Voz do povo

Massimo

Massimo

Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

terça-feira, 11 de junho de 2019

Para pensar:

“Quando o Poder Judiciário se une com o Ministério Público contra um cidadão, estando este certo ou errado, não há advogado que consiga promover a justiça.”

Marcelo Schuenck

Para refletir:

“Não se trata de partido político. Pensemos se fosse eu ou você respondendo a um processo, e o juiz e o promotor estivessem articulando medidas, grampeando nossos telefones de forma ilegal, o juiz dizendo como se deve pedir para que ele possa deferir…Trata-se de situação que ultrapassa política e ideologia, (...) porque se o juiz, que deveria ser aquele ponderador, aquele isento, imparcial, e que deveria julgar de acordo com as provas, simplesmente se une ao acusador para nos condenar, nunca haverá uma defesa que possa levar à absolvição.”

Marcelo Schuebck

Voz do povo

Os leitores certamente têm acompanhado toda a movimentação da comunidade de Olaria para fazer com que a Prefeitura se dê conta de que a prometida construção de uma praça onde atualmente funciona a Smomu não é algo que esteja em sintonia com os desejos de quem ali vive.

Pois bem, uma reunião de todas as partes foi realizada na manhã desta segunda-feira, 10, na qual o prefeito Renato Bravo anunciou ter acatado a solicitação do vereador Isaque Demani para que fosse paralisado o processo licitatório.

Grupo de trabalho

A construção da nova praça, a essa altura, já parece improvável, para dizer o mínimo.

No encontro foi criado um grupo de trabalho composto por representantes da comunidade, do comércio, dos feirantes e do Executivo, além do vereador Isaque, a fim de que se possa analisar qual o melhor equipamento público a ser construído ali.

Pesquisa

Paralelamente, Júlio Cordeiro, presidente da Acianf, se dispôs a encomendar uma pesquisa junto a um instituto especializado a fim de consultar a comunidade a respeito da possibilidade de remanejamento da feira para aquele local, no que parece ser uma amarração bastante lógica de todas estas pontas.

Afinal, deste modo os feirantes teriam muito mais conforto e estrutura, ao mesmo tempo em que seria possível desobstruir a Rua Presidente Getúlio Vargas, “principal artéria do bairro”, com impactos positivos óbvios sobre as confecções que ali operam.

Antes tarde

A coluna não pode deixar de lembrar, no entanto, a forma como o Executivo - com o respaldo da maior parte da Câmara Municipal - ignorou os apelos populares por audiências públicas antes que o redirecionamento dos R$ 26 milhões fosse autorizado.

A consulta que agora ocorre é obviamente positiva, mas deveria ter sido feita antes e de forma irrestrita, apresentando todas as possibilidades existentes a todas as comunidades envolvidas.

E também é preciso saber para onde vai a Smomu, pois não faz sentido a tirar de onde está se isso vier a acarretar novas despesas à municipalidade...

UPA (1)

Por coincidência, a coluna recebeu neste fim de semana um relato bastante duro por parte de um leitor chamado Carlos, morador de Olaria, a respeito de uma situação que se relaciona a este cenário.

“A prefeitura está falando em fazer pracinha dentro da Smomu, ou em colocar a feira ali. É importante que todos saibam que o povo de Olaria já está revoltado, porque o governo passado também prometeu uma UPA no bairro, por ser um bairro populoso e agregar outros bairros como Cônego, Cascatinha e outras áreas. Precisamos muito dessa UPA aqui. Nosso posto de saúde é precário, não temos como recorrer a nada”.

UPA (2)

“Não temos uma ambulância. Numa situação de emergência ou a gente pega um ônibus, ou arruma um carro para levar ao hospital, ou morre. Por aqui também não fazem a aplicação injetável de certos remédios, não temos recursos. Se não fizerem nada por Olaria, não vão conseguir mais votos aqui não. O povo aqui já está ligado nessa turma que só promete, promete, promete e nunca cumpre nada. A saúde está precária, e ela é mais importante do que feira, do que pracinha.”

Violência doméstica

A Comissão Especial de Proteção contra a Violência Doméstica e Familiar da OAB promove na noite desta terça-feira, 11, uma palestra intitulada “Violência Doméstica e Maneiras de Prevenção”.

O evento “É preciso dar um basta!” acontece a partir das 18h30 no auditório da 9ª Subseção da OAB/RJ, aqui em Nova Friburgo.

O melhor

Ao falar sobre a luta do friburguense Marlon Moraes pelo cinturão da divisão dos galos do UFC, o colunista disse que, “ganhe ou perca, o fato é que ninguém tem dúvidas, atualmente, sobre quem é o melhor lutador da categoria em todo o mundo”.

Pois é, infelizmente a vitória não veio desta vez, mas, com todo o devido respeito aos méritos do vencedor, o que foi escrito aqui continua a valer.

Nunca foi fácil

Lutas, o leitor sabe bem, podem ser definidas em flashes, situações que nossos olhos só conseguem avaliar corretamente em câmera lenta, e um golpe pode mudar tudo.

Cejudo encontrou esse golpe e soube aproveitar suas consequências para chegar a uma vitória pouco provável.

Entre os friburguenses a frustração foi grande, claro.

Mas a importância do momento residia justamente no fato de ser tão difícil chegar lá, e dar o último passo.

Lógica

Marlon, todavia, é um jovem brilhante, de biotipo muito mais apropriado à categoria, e que quando luta mais solto, sem tanta preocupação em não ser derrotado, sempre dá espetáculo.

A lógica diz que ele provavelmente vai chegar ao cinturão, é tudo questão de tempo.

Seguimos acreditando e estamos na torcida.

Já valeu

Mas, mesmo que isso não aconteça, saber que dezenas de milhões de pessoas no mundo inteiro o viram caminhar rumo ao octógono com uma camisa que trazia em destaque o nome de Nova Friburgo já foi uma experiência inesquecível.

Mesmo que tivesse se aposentando agora, seu exemplo já teria servido para nos lembrar que tudo é possível quando o comprometimento é absoluto.

E o impacto desta importante mensagem a nossos jovens é algo que só poderemos dimensionar daqui a alguns anos.

Respostas

Ao que parece, o enquadramento de Regina Lo Bianco, que escondeu parte da bela Igreja dedicada a Sant’Ana, no Cônego, não bastou para driblar o conhecimento dos leitores.

Até o fechamento desta edição os amigos Stênio de Oliveira Soares, Filipe Saturnino, Gilberto Éboli, Hamilton Éboli, Igor Santos, Alberto Corrêa, Manoel Faria, Verônica Emmerick Mattos, Antônio Lopes, Rosemarie Künzel, Marcelo Machado e Carlos Emerson Jr. haviam identificado corretamente a icônica construção.

Parabéns a todos!

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