Logística Reversa

Renata de Rivera

Meu Bairro Sustentável

O projeto do núcleo Meu Bairro+200 idealizado por Renata de Rivera visa tornar Nova Friburgo uma cidade sustentável. Sua coluna traz dicas de ações por uma cidade mais limpa, com menos lixo e poluição e uma vida mais saudável.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

O que é?

Logística Reversa é a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos. Nos termos da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos) é  o "conjunto de atribuições individualizadas e encadeadas dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, dos consumidores e dos titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, para minimizar o volume de resíduos sólidos e rejeitos gerados, bem como para reduzir os impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos, nos termos desta Lei."  E ainda define a logística reversa como um "instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”.

E na prática, funciona?

Responda você mesmo: Quais os estabelecimentos que você frequenta que recebem de volta após usados, pilhas, baterias, lâmpadas, pneus, etc?

Se temos dificuldades em aplicar a logística reversa para esses materiais essenciais, que impactam imensamente o meio quando descartado de forma incorreta, que dirá para os materiais mais simples, mas que produzimos toneladas ao longo da nossa existência, como os plásticos, papéis, metais e vidros.

Infelizmente, da teoria à pratica encontramos uma enorme distância e caso não invistamos no sentido de exigir, como cidadão e como consumidor, que tal logística seja colocada em prática, a tendência é que essa realidade demore alguns séculos para ser modificada.

E existe uma realidade ainda pior, infelizmente, que é quando o estabelecimento recebe pilhas, baterias ou lâmpadas de seus clientes, fazendo-os pensar que darão o descarte correto ao resíduo, mas no final maquiam os resíduos em sacos de lixo e o descartam no lixo comum. Triste realidade.

O que fazer?

Observar, questionar, exigir, praticar e compartilhar.

Devemos em primeiro lugar observar nos locais onde consumimos cotidianamente. Perceber se já existe alguma iniciativa nesse sentido. Caso não haja, devemos questionar por que não existe, tendo em vista que é um direito do consumidor e um dever do estabelecimento possibilitar a logística reversa. Após questionar, não obtendo sucesso devemos exigir tais mudanças, agindo de forma drástica, se necessário, passando a consumir em outro estabelecimento caso aquele se recuse a ouvir os seus consumidores.

Dessa forma, estaremos utilizando de nosso maior poder de transformação, o CONSUMO CONSCIENTE. E este é o caminho mais curto e eficiente, tendo em vista que não necessita de leis, de vontade política, de fiscalização ou multas.

Uma vez obtido sucesso nesse sentido, cabe a nós, consumidores, utilizarmos dessa conquista nos organizando para realizar, na prática, essa responsabilidade compartilhada.

E finalmente, após a concretização de todos esses processos, devemos enfim, compartilhar para que o máximo de pessoas possam se beneficiar dessa informação.

Dessa forma, após todo processo de adaptação, ninguém sairá perdendo, pelo contrário. Todos viveremos mais, com mais saúde e qualidade através da redução dos impactos causados à saúde humana e à qualidade ambiental decorrentes do ciclo de vida dos produtos.

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