Riograndina pede ajuda

Massimo

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Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Para pensar:

“Se eu não praticar por um dia, só eu saberei. Se eu não praticar por dois dias, os críticos saberão. Se eu não praticar por três dias, o público saberá.”

Jasha Heifetz

Para refletir:

“Quem vê apenas o lado negativo dos outros cria um inferno para si próprio.”

Masaharu Taniguchi

Riograndina pede ajuda

Diante do volume de mensagens que continuam a ser enviadas por leitores residentes no distrito de Riograndina reclamando do horário que têm chegado em casa após a jornada de trabalho, e considerando que a coluna publicou recentemente resposta enviada pelo diretor da empresa de ônibus Faol, Paulo Valente, o colunista solicitou aos leitores que dessem mais detalhes a respeito do que está acontecendo, a fim de que as responsabilidades sejam bem identificadas e uma solução conjunta possa ser eventualmente costurada.

Fala, leitora!

“A demanda por transporte nessa região aumentou muito há alguns anos, por causa do condomínio Terra Nova. E como são insuficientes os ônibus específicos para lá, os moradores muitas vezes utilizam as linhas de Riograndina e Maria Teresa, que nos horários de maior movimento ficam sobrecarregadas. A demora para que os ônibus passem também significa, naturalmente, que eles viajam muito cheios. Ficamos muito espremidos em alguns trechos e horários.”

Assina a mensagem a leitora Ludmilla Miranda.

Maringá

Moradores do Loteamento Maringá acrescentam algumas informações a este cenário.

“Precisamos de mais linhas que sigam até o Loteamento Maringá. Antigamente a linha era mais frequente, atualmente está passando aproximadamente a cada 90 minutos. A linha de Riograndina nos deixa no asfalto, e somos obrigados a andar muito. Pedimos, por favor, que a empresa considere a possibilidade de aumentar a frequência desta linha.”

Trânsito

Questionados a respeito do trânsito, todos os leitores enfatizaram que ele também tem atrasado demais o andamento das viagens.

“Especialmente do Prado até o Terra Nova, em certos horários, o trânsito quase não anda”, resumiu um leitor.

“Tem vezes em que levamos uma hora e meia para chegar em casa, desde o Centro.”

Até quando?

Parece evidente, enfim, que a demanda por um plano de mobilidade, que há alguns anos chegou a motivar uma emenda parlamentar por parte do então senador Lindbergh Farias (que não foi aproveitada), só fez aumentar nos últimos tempos.

A qualidade de vida, dentro dos limites de Nova Friburgo, pode variar muito a depender do endereço em que se vive, e combater essa desigualdade precisa ser algo prioritário, para o governo e toda a sociedade.

Afinal, uma cidade só é boa se é boa para todo mundo que nela vive.

Sobre UTIs móveis

Em resposta à nota publicada na coluna de ontem, 29, a respeito da necessidade de que localidades específicas de Nova Friburgo sejam atendidas por UTIs móveis, e a sugestão de que a matéria seja tema de emendas orçamentárias, o gabinete do deputado federal Luiz Lima (PSL-RJ) entrou em contato com a coluna para prestar algumas informações.

Recursos disponíveis

A coluna havia registrado, semanas atrás, que o parlamentar havia destinado proposta extraorçamentária no valor de R$ 2,3 milhões ao nosso município.

Pois bem, o gabinete acrescenta que listou, em ofício remetido ao prefeito Renato Bravo no dia 11 de julho deste ano, cinco sugestões para aplicação destes recursos.

A saber: aquisição de ambulâncias UTI; aquisição de ambulância neonatal; aquisição de ambulâncias de remoção; poltronas reclináveis para acompanhantes no Hospital Raul Sertã; e equipamentos para o setor de patologia do mesmo hospital.

Hora de cobrar

Cabe agora à população, diretamente e/ou através de sua representação parlamentar na Câmara Municipal, cobrar que tais recursos sejam aplicados nessas e em outras frentes prioritárias, com transparência e rapidez.

Afinal, com uma demanda tão flagrante, e recursos disponíveis, não dá para perder a oportunidade.

Biometria

No horário do almoço, nesta quinta-feira, 29, o colunista ouviu uma conversa entre duas senhoras conhecidas, preocupadas com a suposta necessidade de fazer o cadastramento biométrico para que pudessem continuar a votar, acrescentando que “essas coisas correm à boca pequena”.

Sentindo o cheiro de boato de WhatsApp, o colunista fez uma apuração rápida e informal junto ao TRE e se deparou com a necessidade de publicar o esclarecimento abaixo.

Sem obrigação

“A biometria não é obrigatória em Nova Friburgo. Algumas pessoas acham que é, mas não é. Inclusive, vários idosos têm procurado o TRE com informações que não procedem, muitos alegando que leram no WhatsApp que precisam fazer recadastramento, biometria ou algo equivalente, ou terão as aposentadorias ou pensões canceladas. Isso é mentira, em Nova Friburgo não é obrigatório e ninguém precisa fazer. Quem quiser pode fazer, mas é opcional. Incluindo para os idosos. Isso tem acontecido muito, três, quatro vezes ao dia, e seria importante esclarecer a situação.”

Parto humanizado

A Câmara Municipal realiza hoje, 30, uma audiência pública proposta pelo vereador Cascão, voltada a debater a implantação do programa para parto humanizado na rede pública de saúde do município.

O encontro acontece a partir das 18h30, no plenário do Legislativo Municipal.

Respostas

Os desafios fotográficos situados em Olaria sempre rendem grande número de respostas por parte dos leitores, e desta vez não foi diferente.

Identificaram corretamente a torre dos sinos da Igreja de Nossa Senhora das Graças os parceiros Guto Soares, Stênio de Oliveira Soares, Filipe Saturnino, Marcelo Machado, Raquel Souza, Gilda Verbicário Santos, Manoel Corrêa, Manoel Pinto Faria, Gilberto Éboli e Hailton Éboli.

Parabéns a todos!

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