Reflexo

Massimo

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Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Para pensar:

“Cuidado com aquele que tem a língua doce e uma espada na cintura. Um inimigo declarado é perigoso, mas um falso amigo é pior.”

Ditado chinês

Para refletir:

“Quem quer fazer alguma coisa encontra um meio. Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa.”

Provérbio árabe

Reflexo

A forte chuva que caiu na manhã de segunda-feira, 11, disse muito a respeito de nós mesmos.

Como de praxe as mesmas ruas de sempre voltaram a encher, evidenciando nossa incapacidade de mobilização para que seja resolvido um problema crônico e que afeta muita gente.

Alienação

De imediato, impossível não chamar atenção para a enorme quantidade de lixo que parte da população continua jogando no chão, como se os espaços públicos fossem uma enorme lixeira e não devêssemos todos reservar altas doses de gratidão e respeito a quem se entrega, dia após dia, à árdua e nobre missão de varrer e limpar área tão extensa.

Não entender isso é sinal de inequívoca alienação.

Simbólico

De fato, a presença de lixo no chão - ou descartado em horários impróprios, longe da coleta - representa o pior dos sinais que a cidade pode enviar, pois além das consequências práticas - que não são poucas! - há também o simbolismo de sabermos que a sujeira não foi parar ali sozinha, e reflete a imaturidade de muitos que aqui vivem.

Não dá para pensar seriamente em turismo enquanto tantos continuarem agindo dessa forma.

Até quando?

Mas claro que a responsabilidade não cabe somente à parcela da população que joga lixo ou desmata sem critério, entre outros hábitos nocivos.

O governo também sabe bem que a estrutura de escoamento já não suporta a demanda, e esta obra necessária é apenas uma entre tantas que poderiam ter sido discutidas como possibilidades de investimento para os quase R$ 26 milhões que serão gastos com um pacotão de obras já anunciado.

O coração sente

Falamos sobre lixo, não é?

E que tal esta imagem enviada pela queridíssima Sueli Ferreira da Silva (que deixou muitas saudades na equipe de AVS ao se aposentar)?

O clique foi feito no fim da tarde desta terça-feira, 12, e mostra grande quantidade de lixo já caindo por uma das margens do Rio Santo Antônio, na antiga linha do trem.

Absurdo completo!

Não é direito

A empresa de ônibus Faol divulgou dados alarmantes a respeito de fraudes envolvendo cartões de gratuidades, identificadas pelo sistema de biometria.

Apenas nos últimos três meses cerca de 200 cartões foram cancelados por este motivo.

Dados

De acordo com levantamentos realizados pela concessionária, em 2018, pelo menos  57,3% das pessoas transportadas foram pagantes, ante 42,7% de gratuidades.

Num universo de 51.320 cartões de gratuidade, fraudes de diversas naturezas foram identificadas em 2.500 delas.

Ou seja: pouco menos de 5% do total, ou uma a cada 20 pessoas beneficiadas.

A média computada foi de 33.167 viagens fraudulentas por mês, totalizando um prejuízo de R$ 1.572.100.

Remando contra

Desnecessário enfatizar que quem age dessa forma não está “sendo esperto” ou prejudicando “apenas a empresa” (como se isso fosse algo lícito), mas sobrecarregando todo o sistema e prejudicando a vida de quem joga pelas regras.

Evidentemente há muito o que ser cobrado e o serviço tem muito a melhorar.

Mas essa situação é igualmente séria, e também precisa ser combatida.

Fala, leitora!

E já que falamos em cobrar melhorias, a fiel leitora Raquel Souza chama atenção para uma situação pontual, mas que vem causando transtornos a muita gente.

“Na descida das Braunes, depois da faculdade, há um trecho com asfalto que está com muitos buracos. Será que a nossa prefeitura, depois de distribuir os IPTUs com significativos reajustes, não pode olhar melhor para o bairro? Quem paga pode exigir.”

Desafio

A coluna andou recebendo algumas fotos bem bacanas para nosso popular desafio fotográfico.

A brincadeira, portanto, está assegurada para os próximos dias.

A de hoje, mais uma vez assinada pelo talento generoso de Regina Lo Bianco, é quase obrigatória.

E aí, quem reconhece este cantinho tão especial de nossa cidade?

Boa sorte a todos!

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