Causa e efeito

Massimo

Massimo

Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

sábado, 19 de outubro de 2019

Para pensar:

“É um grave erro alimentar ideias preconcebidas, pois, insensivelmente, a pessoa procura torcer os fatos a fim de adaptá-los às próprias teorias, em vez de adaptar suas teorias aos fatos.”

Arthur Conan Doyle

Para refletir:

“Não tenho certeza de nada, mas a visão das estrelas me faz sonhar.”

Vincent van Gogh

Causa e efeito

Bastou a sociedade friburguense se mobilizar em torno do recorrente problema da poluição sonora noturna para começar a obter respostas concretas a esse respeito.

Em resposta ao clamor popular, a Prefeitura de Nova Friburgo promoveu na manhã da última quinta-feira, 17, uma reunião com representantes dos prestadores de serviços que realizam entregas com motocicletas.

Novos tempos?

Para coibir a realização de alterações nos escapamentos das motos, o secretário de Ordem e Mobilidade Urbana, Marques Henriques, alertou no encontro que os agentes da Smomu irão intensificar a fiscalização, embora tenha explicado que no primeiro momento o foco principal será a conscientização.

Os prestadores de serviço se comprometeram a repassar as informações aos funcionários, solicitando adequações, quando necessárias.

Não custa lembrar...

Segundo o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), motociclistas flagrados conduzindo veículos com descarga livre ou com silenciador defeituoso, deficiente ou inoperante, respondem por infrações de natureza grave, passível de multa de R$ 195,25, além de retenção do veículo.

Melhor ainda seria se as câmeras do Cidade Inteligente pudessem ser aproveitadas para a identificação desses infratores.

Fala, leitor!

“Sobre o incômodo barulho produzido por motocicletas com descarga adulteradas, tenho a preocupação de que isso não se torne uma campanha contra os motoboys. Sem dúvida, eles devem ser conscientizados a respeito do transtorno causado. Mas entendo que vale uma ponderação: uma vez ouvi de um motociclista que alguns adulteram o escapamento para que sejam ouvidos no trânsito, considerando o desrespeito dos motoristas de carros para com as motos. E aí chego ao ponto: esta proposta pode ser o início de uma campanha de respeito no trânsito.”

Segue

“E mais: estimular o uso da bicicleta como meio de transporte, indo além da prática de esporte, que já é do gosto do friburguense. Li, no livro Teia Serrana que o uso da bicicleta como meio de transporte foi prática usual dos friburguenses desde o início do século 20. No Rio, participei de campanhas de estímulo ao uso da bicicleta, respeito no trânsito, um carro a menos... E vejo um ambiente favorável aqui em Friburgo para isto.”

Assina a mensagem o leitor Iuri Frigoletto.

Manutenção necessária

E já que falamos sobre educação no trânsito, a coluna aproveita a deixa para chamar atenção para um sério problema, observável em muitas de nossas vias: a falta de manutenção na sinalização destinada a pedestres.

Um leitor que preferiu o anonimato enviou mensagem mostrando o quanto esta realidade pode ser perigosa.

Aspas

“Gostaria de pedir a atenção das autoridades responsáveis para o estado de muitos de nossos semáforos, no que se refere à sinalização destinada a pedestres. Em frente ao Edifício Itália, por exemplo, a única forma de saber se o sinal está aberto ou fechado é recorrendo à sinalização destinada aos carros, que não pode ser vista por quem atravessa corretamente, na faixa de pedestres. Em horários de engarrafamento, canso de ver pessoas atravessando sem saber o que está sendo sinalizado, e em muitos casos elas acabam sendo surpreendidas por motos circulando no “corredor”, não raramente a velocidades perigosas e injustificáveis.“

Outro exemplo

Ao exemplo citado pelo leitor a coluna acrescenta outro.

No Paissandu, o sinal que controla o fluxo de veículos no acesso ao viaduto, sentido Bairro Ypu, também apresenta o mesmo problema em um dos lados.

E os leitores, sabem indicar outros exemplos dessa situação?

Horário de verão

Se não tivesse sido cancelado pelo governo federal, o horário de verão começaria neste sábado, 19.

Aliás, o leitor da coluna já sabe também que, na opinião de muita gente, o próprio início do verão deveria ser declarado no princípio de novembro, uma vez que não parece fazer muito sentido balizar o início das estações pelos solstícios, mas sim de modo a que o meio da estação venha a coincidir com seu ápice.

Essa, no entanto, é obviamente uma discussão que não nos cabe.

Contra a maré

A coluna só toca no assunto porque tem observado, inclusive aqui em Nova Friburgo, um movimento curioso de pessoas realmente dispostas a adiantar os relógios em uma hora por conta própria, vivendo uma espécie de “horário de verão pessoal”, na marra mesmo.

O colunista não nega que simpatiza com a ideia - inclusive por ser um entusiasta do horário de verão - e está curioso para ver o alcance dessas experiências.

Entre os leitores, alguém está pensando em fazer algo parecido?

O anão do dia

Depois do Mestre, do Zangado e do Feliz, é hora de descrevermos a primeira versão de Dunga, o anão imberbe e mudo transformado em alívio cômico na animação de Walt Disney, mas que nasceu a partir de uma inspiração bem diferente.

Dunga

O silêncio de Dunga frente a uma competência que era dele marca sua passagem nessa versão da história. Mesmo tendo oportunidade de agir, optou pela omissão, ficou mudo diante do atropelo e do erro. Embora seja um personagem querido, fez uso dessa condição para passar despercebido, mesmo diante de coisas ilícitas.

Respostas

A icônica arquitetura do Colégio nossa Senhora das Dores foi reconhecida corretamente pelos leitores Manoel Pinto de Faria, Gilberto Éboli, Igor dos Santos, Leonardo Verbicário Santos Pinheiro, Stênio de Oliveira Soares, Raquel Souza, Rosemarie Künzel, Antonio Lopes, e Ivonete Cruz.

Além deles, também recebemos um e-mail em nome da Congregação de Santa Dorotéia do Brasil, que muito nos honrou.

A coluna parabeniza e agradece a todos que enviaram resposta.

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