Incêndios

Massimo

Massimo

Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Para pensar:

"Se acha que a competência custa caro, experimente a incompetência."
Miguel Monteiro

Para refletir:

“Na boca do mentiroso, até a verdade é suspeita.”
Jacinto Benavente y Martinez

Incêndios

Vários incêndios registrados em Nova Friburgo no último fim de semana.

A competente equipe de A VOZ DA SERRA tratou de registrar rapidamente os fatos, de modo que a coluna não será redundante.

Se você ainda não está a par dos focos nas obras paralisadas do sonhado hospital de oncologia na Ponte da Saudade ou num galpão da Fábrica Ypu, então leia a matéria na página 7 desta edição e fique por dentro.

Por aqui, vamos tratar apenas do contexto, ok?

Apuração necessária

De imediato chama atenção o fato de que tanto uma ocorrência quanto outra se deram em momentos nos quais não deveria haver ninguém por perto, nem tampouco qualquer atividade energética atípica capaz de explicar o início espontâneo das chamas.

Certamente os episódios estão sendo investigados por quem tem competência para isso, e nos resta torcer para que as apurações sejam conclusivas.

Porque, especialmente no caso da Ypu, a inevitável pergunta “a quem isso interessaria?” pode apontar em direções perturbadoras.

Ficar de olho

A coluna não vai aprofundar os detalhes, lembrando apenas que houve uma troca recente na gestão da fábrica e que o valor empenhado pela prefeitura para a compra do imóvel rendeu e cresceu nos últimos anos até um patamar próximo a R$ 25 milhões.

Ora, é evidente que algumas pessoas gostariam, e muito, de ver uma desistência por parte da prefeitura, e a utilização deste montante, por exemplo, na construção de um novo prédio.

Algo que pode ser bom e oportuno, mas que também pode facilitar a ocorrência de desvios.

Há, enfim, que se acompanhar o desenrolar dos fatos com muita atenção.

Metáfora

Quanto ao hospital de oncologia, o fogo, qualquer que tenha sido sua origem, soa mais como uma metáfora do que temos todos sofrido do que qualquer outra coisa.

Apurar as causas do ocorrido são igualmente importantes, ainda que, urgente mesmo, seja a mobilização inflexível de nossa sociedade e seus representantes em favor do aproveitamento daquela estrutura privilegiada para a consolidação de uma contrapartida digna e justa aos sacrifícios que todos fazemos para manter girando a máquina pública.

Fim da aventura

Christiano Huguenin é esperado na sessão de terça-feira, 23, da Câmara Municipal.

E não mais como secretário da Casa Civil, função que exerceu por pouco mais de um mês, mas sim como vereador, voltando a cumprir o mandato para o qual pediu votos e foi eleito.

Sem palmas

Diferentemente dos casos recentes envolvendo o ex-secretário de Infraestrutura e Logística e o ex-procurador-geral do município, a passagem de Huguenin pelo Palácio Barão de Nova Friburgo não inspira qualquer elogio da parte deste colunista.

Muito ao contrário, na verdade.

Resta esperar que na Câmara os resultados sejam melhores.

Coincidência?

Sabia-se, desde o início, que um dos personagens que mais seria afetado pelos TACs firmados junto aos ministérios públicos Federal e do Trabalho seria justamente Huguenin, dada a grande quantidade de indicações suas para nomeações e gratificações dentro dos quadros municipais.

Mas muitos acreditavam que o núcleo duro de tais indicações seria poupado nos primeiros cortes da reforma administrativa em curso.

Exonerações recentes, contudo, mostram que não foi bem assim.

Isenção e credibilidade

Sem especular se tais exonerações têm relação com seu retorno ao Legislativo, a coluna questiona apenas como fica a situação de alguém que tem o poder-dever de fiscalizar o governo que integrou em tamanha profundidade, e onde ainda tem nomeados.

Para defender ou criticar, haverá a isenção ou a credibilidade necessárias?

E a eleição para presidente da Câmara, para a qual já houve muitos apertos de mão?

Haverá mudanças?

Muitos apostam que a resposta para todas estas perguntas é a mesma: não.

Mãos amarelas

Certo é que, apesar dos discursos protocolares em contrário, a base de governo dentro da CPI sofrerá pressão para se articular e controlar o andamento dos trabalhos.

Uma missão natimorta, cá entre nós.

No contexto atual, qualquer medida que dificulte o andamento dos trabalhos irá apenas tornar ainda mais amarelas as mãos dos investigados.

Vácuo de liderança

O retorno de Huguenin significa a saída de Maguila do plenário.

O suplente, no entanto, deve ser aproveitado em alguma secretaria, por se encaixar perfeitamente na definição política do que se entende necessário para exercer uma função de confiança.

A mudança significa ainda que a prefeitura terá de apontar novo líder de governo no Legislativo.

Algo que, no contexto da atual (im)popularidade, tem feito a alegria do baixo clero.

Acelerando (1)

Sem os freios de outrora na PGM e na Infraestrutura e Logística, a prefeitura parece disposta a recuperar o “tempo perdido”.

Para esta segunda-feira, 22, já foi agendada uma reunião para “resolver” as pendências envolvendo os próximos meses do transporte coletivo.

Ninguém deve se surpreender se o preço da tarifa eventualmente baixar de maneira simbólica.

Antes de comemorar, no entanto, vale a pena ler as letras miúdas.

Acelerando (2)

Em breve o mesmo deve acontecer em relação a um muito desejado aditivo de tempo ao contrato de outra concessionária.

Um antigo sonho, por sinal, do abominável habitante das vilas marginais.

Pelo visto, vai ficar todo mundo feliz.

Cabe à Justiça dizer até quando...

Passeatas

Nova Friburgo não ficou alheia à onda de passeatas favoráveis a cada um dos candidatos à presidência nesta reta final de eleição.

No sábado, 20, simpatizantes e apoiadores da candidatura petista de Fernando Haddad manifestaram publicamente suas convicções, ao passo que no domingo, 21, foi a vez dos eleitores de Jair Bolsonaro ganharem as ruas.

Até onde foi possível apurar, ambas as manifestações foram pacíficas.

Respostas

Diversos leitores identificaram em nosso último desafio a cascata do rio Santo Antônio, tendo ao fundo a Usina Hans, construída em 1911.

Até o fechamento desta edição a coluna anotou novos pontos para José Nilson, Rosemarie Künzel, Uta Blunck Cortez, Manoel Pinto de Faria, Gilberto Éboli e Alberto Corrêa.

Parabéns a todos.

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