Caso exemplar

Massimo

Massimo

Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

quarta-feira, 07 de agosto de 2019

Para pensar:

“Mito e invenção são essenciais à política de identidade pela qual grupos de pessoas, ao se definirem hoje por etnia, religião ou fronteiras nacionais passadas ou presentes, tentam encontrar alguma certeza em um mundo incerto e instável, dizendo: ‘Somos diferentes e melhores do que os outros.”

Eric Hobsbawm

Para refletir:

“Assim como um dia bem aproveitado proporciona um bom sono, uma vida bem vivida proporciona uma boa morte.”

Leonardo Da Vinci

Caso exemplar

O processo de definição da organização social (OS) que deverá gerir a UPA de Conselheiro Paulino nos próximos anos deve ter hoje, 7, algumas etapas decisivas, inclusive com a abertura dos envelopes.

Desde já, no entanto, é possível dizer que todo este episódio tem dado seguidas demonstrações claras e práticas das razões pelas quais o colunista entende que este sistema de gestão terceirizada, para que possa funcionar sem prejuízos ao erário, depende de uma consciência ética coletiva que definitivamente é muito rara no Brasil contemporâneo.

Histórico

Um simples olhar sobre o currículo de várias das pessoas que demonstram interesse anormal pelo tema já acende muitas luzes amarelas.

Quem faz a defesa, quem conhece os meandros, quem demonstra ter interesse na contratação de empresas específicas?

Em muitos casos, fica evidente que não se trata apenas de uma fiscalização abnegada, mas de indisfarçada pressão em favor de uma ou outra concorrente.

Abusos

Quantas vezes já vimos descumprimentos contratuais, falhas ou ausência de fiscalização, nomeações políticas disfarçadas de contratação?

Ora, aqui em Nova Friburgo, até mesmo seguidas denúncias de racismo foram levadas adiante, relacionadas a funcionário indicado por um político notório por suas defesas das OSs.

Mulher de César

Tudo isso sem mencionar questões que vão ficando em aberto, tais como a alegação de dívidas milionárias ou episódios como o controverso “empréstimo” de medicamentos ocorrido no dia 16 de maio de 2017, que simplesmente não pode ser pago por vias oficiais.

E aí, como fica tudo isso, na hora em que se espera isenção de todas as partes para definir a melhor proposta?

Situação delicada e desnecessária, pois credibilidade faz falta mesmo quando tudo é feito de maneira correta.

Vai render...

Entre as cinco empresas que se credenciaram é fácil cruzar dados e levantar que algumas já foram desqualificadas em outros municípios, justamente por problemas de gestão.

De fato, a partir do contexto que se apresenta, este colunista tem dificuldades para imaginar um cenário no qual o resultado do pregão não venha a ser questionado judicialmente tão logo seja divulgado.

Pelo que se vê nos bastidores, tem gente com muita informação dentro da pastinha, apenas aguardando o momento certo para que possa questioná-lo...

Cabo de guerra

O fato, enfim, é que basta olhar com atenção para os bastidores de nossa política para observar que a secretaria se tornou, ao longo dos anos, um triste palco para disputas atreladas a interesses alheios à empatia e ao altruísmo.

Enquanto algumas das melhores pessoas de nossa sociedade dedicam suas vidas a aliviar o sofrimento e a salvar vidas nas unidades de saúde, nos gabinetes tem gente sendo atraída pela pasta por motivos muito menos nobres.

Mil palavras

Certas imagens têm a propriedade de expor o quanto ainda estamos distantes de uma convivência minimamente respeitosa e harmônica, do quanto ainda temos indivíduos de braços cruzados ou remando no sentido contrário, alienados da realidade a ponto de achar engraçado que sejamos motivos constantes de piadas, que vivamos menos e com menos qualidade do que deveríamos, ou que forças precisem ser mobilizadas para reverter o efeito daquilo que se faz por molecagem.

Desanimador

Foi assim, claro, com as imagens recentes de grandes áreas verdes sendo consumidas pelo fogo, e é assim de novo com esta imagem feita na noite segunda-feira, 5, do concreto ainda fresco da nova ciclovia já com marcas de pegadas e pneus de bicicleta.

Ora, mesmo que tais marcas venham a ser tapadas com algum remendo, a tendência, sabemos bem, é que tais “curativos” se soltem com o tempo.

Não ofende

Daí precisamos perguntar: por que não havia nenhuma proteção ao concreto fresco?

E mais: será que não dava para perceber, mesmo sem a devida proteção, que ninguém deveria circular por ali?

Desafio

Já faz algum tempo que não desafiamos os leitores com alguma imagem de nossa cidade, não é?

Pois bem, o amigo Stênio de Oliveira Soares mandou esta imagem da decoração de um ponto muito movimentado, e de enorme importância para nosso patrimônio histórico e arquitetônico.

Se até amanhã, 8, os leitores não conseguirem reconhecer onde se encontra tal imagem, iremos publicar a mesma foto em um ângulo mais aberto, com mais detalhes, combinado?

Boa sorte a todos.

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