Na conta

Massimo

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Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Para pensar:

"Quem nunca altera a sua opinião é como a água parada e começa a criar répteis no espírito.”

William Blake

Para refletir:

"Todos os problemas se tornam infantis depois de explicados.”

Sherlock Holmes

Na conta

De acordo com apuração realizada pelo vereador Marcinho Alves, foi realizado no último dia 10 o quarto depósito do subsídio do transporte coletivo, nos mesmos moldes do que já havia sido feito em novembro: R$ 150 mil da fonte 013, e outros R$ 150 mil da fonte 01.

O fato não chega a surpreender, mas a incongruência em relação a tudo o que havia sido tão enfaticamente recomendado em outubro reforça a necessidade de que alguma explicação seja dada à população.

Tudo que se quer

Afinal, se houve alguma mudança de entendimento a respeito da legalidade da operação, seria importante dar publicidade aos fundamentos da nova interpretação.

Não apenas para tranquilizar o contribuinte, mas também para preservar as imagens do governo municipal e do próprio MPRJ, que até o momento não dá sinais visíveis de estar agindo de acordo com sua manifestação pública mais recente.

Tudo que se quer é entender, e, francamente, temos direito a isso, não?

À propósito

E já que falamos em transporte coletivo, o TCE-RJ também se manifestou recentemente a respeito de pendências relativas à realização do aguardado processo licitatório.

O relatório assinado pelo conselheiro Marcelo Verdini Maia aponta que não foram atendidos satisfatoriamente 21 dos itens demandados, ao passo que outros quatro não foram suficientes para um pronunciamento conclusivo acerca da adequação do estudo de viabilidade econômico-financeiro elaborado.

Aspas

“É imprescindível o envio de diversos elementos indispensáveis à verificação da legalidade e economicidade da licitação.”

“Desde já se alerta o chefe do Executivo Municipal de que o Tribunal adotará medida coercitiva rigorosa caso não fique efetivamente demonstrado o empenho na solução das pendências apontadas nesses autos.”

Plantar e colher

A coluna se pergunta o que o Tribunal de Contas concluiria se soubesse da postura do então secretário de Governo, quando alertado com mais de um ano de antecedência pela Procuradoria-Geral a respeito das medidas necessárias para que o prazo (setembro de 2018) não fosse perdido.

Aos que não se recordam, a resposta ao ofício se limitou a lembrar que ainda faltava muito tempo, e incluiu um irônico ponto de interrogação após o nome do então procurador-geral.

Pois é, deu no que deu...

Esquentando

Aliás, já que tangenciamos a ação - ou inação - de um quadro de longa atuação no Sistema S, cabe fazer um registro que certamente é mais próximo do que pode parecer.

O MPRJ propôs ação civil pública por improbidade administrativa de Orlando Diniz no comando da Fecomércio do Rio de Janeiro, requerendo imediato bloqueio de bens e contas bancárias num total de R$ 46,4 milhões.

Pente fino

Na mesma ação, o órgão também pede a condenação do ex-diretor do Sesc Marcelo José Salles de Almeida e o bloqueio de mais R$ 30 milhões.

O caso se refere a operações ilegais que transferiram recursos do Sesc para a Fecomércio, conforme apuração do TCU.

No documento, obtido pela reportagem de O Antagonista, o MP sugere uma nova intervenção no comando do Sistema S do Rio.

Relembrando

Diniz, para quem não se lembra, foi preso no âmbito das investigações do megaesquema de corrupção montado por Sérgio Cabral.

Ele também é investigado por ter gasto cerca de R$ 180 milhões em contratos suspeitos com grandes bancas de advocacia.

Reforço de caixa

Além dos cerca de R$ 2,5 milhões que devem ser devolvidos pelo Legislativo aos cofres públicos no fim do ano, o Palácio Barão de Nova Friburgo também terá outro importante reforço de caixa justamente na época que tradicionalmente reserva a menor arrecadação ao longo do calendário anual.

No dia 30 devem pingar R$ 3 milhões oriundos de royalties.

Recursos especialmente bem-vindos em mês de folha de pagamento dobrada.

Competência local (1)

O amigo Eduardo Jácome, empresário, executivo e consultor empresarial que meses atrás trocou os amados ares serranos pela garoa paulistana ao assumir a complexa missão de integrar o conselho de gestão da Gafisa, à época com dívidas que se aproximavam de R$ 1 bilhão, já começa a deixar sua marca na empresa.

Competência local (2)

Matéria publicada esta semana no jornal Valor Econômico dá destaque a Jácome, com direito a uma grande foto de rosto, ao noticiar a operação de incorporação da Upcon que deve gerar uma empresa combinada capaz de alcançar valor geral de vendas superior a R$ 1 bilhão já em 2020.

Menos vagas

Alguns leitores entraram em contato com a coluna, bastante chateados com a eliminação de vagas para estacionamento na Rua Vicente Sobrinho, em área que passou a ser reservada para carga e descarga de um supermercado local,

“Gostaria de solicitar a colaboração da coluna para denunciar esse descaso, esse descalabro (...) que beneficia a grande rede e dá uma grande banana para o comércio local. Várias lojas da rua serão prejudicadas pela retirada de mais vagas, as poucas que ainda estavam disponíveis para outras empresas.”

Que tal?

E que tal essa aqui?

Vinte dos 27 parlamentares que integram o plenário da Câmara Municipal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, estão presos ou com prisão decretada pela Justiça.

Três já haviam sido detidos em outubro passado, e outros 17 (!) foram alvo de operação deflagrada nesta segunda-feira, 16.

Já pensou se a moda pega?

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