Hoje, às 22h, na TV Bandeirantes, acontece o primeiro debate entre os candidatos à presidência da República. Segundo um levantamento realizado pelo Instituto Locomotiva, para as eleições deste ano, 68% dos brasileiros vão votar em quem considerar “menor pior”.

Quando vejo esses números sinto que apesar de qualquer avanço ou possibilidade, ano após ano a má política nos vence. Não porque os políticos são todos iguais, ou todos ruins, eu não acredito nisso.  Mas porque a sociedade se permite enganar.

Está na hora de assumir a nossa parcela de culpa. Nós permitimos que nos dividam. Quando os candidatos falam de seus programas de governo, quem é que realmente escuta? Quem vai em busca de mais informações e compara as opções? Tenha certeza, existem opções.

O Brasil não é essa poça de lama que fazem parecer ser para roubar nossa esperança. A verdade é que péssimos políticos estão desviando nossa atenção o tempo todo para que a gente não os pergunte: “qual é a sua proposta para a educação? E a saúde? E o desemprego?”.

Hoje, se for assistir ao debate, foque no que realmente nos interessa. Sua família não está em risco porque as pessoas são diferentes, sua família está em risco se o desemprego cresce, se o investimento na educação é reduzido, se a saúde é sucateada, se espalhamos um discurso de ódio que nos coloca uns contra os outros e reduz nossa força de exigir da política o que ela realmente precisa nos oferecer: serviço público de qualidade e desenvolvimento econômico e social.

Se você não enxerga uma alternativa e sente mesmo que a escolha será entre o menos pior, fique ainda mais atento. O menos pior não é aquele candidato que nos faz votar por medo, por ódio, por insegurança, esse é o pior candidato. É dele que estamos tentando fugir.

Chuva de estrelas cadentes

Todos os anos em agosto a terra passa por um trecho de sua órbita que cruza com um conjunto de detritos do cometa swift-tuttle, soltos no espaço. O encontro proporciona um fenômeno que já é visto por aqui há cerca de dois mil anos: a chuva de meteoro Perseidas. Segundo o astrônomo da Nasa, Bill Cooke, o primeiro registro desta chuva de meteoros foi feito no ano 36 d.C., na China. Para os admiradores desses fenômenos, e para curiosos em geral, as Perseidas serão a melhor oportunidade para ver meteoros este ano. Desde o fim de julho o fenômeno já ocorre, mas a data de pico, quando mais ‘estrelas cadentes’ ficam visíveis, ocorrerá na madrugada do dia 12 para o dia 13 deste mês. O fato de a data cair durante a Lua Nova facilitará a observação já que durante o período as noites ficam mais escuras, mas é fundamental que o céu esteja limpo, sem nuvens.

Pedidos

Não é nada lúdico aceitar as estrelas cadentes como meteoros em combustão, principalmente se você pretende fazer um pedido, uma prática muito comum e que, segundo a lenda, começou na Grécia por volta do ano 150 a.C. A tradição que nos acompanha há mais de dois mil anos tem suas variações ao redor do mundo. No Chile, por exemplo, é preciso pegar uma pedra enquanto faz o pedido.

A origem da lenda

Certa vez o astrônomo Ptolomeu teria dito que quando os deuses estavam entediados eles ficavam espiando a Terra. Seria nesse momento, então, que algumas estrelas se desprendiam do céu e cruzavam nosso espaço. Por isso, fazer um pedido nessa hora teria uma garantia a mais de ser atendido, já que os deuses estariam olhando para nós naquele exato instante.

Foto da galeria
As noites chuvosas tem sua beleza por aqui. Registro espetacular de Marcos Guzo compartilhado na página da campanha “O melhor Frio do Rio” no Instagram.
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