Campeonato lamentável

Wanderson Nogueira

Wanderson Nogueira

Observatório

Jornalista, cronista, comentarista esportivo, já foi vereador e agora é deputado. Ufa! Com um currículo louvável, o vascaíno Wanderson Nogueira atua com garra no time de A VOZ DA SERRA em Observatório, sua coluna diária.

terça-feira, 20 de março de 2018

Hoje é dia

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O dia

Em 1662 foi promulgada uma lei proibindo que os índios fossem escravizados. Ainda sim as atrocidades contra os indígenas, verdadeiros donos da terra do novo mundo, continuaram sendo cometidas. No Brasil, como conta a história, tribos inteiras foram dizimadas.

Observando...

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Palavreando

Tudo muda, mas tudo se encaixa de um modo ou de outro.

Campeonato lamentável

O Campeonato Estadual chega de maneira capenga e melancólica aos seus instantes finais. O torcedor, mesmo o mais fanático, despreza a competição, pelo seu baixo apelo e também pela sua esdrúxula fórmula difícil de entender. É que nossos cartolas têm mania de reinventar a roda e acabam se tornando toscos. Se só eles ficassem com esse título, não veria problema. O angustiante é que o título acaba sendo repassado a uma competição cheia de potencial.

Vamos às semifinais do 2º turno que nada valem, como nada valiam as semifinais do 1º turno, conquistado pelo Flamengo. Mais feio ainda será a revelação da idiotice da fórmula, caso o Flamengo ganhe também o 2º turno. Aí, o Flamengo vai direto à final do Estadual, aguardando as semifinais entre os quatro melhores, exceto o próprio, no cômputo geral. O Flamengo é o primeiro também nessa contagem. Ficariam assim, umas semifinais do segundo ao quinto lugares: Fluminense, Vasco, Botafogo e Boavista. Pasmem: é confuso mesmo!

Tão fácil simplificar, como era antes. Tão mais atrativo... Campeão de turno se enfrenta na final e ponto. Caso um mesmo time conquiste os dois turnos, é declarado campeão e ponto. Justo, simples e sem fazer o torcedor de bobo. A torcida não caiu nesse caça níquel. O bizarro é tão evidente que só os dirigentes do Rio que não conseguem enxergar. Será que ninguém previu isso nos arbitrais. Que era feio? Que viraria piada?

As consequências estão aí. Ou a fórmula muda para o ano que vem ou enterrarão o Estadual. Nem a rivalidade entre os quatro grandes será capaz de sustentar. O que era previsível ocorreu. Sem fazer muita força. Semifinais da Taça Rio entre os quatro grandes. Semifinais gerais, entre os quatro grandes e o título ficando com um dos quatro grandes. A intrusão só ocorreu no 1º turno com Bangu e Boavista que não tiveram qualquer chance de chegarem às semifinais que realmente importam. Não se trata de ter que alijar os pequenos. Os grandes é que precisam estar fortes para evitar que os pequenos cheguem. E que bom seria se os pequenos pudessem se fortalecer. Mas a Federação não deixa e o Estadual fica esse marasmo sem ninguém para sequer vaiar. Lamentável.

Campeonato dos pequenos

O que interessa ao Friburguense é o campeonato entre os chamados pequenos. A Federação de Futebol do estado (Ferj) dá demonstração de que não deve mudar a fórmula de disputa atual para o ano que vem, pelo menos no que tange ao rebaixamento e acesso. O que pode mudar, obviamente, diante de tantas críticas. Mas isso só deverá começar a se desenhar no segundo semestre.

Desequilíbrio interior x capital

Dessa forma, ficou sacramentado que Nova Iguaçu e Volta Redonda (dois últimos da fase principal) disputarão a pré-fase do Estadual com Goytacaz e Resende, mais os dois que subirem da segundona. O interior saiu perdendo bastante nessa competição. Para o ano que vem, entre os dez garantidos, temos apenas três times do interior (Boavista, Macaé e Cabofriense) contra sete da capital.

Série D do Brasileiro

Com as mudanças no critério de escolha dos participantes, as colocações desse ano só serão válidas para 2019. Dessa maneira, Boavista (melhor colocado) e Portuguesa (o segundo melhor colocado) garantiram passe para a Série D do Brasileiro de 2019. Para este ano, já estava definido Nova Iguaçu (melhor de 2017) e Madureira (o segundo melhor de 2017). Uma disparidade temporal, afinal o Nova Iguaçu foi o pior deste ano e o Madureira o terceiro pior. Vão com essas equipes para a Série D, quando Boavista e Portuguesa vivem o melhor momento.

Representantes do Rio

Além de Nova Iguaçu e Madureira, as outras vagas do futebol carioca na quarta divisão nacional estão com Americano (vice da Copa Rio 2017) e o Macaé que foi rebaixado da Série C. Entre os pequenos, vale lembrar, o Volta Redonda é o único representante do Estado na Série C do Brasileiro.

Copa Rio

O Friburguense aguarda a definição dos participantes da Copa Rio para ter alguma esperança de voltar ao Brasileiro da Série D, em 2019. Pelo Estadual, só voltaria em 2020, tendo que subir para a elite estadual e ainda ser o melhor ou o segundo melhor entre os pequenos. Pela Copa Rio, caminho mais curto, mantido os critérios do ano passado, participam os seis primeiros da Série B 2017. O Friburguense ficou em sétimo lugar e só participaria da competição, caso aja desistência de uma das equipes que ficaram à frente: Goytacaz, América, Audax, Americano, Duque de Caxias e Itaboraí.                

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