Tristeza

Massimo

Massimo

Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

sexta-feira, 01 de novembro de 2019

Para pensar:

“A vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal.”

Machado de Assis

Para refletir:

“As crianças são a recompensa da vida.”

Provérbio Africano

Tristeza

Ao ligar o computador para começar os trabalhos do dia, o colunista se depara com a informação de que uma criança de 7 anos morreu em decorrência de uma colisão frontal na RJ-130, altura de Campo do Coelho, como detalha reportagem nesta mesma página.

Para quem é pai, pai de verdade, esse é o tipo de informação que já destrói o dia de cara.

E isso acontece o tempo todo, pelos quatro cantos do Brasil.

Não dá, gente. Não dá.

Afeta a todos

Dificilmente alguém conseguirá encontrar um brasileiro com mais de 18 anos que não tenha sofrido, em alguma medida, com a tragédia de nosso trânsito.

Quem não se envolveu em alguma ocorrência, certamente conhece alguém que já passou por isso.

A situação é de tal forma grave que já se tornou cultural, e é tratada efetivamente como algo inevitável, algo relacionado a sorte ou azar, um preço a se pagar por quem viaja.

Se não nos discursos, certamente na prática.

Promessas vazias

E enquanto isso muito pouco se faz para recuperar a malha ferroviária criminosamente destruída, não apenas para fins turísticos, mas sobretudo para transporte de cargas e passageiros mesmo.

Muito pouco se faz em favor de ciclovias efetivamente seguras ou o aproveitamento de nossos muitos rios navegáveis.

Mas nos planos de governo, as promessas estão sempre lá.

Até quando?

Da mesma forma, ainda são muito tímidas as campanhas de conscientização, tanto a respeito de manutenção preventiva quanto de direção defensiva e segura.

E perceba que nem estamos falando sobre o estado de nossas estradas, e o descaso absoluto para com a vida dos animais às suas margens.

A coluna não vai jamais cansar de repetir isso: o que acontece no trânsito brasileiro não é normal, não é aceitável, não é imutável.

Tolerância zero

Da mesma forma como deixamos de ser tolerantes com motos de escapamento adulterado, deveríamos todos sermos também intolerantes com quem circula a velocidades abusivas e incompatíveis, com quem conduz alcoolizado, sob efeito de qualquer outro entorpecente, ou usando o telefone.

Se algum momento estiver de carona ou na garupa de alguém que esteja conduzindo de forma irresponsável, peça para descer, e diga o porquê.

Ninguém que deliberadamente coloque sua vida em risco te ama de verdade.

Custo incalculável

Já passou da hora de câmeras de vigilância serem usadas para identificar esses infratores.

Querem correr?

Então construam pistas para isso, pratiquem o esporte com segurança e controle.

Por que bater, matar, morrer, nada disso tem graça alguma.

E gera um custo social absolutamente incalculável.

Por outro lado

Uma notícia tão triste pede outra boa, para nos animar a seguir em frente.

Daniel Lage, secretário municipal de Políticas Sobre Drogas, informa ao colunista que acontece hoje, 1º, às 14h no Teatro Municipal Laercio Ventura, a entrega dos certificados do programa “Construindo o futuro… Antes que alguém o faça por você.”

E olha, taí um programa muito legal, pelo qual a coluna faz questão de elogiar o governo municipal.

Resposta específica

Com o apoio de uma equipe multidisciplinar que inclui psicóloga e pedagoga, e em sintonia com os conhecimentos específicos e valiosos dos próprios professores, a equipe traça perfis específicos a respeito dos tipos de violência e riscos principais a que os alunos de determinada escola ou turma são expostos, e a partir dessas informações elabora respostas direcionadas, tentando alcançar os jovens, dando-lhes amparo e conhecimento, antes que eventualmente venham a ter contato com situações possivelmente perigosas e destrutivas.

Parabéns!

De acordo com o secretário, os pontos abordados são violência familiar, bullying e drogas, tanto lícitas quanto ilícitas.

“Quanto maior o nível de informação, melhor será a decisão na hora de dizer não às drogas”, resumiu Daniel Lage.

A coluna parabeniza a todos os envolvidos, e em especial os alunos participantes, convidando a sociedade a conhecer um pouco mais sobre o projeto, até mesmo para que sirva de exemplo para iniciativas de cunho semelhante voltadas a outras áreas da vida.

Mais números

Como tem acontecido regularmente, a direção da Nova Faol respondeu nosso comentário da coluna anterior, fornecendo números mais detalhados a respeito de sua operação.

A coluna pede desculpas se o tema se tornou um pouco repetitivo, mas entende que transparência nunca é excessiva, e é nosso dever buscar sempre a precisão informativa.

Compra e venda

De acordo com o diretor da empresa, Paulo Valente - e os números estão disponíveis para conferência - o preço dos 27 novos ônibus, à vista, seria de R$ 12.341.000.

À prazo, como foi o caso, o acréscimo é grande.

Na prática, foi dada uma entrada de 20% (R$ 2.468.000), mais o pagamento de R$ 311 mil mensais durante quatro anos.

Já a venda dos 27 ônibus mais antigos rendeu, em média, R$ 70 mil para cada, ou R$ 1.890.000 ao todo.

Em breve

Durante o evento realizado na última quarta-feira, 30, na sede da empresa, o colunista entrevistou Luís Carlos Corrêa, gerente de manutenção da Faol, que passou diversos detalhes interessantes sobre os novos ônibus.

Nos próximos dias, quando tivermos um pouquinho mais de espaço, a gente publica essas informações por aqui.

Mistério

Parece brincadeira, mas não é não.

Desde o dia 29 de outubro a coluna vem recebendo diferentes relatos acerca de um estranho barulho, muito alto e semelhante ao de “uma turbina com problemas”, que foi escutado em diferentes bairros de nossa cidade por volta das 21h de segunda-feira, 28.

Algumas pessoas também afirmaram ter visto algo voando baixo, enquanto procuravam a origem do barulho.

Alguém mais?

Os relatos enviados à coluna partiram de Nova Suíça, Amparo e - piada pronta - também de Varginha.

Mais do que apenas dividir a situação inusitada com os leitores, a coluna gostaria de saber se alguém mais teve essa experiência, ou se algum leitor possui informações conclusivas a respeito do que se passou.

Desde já a coluna agradece.

Desafio

Encerrando mais um dia, nada melhor do que propor um desafio fotográfico que une o talento generoso de Regina Lo Bianco a um cenário que remete a uma história muito bonita, para além de qualquer crença pessoal que se possa ter.

E então, quem consegue dizer onde o clique foi feito?

Boa sorte a todos!

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