Árbitro de vídeo

Massimo

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Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Para pensar:

“Cozinheiros demais estragam o mingau.”

Ditado alemão

Para refletir:

“Antes de começar o trabalho de mudar o mundo, dê três voltas dentro de sua casa”.

Provérbio chinês

Árbitro de vídeo

A respeito do batido episódio da autorização legislativa para que a prefeitura pudesse investir noutras obras os quase R$ 26 milhões levantados para a aquisição do imóvel da fábrica Ypu, a coluna afirmou que “legal ou não, a forma como o procedimento se deu foi desrespeitosa”.

Bom, acontecimentos posteriores indicam que a questão da legalidade pode vir, sim, a ganhar certo protagonismo.

Médio prazo

A coluna não acredita em nenhuma reviravolta para já, mas entende que os argumentos reunidos são sólidos e espera que o assunto ganhe um segundo fôlego informativo no médio prazo.

E olha que pode também trazer algumas consequências importantes a reboque.

É esperar para ver.

Vai e volta

Já faz alguns dias, mas o registro é importante.

No dia 30 de janeiro a coluna publicou relato do geógrafo Pedro de Paulo a respeito do absurdo descarte de um sofá dentro de uma valeta pluvial na Rua Romana Villas Boas Schuenck, no bairro Nova Suíça.

Pois bem, a história teve desdobramentos.

Plantar e colher

Muitos dias depois o geógrafo informou que a prefeitura ainda não havia retirado o sofá, de tal modo que o próprio Pedro assumiu a missão de fazer com que a coleta o recolhesse.

Ficou claro, ao longo deste episódio, “que a presença do sofá contribuiu para o alagamento da Rua Romana Villas Boas Schuenck há algumas semanas, porque o córrego é canalizado e o sofá - que era grande - obstruiu a passagem da água.”

Nas fotos é possível ver o sofá onde foi descartado, seu recolhimento, e a canalização após ter sido liberada.

Alhos e bugalhos

A coluna tem dito, já faz algum tempo, que muitos vereadores definitivamente não compreendem quais são suas verdadeiras atribuições, muito menos o quanto essas atribuições são fundamentais para o bom exercício da democracia.

Geralmente, isso se traduz na forma como tantos edis abrem mão do poder-dever de fiscalização em favor da influência que alimenta o assistencialismo.

Mas existem outras manifestações dessa ignorância que também são dignas de nota.

Emendas

É muito comum, por exemplo, ouvir vereadores enchendo a boca para dizer que “em vez de criticar o governo, os companheiros de plenário deveriam ir a Brasília atrás de recursos para Nova Friburgo.”

E alguns parecem mesmo acreditar nesse discurso, como se orbitar deputados fosse uma função de legislador municipal.

Mãos amarelas

Tal fala, naturalmente, deixa transparecer a velha visão clientelista da política, segundo a qual o político precisa ter influência e contatos, precisa prover atalhos, precisa ser a pessoa a ser procurada quando se tem problemas, aquele a quem se devem favores.

Ora, avaliar o desempenho de um vereador conforme tais parâmetros não é apenas um absurdo completo, mas também um atestado de perigosa incompreensão política.

Pingos nos iis

Não custa lembrar, portanto: direcionar emendas orçamentárias é atribuição de parlamentares de esferas superiores, em especial a federal.

É óbvio que contatos são sempre bem-vindos, e se surgir a oportunidade de interceder por tais emendas, ótimo.

Mas qualquer pessoa pode tomar a iniciativa de fazer sugestões a este respeito. Os gabinetes mantêm canais de comunicação, e não é preciso ser eleito para fazer uso deles.

Papel importante

O vereador precisa ser avaliado - isso sim - pelo que faz diante de suas atribuições, e fiscalizar para que todas as verbas sejam bem aplicadas é parte importantíssima delas.

Temos diversos exemplos - alguns bem próximos - de que negligências dessa natureza podem custar muito caro.

E sobre isso ninguém fala.

Até mesmo porque, se mergulharmos na reflexão, então seria preciso encarar de frente todas as implicações envolvidas quando um vereador assume uma secretaria, por exemplo.

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