Mera coincidência?

Massimo

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Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Para pensar:

“Deve-se aprender sempre, até mesmo com um inimigo.”

Isaac Newton

Para refletir:

“O homem nasceu para viver e não para se preparar para viver.”

Boris Pasternak

Mera coincidência?

A terça-feira, 30, começou com a notícia de que uma operação da Polícia Civil, da Controladoria-Geral do Estado (CGE-RJ) e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro estava prendendo sete suspeitos de fraudar licitações da Fundação Leão XIII.

De acordo com a força-tarefa que embasou a Operação Catarata, o prejuízo com o esquema chegou a R$ 66 milhões.

Certo, mas por que falarmos sobre isso aqui?

Familiar

O leitor provavelmente sabe que a Leão XIII é uma entidade subordinada à vice-governadoria do estado, que presta um serviço bastante efetivo à população de baixa renda e em situação de rua, oferecendo serviços como exames de vista, cessão de pares de óculos e cirurgias oftalmológicas.

Inclusive aqui, em Nova Friburgo.

Contudo, não é por sua atuação local que a notícia nos diz respeito, mas pela forma como foi descrito o esquema de corrupção.

Déjà-vu (1)

Os suspeitos neste caso estão sendo indiciados por organização criminosa, falsidade ideológica, peculato e, vejam só, fraude a licitação.

Os quatro editais investigados na Operação Catarata foram para a aquisição de 560 mil armações de óculos, 560 mil consultas oftalmológicas e 560 mil exames de glicemia.

Uma única empresa ganhou todas as licitações.

Déjà-vu (2)

As investigações apontam para "simulação de concorrência".

Ao que consta, empresas entravam na licitação com o objetivo de dar lances falsos - normalmente muito altos -, a fim de direcionar a escolha da vencedora.

Onde foi mesmo que nós já vimos isso acontecer, hein?

E espera só que tem mais...

Aspas

"Os pregões eram direcionados tão somente para que essa empresa vencesse. As demais nem sequer tinham qualificação técnica", declarou o promotor Cláudio Calo, da 24ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal (PIP) do Ministério Público do Rio.

"Marido e mulher competiam na mesma licitação, mas com empresas diferentes", acrescentou.

Lembrança vaga

Opa!

Parentes concorrendo entre si, através de empresas diferentes (ao menos no papel)?

Hum, isso soa familiar demais, com o perdão do trocadilho.

Ajudem aí, leitores… Onde foi que nós vimos isso?

São tantos os caminhos percorridos, que a memória vai ficando cansada…

E o Ministério Público, será que nota algo de semelhante com procedimentos recentes realizados por aqui?

Interações

Bastou a coluna voltar das férias para que vários leitores entrassem em contato enviando mensagens de incentivo, e também dando retorno sobre informações publicadas.

O diretor da empresa de ônibus Faol, Paulo Valente, por exemplo, escreveu para falar tanto sobre doação de sangue quanto sobre o trânsito durante o fim de semana, em especial no que diz respeito ao show de Beto Guedes em Lumiar.

Aspas (2)

“Sou doador de sangue, mas tenho dificuldades para fazer a doação aqui em Nova Friburgo por causa do horário de funcionamento do hemocentro. Conseguir tempo na parte da manhã é difícil para muita gente. Seria interessante caso o hemocentro pudesse funcionar até o fim da tarde, ao menos em períodos de crise no abastecimento. E também nas manhãs de sábado.”

A julgar por outras mensagens recebidas em convocações anteriores, a coluna entende que o funcionamento esporádico em horários excepcionais poderia sim contribuir para o aumento de doações.

Trânsito

Quanto aos problemas de trânsito observados durante o show de Beto Guedes em Lumiar, Paulo - que estava presente - chama a atenção para a quantidade de carros estacionados no centro do distrito, sem o devido controle.

Aspas (3)

“Todo mundo estacionou de qualquer jeito, e os ônibus tiveram muitas dificuldades para passar pelo largo por trás do palco. Estava muito difícil seguir em direção a São Pedro, e os ônibus que foram não conseguiam voltar. Perdemos quase todos os horários do fim do show porque os ônibus estavam todos presos. Estouraram os horários e não conseguimos fazer o atendimento que deveríamos. Além do show também teve a festa junina da família Mozer. Não havia um agente, não houve organização do trânsito para assegurar a fluidez.”

Referência

A coluna também foi procurada por alguns membros da comunidade acadêmica do Colégio Estadual Canadá, incomodados pela forma como a instituição foi usada como referência em reportagens sobre a mais recente ação de repressão ao tráfico de drogas em Nova Friburgo, Bom Jardim e Duas Barras.

Em essência, um adolescente de 16 anos foi apreendido com trouxinhas de maconha no bairro Olaria, sendo dito que estava em frente ao colégio.

Aspas (4)

“Da forma como foi colocado, fica parecendo que o traficante estava vendendo drogas para nossos alunos, mas é importante observar que estávamos de férias. Não havia nenhum aluno lá. Sei que não foi intencional, mas temos sempre muito cuidado para preservar a imagem da escola. O mesmo local também fica próximo a uma igreja e uma academia, por exemplo.”

Sem relação

A coluna entende que a escola é obviamente um ponto conhecido da cidade e uma referência espacial eficaz, mas também entende o quanto é importante fazer esta ressalva a fim de preservar e tranquilizar pais, alunos e profissionais.

Registro feito, portanto.

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