Sem atropelos

Massimo

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Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Para pensar:

“Cada sonho que você deixa para trás é um pedaço do seu futuro que deixa de existir.”

Steve Jobs

Para refletir:

"A maneira mais fácil e mais segura de vivermos honradamente consiste em sermos, na realidade, o que parecemos ser."

Sócrates

Sem atropelos

Após a retirada do projeto de lei que buscava ampliar drasticamente a autorização do Legislativo para a atuação de organizações sociais em Nova Friburgo, o governo municipal voltou a recuar e retirou também os projetos 482/2018, que pretende instituir o “Código de Ética e Conduta dos Servidores Públicos na Administração Direta e Indireta no âmbito do Poder Executivo Municipal”, e o 483/2018, que tem por função alterar as leis municipais 3.460, de 21 de julho de 2005 e 3.505, de 1º de junho de 2006.

Novos tempos

A partir destas medidas, a primeira das duas sessões previstas para esta quinta-feira, 20, acabou sendo esvaziada.

E, falando francamente, qualquer coisa diferente disso teria configurado (mais) um ato de desrespeito para com a população.

Todo mundo já deveria saber que não é assim, de forma urgente, sem discussão, no apagar das luzes, que se votam matérias tão significativas.

Lições

Do episódio, duas lições ficam muito claras.

A primeira é que os tempos mudaram, e certas práticas já não são mais aceitas como normais ou razoáveis.

A segunda é que quando a população se mobiliza, respaldada por argumentos sólidos, a política responde.

Que vejamos mais mobilizações assim em 2019, portanto.

Abono (1)

Já a segunda sessão do dia serviu para a aprovação do projeto 488/2018, que “concede abono aos profissionais do magistério da educação básica do município, demais funcionários de apoio ao magistério e de apoio administrativo”.

E aqui há bastante a ser dito.

Abono (2)

Imagine o leitor o tipo de capital político que representa esta medida, que distribuiu o superávit do Fundeb - pouco mais de R$ 1 milhão - entre os cerca de 3.200 funcionários da Secretaria de Educação.

Grande, não é?

Abono (3)

E, claro, em situações como essa a falta de vergonha sempre se manifesta.

Assim, o mesmo vereador que acabou de conseguir uma polpuda gratificação para sua cônjuge não perdeu a chance de gravar um vídeo propagandista no qual tem a ousadia de responsabilizar a si mesmo e a base de governo pelo abono, quando na verdade a medida nasceu muito antes, a partir de uma mobilização que envolveu a Secretaria de Finanças, a Subsecretaria de RH, a Procuradoria e, claro, a Secretaria de Educação.

Aliás, como se vê, nenhum dos verdadeiros envolvidos gravou vídeo algum.

Constrangedor

Ao prefeito coube concordar com a proposta, e aos vereadores, claro, coube aprovar o projeto.

O que o parlamentar fez, portanto, foi constrangedor.

Para dizer o mínimo.

E causou bastante mal-estar entre quem conhecia a verdadeira história.

Podia ser melhor

Ao criticar a postura oportunista que marca há tempos a conduta deste político, a coluna não está dizendo que os demais vereadores não tenham se esforçado pela aprovação rápida, nem que não tenham ficado satisfeitos com a medida.

O problema não é esse.

Certamente temos muitas pessoas bem-intencionadas em nosso plenário, mas poucos se dão conta de que ajudariam muito mais ao município se exercessem, de fato, as funções do vereador, do que quando resolvem problemas isolados ao custo da própria isenção.

Desperdício

A coluna já disse, e repete: se tivéssemos ali 19 verdadeiros fiscalizadores (sem contar o presidente da casa e o líder de governo, por suas funções específicas), nossa cidade seria completamente diferente.

Parece evidente que muitos vereadores ainda não se deram conta da força que a Câmara tem.

Ou poderia ter.

Ganhando forma

E para encerrar os assuntos da Câmara, cabe registrar que os vereadores aproveitaram a sessão extraordinária para em seguida promover uma reunião voltada a discutir o que fazer a partir das recomendações do Ministério Público quanto ao número de nomeados, e otras cositas más.

Verba de gabinete?

Em pauta estão questões como a possível redução no número de assessores, e a eventual adoção da chamada “verba de gabinete”, em valor inicialmente estimado em R$ 6 mil por mês, para cada um dos 21 gabinetes.

Ou R$ 126 mil/mês, se pensarmos na Câmara como um todo.

E aí, o que o leitor pensa a respeito?

Corrente do bem (1)

Quem teve a experiência de prestar o serviço militar no nosso Tiro de Guerra TG 01-010 sabe bem que existe um forte caráter educacional na instituição, onde se plantam boas sementes que os veteranos levam para a vida toda.

Bom exemplo disso nos foi dado na noite da última terça-feira,18.

Corrente do bem (2)

A Associação de Veteranos do TG (AVA) ganhou do sr. Flávio Sanches - ele próprio um veterano - uma maca de resgate aéreo, e na noite de terça-feira, 18, o aparato foi doado à Cruz Vermelha de Nova Friburgo, que por sua vez havia apoiado a AVA durante os trâmites para elaboração de seu estatuto.

Na foto que ilustra a coluna de hoje, Luiz Cláudio Rosa, coordenador da Cruz Vermelha em Nova Friburgo, e Jerry Eduardo Toledo, presidente da AVA.

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