Hoje não

Massimo

Massimo

Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Para pensar:

“O mais feliz dos felizes é aquele que faz os outros felizes.”

Alexandre Dumas

Para refletir:

“Conhecer o caminho não dispensa o percurso.“

Provérbio francês

Hoje não

A coluna continua se deparando com temas espinhosos e pesados, mas hoje vai dar tratamento a alguns assuntos que andaram se acumulando recentemente.

É cansativo esse negócio de ficar sendo pautado todos os dias por ações de quem simplesmente já deixou claro que não se move a partir de boas intenções.

Ao menos por hoje, falemos de outras coisas.

Ofícios

Dois ofícios importantes foram endereçados à prefeitura na manhã desta segunda-feira, 18.

O primeiro deles foi protocolado pelo vereador Professor Pierre, e tem a função de convidar o prefeito Renato Bravo a tomar parte na audiência pública agendada para esta quarta-feira, 20, na qual será debatido o projeto que pretende autorizar o Executivo municipal a utilizar para outros fins os quase R$ 26 milhões originalmente reservados para a aquisição do imóvel da fábrica Ypu.

Óbvio

Evidentemente, o convite parte do pressuposto que o governo terá a decência de aguardar pela realização da audiência pública antes de colocar o projeto em votação.

Algo que saberemos hoje, 19, à noite, na sessão ordinária.

De qualquer modo, a pressa com que a matéria vem sendo tratada por alguns envolvidos decididamente não é normal, e dispara muitos alarmes.

A fiscalização em cima desses recursos tem que ser muito, muito atenta.

Faol

Já o segundo ofício foi protocolado pela Nova Faol, concessionária de transporte coletivo, e traz algumas declarações fortes, que merecem análise futura.

No documento a empresa descreve um quadro de “desequilíbrio econômico”, e afirma que vem operando no vermelho há meses.

Os riscos à continuidade do serviço e ao pagamento de salários também são mencionados.

Tudo errado

Como a coluna já expressou anteriormente, resta muito pouco na atual relação entre a prefeitura e a empresa que ainda possa ser identificado como padrão para aquilo que se espera do trato entre poder concedente e concessionária.

A situação é precária, as demandas de parte a parte envolvem valores muito elevados, e há espaço para teatralidade também, uma vez que a questão tem impactos sobre a popularidade.

Urgente

Parece claro, a essa altura, que qualquer negociação de reequilíbrio econômico terá de ser transparente e aberta à população e seus representantes.

São muitas as pautas na mesa de negociação, e muitas as formas de realizar compensações menos visíveis aos contribuintes.

Certo mesmo é que a questão precisa ser tratada com seriedade, isenção e urgência.

Da forma como está, não dá para continuar.

Às escuras

Que a iluminação pública se tornou um problema crônico em nossa cidade, e também uma cobrança muito injusta, todo mundo já sabe.

E que esse problema foi criado a partir da ação deliberada de agentes públicos - não apenas na atual gestão - também não é novidade.

Salvos pelo gongo

A essa altura, inclusive, muitos leitores devem se dar conta de que se o escândalo da iluminação pública em São Gonçalo tivesse estourado apenas um mês mais tarde, muito provavelmente a lista de presos teria incluído personagens friburguenses.

Afinal, a mesma empresa estava operando aqui, da mesma forma, e só não houve consequências maiores porque as notícias vindas da Região Metropolitana levaram ao cancelamento dos pagamentos, antes que viessem a ser realizados.

Teve gente aqui que foi salva pelo gongo, por assim dizer.

Breu

A coluna, todavia, se vê obrigada a retomar o assunto, porque é grande o número de leitores se manifestando a respeito da absurda escuridão que se alastra pela Rua Augusto Spinelli, e também por grande parte da Rua Monsenhor José Antônio Teixeira.

A essas denúncias o colunista acrescenta parte do entorno da Praça Dermeval Barbosa Moreira, em especial no trecho entre os edifícios Comércio e Indústria e Dom Pasquale.

Se está assim no coração da cidade, imagine em bairros mais afastados do Centro...

Reconhecimento

O grande pianista Miguel Proença, presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), convidou Henrique Cordeiro, paladino de longa data da promoção cultural em Nova Friburgo, para assumir um cargo de direção na instituição.

A coluna pode confirmar que Henrique já aceitou o novo desafio, abrindo possibilidades interessantes ao nosso cenário artístico.

Aspas

“Esse convite é motivo de grande orgulho (...) porque grandes centros do país não deixaram de perceber a qualidade do trabalho cultural que há muitos anos temos desenvolvido em nossa querida Nova Friburgo. É uma grande oportunidade e a responsabilidade por sua execução não é menor. Vou me esforçar muito para o sucesso da empreitada e, quem sabe, grandes projetos poderão aportar por aqui, dependendo da recepção e do interesse local.”

A coluna deseja sucesso ao valente Henrique na nova empreitada, na torcida para que a cidade aproveite o período de ventos favoráveis.

Boa sorte!

O colunista entende que defesas de dissertação de mestrado e teses de doutorado aqui em Nova Friburgo são acontecimentos dignos de nota, e reafirma que o espaço está aberto para que sejam divulgadas mais frequentemente.

Pois bem, a Coordenação de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Materiais do IPRJ informa que nesta terça-feira, 19, o aluno Alexsandro Bussinger Bon fará a defesa de sua dissertação, a partir das 14h30, na sala 208 do Instituto Politécnico.
Detalhes
O título do trabalho a ser apresentado é “Avaliação e caracterização das propriedades do compósito constituído de polipropileno carregado com farinha do bagaço da mandioca”.
A banca examinadora será composta pela orientadora, professora Marisa Cristina Guimarães Rocha (IPRJ/Uerj); pelo co-orientador, professor Helson Moreira da Costa (IPRJ/Uerj); e também pelos professores Alex da Silva Sirqueira (Uezo) e Daniella Regina Mulinari (Uerj).

Respostas

A coluna tem a satisfação de registrar que foi grande a lista de acertadores do desafio publicado em nossa edição de sexta-feira, 15.

A icônica Usina Hans foi identificada corretamente por Uta Blunck Cortez, Marcelo Machado, Rosemarie Künzel, Walter Neto, Pedro de Paulo, Stênio de Oliveira Soares, Gilberto Éboli, Lauro Éboli, Igor Santos, Manoel Corrêa e Alberto Corrêa.

Parabéns a todos, e obrigado pela parceria de sempre.

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