Limpeza difícil

Massimo

Massimo

Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

terça-feira, 12 de março de 2019

Para pensar:

“A honra é um vestido transparente.”

Ditado espanhol

Para refletir:

“Aquele que não gosta de ler é igual ao que não sabe ler.”

Provérbio chinês

Limpeza difícil

A Câmara Municipal realizou ontem, 11, a segunda audiência pública para tratar do Projeto Cidade Limpa.

A coluna tem acompanhado os bastidores do trabalho, e pode dividir com os leitores que a complexidade tem se revelado cada vez maior, à medida que os pormenores vão sendo considerados.

Ao que tudo indica, até que se possa chegar à redação definitiva ainda deve levar algum tempo.

Exceção

O caso dos postos de gasolina, por exemplo, é paradigmático.

Afinal, todo o material de identidade visual é padronizado em escala nacional, e não seria razoável a cidade impor restrições específicas por aqui.

Imagine se a moda pega.

Ocorre que as liberdades necessárias aos postos precisam ser tratadas como exceção, sob pena de autorizarem situações que se pretende combater.

Enfim, a tarefa é mais intrincada do que pode parecer superficialmente.

Taxa mínima (1)

O vereador Joelson do Pote solicitou recentemente uma audiência junto ao presidente do Crea/RJ, Luiz Antônio Cosenza, durante a qual fez o pedido para que seja cobrada a taxa mínima nas ARTs (Anotação de Responsabilidade Técnica ) para os projetos de legalização da lei 114/2007.

Taxa mínima (2)

A proposta foi bem recebida, e em encontro subsequente foi assinado o protocolo de intenções.

De acordo com Joelson, em breve o Crea-RJ vai oficializar a taxa mínima para estes projetos de legalização.

Este espaço fica aberto para dar publicidade às atualizações.

Niterói

Conforme a coluna havia antecipado, o ex-deputado Comte Bittencourt foi mesmo nomeado como secretário de governo de Niterói.

A publicação aconteceu na última sexta-feira, 8.

Contexto

Paulo Bagueira, presidente da Câmara Municipal, assumiu a prefeitura de forma interina no dia 10 de dezembro, quando Rodrigo Neves foi afastado da prefeitura e preso preventivamente sob acusação de receber quase R$ 11 milhões de propina de empresas de ônibus.

Ponto de apoio

A nomeação de Comte, que em dezembro de 2017 renunciou ao cargo de vice-prefeito para que pudesse concluir o mandato de deputado estadual, tem sido interpretada como uma forma de dar maior estabilidade ao governo interino.

O prefeito Rodrigo Neves deve ser julgado hoje, 12, pelos desembargadores que formam o 3° Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça.

Deselegante

No fim de janeiro deste ano o ator Cauã Reymond - que tinha perdido a mãe, Denise Reymond, apenas alguns dias antes - foi notificado a respeito da iminente penhora de seus bens em decorrência de uma dívida para com a viúva municipal que chegaria a R$ 17 mil em impostos.

Alguém que tinha acesso à informação tratou de vazá-la para páginas de fofoca, e o caso se tornou público.

Deixou passar

Pois bem, notinha publicada no último dia 7 na coluna de Ancelmo Gois, em O Globo, informa que Cauã provou que nada devia.

Ainda assim, e apesar do desgaste sofrido, o artista, que viveu na cidade até a adolescência, informou que não pretende processar a prefeitura.

Petrópolis

E já que mencionamos a coluna de Ancelmo Gois, no dia 9 ela havia publicado equivocadamente que a Prefeitura de Petrópolis teria dado R$ 2 milhões à escola de samba Vila Isabel (que homenageou a Cidade Imperial no desfile deste ano), ao mesmo tempo em que teria tirado escola e posto de saúde do bairro Carangola, uma de suas regiões mais carentes.

Bom, dois dias depois veio a retificação: nenhuma das informações era verdadeira.

Esclarecendo

Este é um espaço que promove e defende a liberdade de expressão, e exemplo disso é que todas as críticas recebidas são lidas com atenção, mas raramente respondidas.

O colunista, no entanto, entende que deve abrir uma exceção em relação à mensagem recentemente enviada pela leitora Fernanda Novaes Cruz, por dois motivos específicos.

Mal-entendido

O primeiro é que as notas às quais ela se refere talvez não tenham sido suficientemente claras, uma vez que o significado compreendido pela leitora não corresponde em absoluto ao que o colunista pretendeu expressar.

E o segundo é que, diante de manifestação similar por parte do leitor Armando Gomes, torna-se plausível supor que outros leitores tenham feito a mesma interpretação.

Tentemos explicar de forma mais clara, portanto, para que não restem dúvidas.

Aspas

“Com espanto, pergunto como posso acreditar na credibilidade de uma coluna que ao mesmo tempo que diz que apurará o ocorrido diz ter certeza "de que a PM jamais chancelaria excessos como os que têm sido narrados"? Acho estranho que apesar de vídeos, relatos e imagens corroborando a narrativa de que houveram (SIC) agressões a coluna se preste a um (des)serviço desses. Evidente, que todos queremos apuração dos fatos. Entretanto, espera-se o mínimo de neutralidade e seriedade da postura da coluna. Como qualquer outra instituição, a Polícia Militar comete excessos. Muitas vezes a própria instituição já assumiu tal postura. Mas só a coluna Massimo acredita que jamais. Lamentável!”

SQN

Bom, é claro que seria muito incoerente afirmar que as apurações vão continuar, para em seguida antecipar o resultado delas.

Ocorre que a coluna esteve longe de fazer isso.

A parte e o todo (1)

Ao afirmar que tem certeza de que a PM jamais chancelaria excessos como os que têm sido narrados a coluna não sugeriu, em momento algum, que os relatos não sejam verdadeiros ou que policiais eventualmente não cometam excessos, mas apenas partiu do pressuposto de que o tipo de comportamento denunciado evidentemente não encontra respaldo nas diretrizes da instituição.

Ou seja: se houve arbitrariedade ou uso indevido da força, então os princípios da corporação também foram feridos, não havendo, portanto, apoio institucional.

A parte e o todo (2)

Parece uma constatação bastante óbvia, mas ela é importante para enfatizar que estamos falando de um episódio, e não da instituição.

Até mesmo porque as denúncias são sérias, e não devem respingar em quem não tem participação nelas.

Aos olhos deste colunista não há qualquer contradição entre estabelecer com precisão o objeto dos relatos e seguir apurando detalhes sobre o que se passou.

Colaboração

Antes o contrário, uma vez que a coluna evidenciou que o apoio à apuração seria, por parte da PM, também um sinal de repúdio a desvios desta natureza.

Não foi por outro motivo que a coluna do fim de semana encerrou o tópico dizendo que a própria Polícia Militar há de ser a primeira interessada em apurar e esclarecer os fatos, a fim de que não restem dúvidas perturbadoras relacionadas a partidarismo ou impunidade.

Se alguém errou, então que responda por isso.

Suíte

A coluna espera estar se fazendo entender, até mesmo porque tudo indica que o caso terá desdobramentos em breve.

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