Mão à palmatória

Massimo

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Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

terça-feira, 01 de outubro de 2019

Para pensar:

“Saber encontrar a alegria na alegria dos outros, é o segredo da felicidade.”

Georges Bernanos

Para refletir:

“A falsidade é susceptível de uma infinidade de combinações; mas a verdade só tem uma maneira de ser.”

Jean-Jacques Rousseau

Mão à palmatória

Na semana passada a coluna criticou sem rodeios a proposta do vereador Nami Nassif de interromper os investimentos com Rádio e TV Câmaras, para que o plenário possa se travestir de Executivo e patrocinar a realização de obras por vias indiretas.

Mas, com o benefício da perspectiva, o colunista reconhece que o episódio também rendeu frutos positivos.

Questionamentos

Afinal, factoide ou não, a proposta serviu para levantar questionamentos sobre o que pode ser feito para reduzir os custos com transmissão e transparência - embora, diferentemente do que foi defendido, seja inaceitável reduzir a oferta existente.

E foi muito além disso.

Graças a ela, muita gente começou a se questionar, por exemplo, se a Câmara não estaria recebendo repasses excessivos por parte do Executivo.

Há quem acredite que sim.

Perguntar não ofende

E mais: será que o plenário com 21 vereadores está justificando seus custos?

Caberia alguma revisão a esse respeito?

E qual o custo da manutenção da base governista, em termos de prevaricações, nomeações e gratificações, num cenário em que a administração municipal já compromete 52,8% de sua receita corrente líquida com folha de pagamento?

E a utilização indevida de carros oficiais, ou as nomeações de assessores fora dos respectivos gabinetes? Quanto custam?

Obrigado

Além disso, a proposta também serviu para expor os canais de financiamento das estruturas de difamação e desinformação, bem como para mostrar o tipo de “cobertura” editada que se pretende fazer da realidade, e por que determinado perfil de político se identifica tanto com a ideia.

À coluna, portanto, só resta agradecer por terem providenciado exemplos tão cristalinos de tudo o que havia sido antecipado por aqui.

Onde mais?

Afinal, em qual outro lugar, que não nas redes sociais, alguém poderia dizer que a transmissão não seria interrompida, mas feita pela TV Alerj, sem precisar dizer que o horário disponibilizado para nossa Câmara foi de madrugada, tão inoportuno que o próprio TCE concordou com a necessidade de fazer investimentos a esse respeito?

E em qual outra mídia seria possível dizer que os repasses ao Executivo seriam condicionados à realização da obra desejada, sem precisar dizer que se o governo não fizer a sua parte vai receber o dinheiro do mesmo jeito ao fim do ano, para gastar onde quiser?

Assim é fácil

Do mesmo modo, em qual veículo sério a questão poderia ser reduzida de forma tão infantilizada a um questionamento sobre o que o leitor prefere: TV e Rádio Câmara, ou “creche para as crianças”?

E onde mais seria possível dizer que quem discorda dessa proposta o faz por ter outros interesses, sem precisar admitir que as críticas foram feitas numa altura em que nem ao menos havia qualquer definição sobre quem prestará o serviço da TV Câmara?

Ora, é fácil demais argumentar nas redes sociais, não é verdade?

Cortes sensíveis

Dissemos acima que o limite prudencial (51,3%) de gastos com pessoal estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal já foi ultrapassado em nosso município, e esse, claro, é um problema bastante sério, que engessa a administração.

A esse respeito, no entanto, a coluna entende que os próximos dias devem trazer algumas novidades sensíveis, sobretudo através da interrupção de contratos de alto valor entre alguns médicos do Hospital Raul Sertã.

Leitura difícil

A questão é complexa, e isso se nota através da discrepância de relatos a depender das fontes que se consulta.

Para alguns, a política se infiltrou de vez na gestão da Saúde.

Para outros é justamente o contrário.

A quem observa de fora, qualquer leitura parece arriscada e precipitada.

Certamente há interesses em conflito, mas só o tempo dirá quem tinha razão.

Por ora, resta torcer e seguir observando com atenção.

Educação digital

Nesta sexta-feira, 4 de outubro, cerca de 25 alunos do 4º ano do Colégio Pontinha de Sol deixarão a sala de aula para uma visita à Wx3, empresa friburguense de tecnologia onde receberão instruções sobre uma questão cada vez mais pertinente no mundo contemporâneo: o uso seguro das redes sociais.

Alcance

Esta ação inicial deve ter desdobramentos.

Até onde a coluna foi capaz de apurar, a empresa pretende elaborar um folheto com informações importantes sobre o tema, e o distribuir gratuitamente entre alunos das redes pública e particular de ensino em nossa cidade.

Ir e vir

Empresários ligados à Firjan Centro-Norte, entre os quais a empresária Márcia Carestiato e o presidente regional Carlos Eduardo de Lima, participaram da entrega de dois andadores à Associação Pestalozzi.

A ação foi patrocinada pelo Rotary Club Nova Friburgo.

O andador foi idealizado pelo instrutor Fábio Paredes e construído por alunos do Senai, para dar autonomia na locomoção de crianças com limitações motoras.

Outros três andadores serão doados à Apae no próximo dia 10.

Foto da galeria
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