Recuou

Massimo

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Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Para pensar:

“Não é nenhuma vergonha ser-se feliz; vergonhoso é ser feliz sozinho.”

Albert Camus

Para refletir:

"Coragem é manter a classe sob pressão."

John Kennedy

Recuou

De forma não surpreendente, o Executivo friburguense retirou da pauta da sessão extraordinária que a Câmara realiza hoje, 20, pela manhã o projeto que solicitava ao Legislativo autorização para a atuação de Organizações Sociais em diversas frentes da administração municipal.

Cá entre nós, era o desfecho mais provável.

O plenário ia estar fervendo, votar a favor seria um desgaste enorme, e o governo não ia se arriscar a ser derrotado dessa forma.

Todos os lados

A VOZ DA SERRA publicou ontem, 19, entrevista exclusiva com o prefeito Renato Bravo, justamente a respeito da natureza deste projeto.

Cumprimos assim com o nosso papel de dar voz a todos os lados, assegurando ao leitor a possibilidade de conhecer todos os argumentos e formar a própria opinião.

Posição mantida

O colunista estava presente e teve oportunidade de dizer ao prefeito, de forma franca e respeitosa, que não foi convencido e continua com a desagradável sensação de que há mais nesse projeto do que vem sendo dito.

No dia em que alguém explicar, de forma convincente, por que a gestão direta não tem condições de funcionar, o colunista muda de ideia.

Mas cada leitor pode e deve tirar as próprias conclusões.

Será?

O interesse pela aprovação desse projeto também pressupõe a apresentação de emenda à nova LOM, a Lei Orgânica Municipal.

O que, na opinião deste colunista, é algo que pegaria mal demais à mesma legislatura que apenas alguns meses atrás aprovou a redação do documento.

Como?

Afinal, vão justificar como?

Não leram o que aprovaram?

O cenário teve alguma mudança substancial?

A legislação já caducou?

Gente, não dá, né?

Vergonha

E já que falamos em retirar de pauta, aos poucos começa a vir à tona a “contrapartida” reservada ao novo líder de governo.

Sua renda familiar recebeu há pouco uma gratificação de R$ 2.500 ao mês.

E nos bastidores dizem que outras gratificações já foram reservadas a integrantes do mesmo grupo, a serem publicadas no futuro.

Um dúvida: está faltando vergonha, ou é só impressão?

Descarte irregular

O geógrafo Pedro de Paulo, sempre atento a problemas no descarte de lixo, aciona a coluna para denunciar o acúmulo de material às margens e dentro de um córrego de águas limpas na Rua Maracanã, ao lado do número 300, em Mury.

O próprio Pedro retirou material plástico de dentro do córrego e o direcionou para coleta.

Custava ao autor dessa cena lamentável ter feito o mesmo?

Explicações

O ex-vereador Cláudio Damião informa que protocolou um requerimento junto ao Ministério Público Estadual sobre “as árvores de Natal que custaram cerca de R$ 45 mil cada uma, montadas em cavaletes metálicos que parecem andaimes de obra”.

O mesmo Cláudio observou ainda que o réveillon passado custou cerca de R$ 79 mil, e o atual está cotado em R$ 220 mil, antes de perguntar se a situação econômica do município melhorou de um ano para outro.

Contexto

A coluna, a esse respeito, já manifestou algumas vezes seu entendimento de que investimentos voltados a gerar impactos positivos sobre a autoestima se justificam, sob certas condições.

Afinal, eles não apenas precisam ser acompanhados de investimentos estruturais, que melhorem a qualidade de vida da população, como não devem jamais ocorrer em meio a salários atrasados, por exemplo.

Em outras palavras, o colunista entende que o problema é contextual.

Hospital do Câncer (1)

O deputado estadual Wanderson Nogueira informa que tem mantido contato com Edmar Santos, atual diretor-geral do Hospital Universitário Pedro Ernesto e futuro secretário de Saúde de Wilson Witzel.

A pauta dos encontros, claro, é o sonhado hospital de oncologia da Região Serrana.

Hospital do Câncer (2)

Paralelamente, Wanderson conseguiu apoio para reservar R$ 40 milhões no orçamento estadual de 2019 a fim de que não haja burocracia caso o Palácio Guanabara se comprometa com a causa.

Um novo encontro será marcado em breve para continuar debatendo esse tema, mesmo após o término do mandato.

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