Analfabetismo

Massimo

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Coluna diária sobre os bastidores da política e acontecimentos diversos na cidade.

terça-feira, 09 de julho de 2019

Para pensar:

“Se queres colher em um ano, deves plantar cereais. Se queres colher em uma década, deves plantar árvores, mas se queres colher a vida inteira, deves educar e capacitar o ser humano.”

Kawantsu

Para refletir:

“É estar aqui e agora que é importante. Não há passado e não há futuro. O tempo é uma coisa muito enganadora. Tudo o que há sempre é o agora. Podemos ganhar experiência com o passado, mas não podemos revivê-lo; e que podemos ter esperança no futuro, mas não sabemos se haverá um.”

George Harrison

Analfabetismo

Volta e meia o colunista se depara com postagens de vereadores em redes sociais, se vangloriando de terem “conseguido” levar asfalto a determinada comunidade, ou uma capina, ou a manutenção da iluminação pública em determinadas ruas.

Tem acontecido muito nesses dias.

E o que é pior: em resposta a tais publicações não são poucos os eleitores que os aplaudem por isso.

É o nosso analfabetismo político retratado numa imagem.

(In) competências

Para início de conversa, realizar tais serviços é competência do Executivo, e é para lá que tais demandas devem ser direcionadas.

Aliás, se todos os serviços fossem bem prestados, toda esta conveniente corrente de clientelismo e “dívida de gratidão” nem ao menos iria existir.

Até mesmo porque, se os impostos foram devidamente pagos, receber a contrapartida não é favor, mas obrigação.

A que preço?

Em seguida, claro, há que se questionar qual a origem desta influência.

Por que, afinal, os “pedidos” de alguns vereadores são ouvidos, e os de outros não?

Sim, porque tudo tem um preço, e neste caso nós estamos falando de algo muito sério, com pesadas consequências, que é o comprometimento da independência dos poderes.

Vereador precisa ser isento, não pode abrir mão de fiscalizar ou de votar conforme a própria consciência, muito menos por estar amarrado ao governo através da nomeação de cargos ou do apoio necessário a uma atuação assistencialista.

Tudo errado

Existem ainda outros desdobramentos, como a negligência com que áreas eleitorais de alguns vereadores de oposição eventualmente são tratadas, vítimas de asfixia política, mas nem precisamos ir tão longe.

Basta que a população se dê conta de que quando este tipo de situação acontece, tanto o Executivo quanto o Legislativo estão ferindo a democracia e os interesses coletivos, e ainda estão tentando colher frutos políticos a partir disso.

Por favor, precisamos ser mais críticos...

De volta

O leitor Rougles Rapizo, que meses atrás pediu ajuda à coluna para questionar onde estaria a tradicional imagem de São Cristóvão que integrava o patrimônio de nossa Praça Getúlio Vargas, é quem dá a boa notícia.

“Com empenho dos senhores Rapizo (Limpa Rápido de Friburgo) e Edinho (Nova Friburgo Futebol Clube) e apoio da Secretaria de Serviços Públicos, liderada por  Amarílio Salarini, a imagem do santo padroeiro dos motoristas voltou à praça. Obrigado a todos.”

Risco iminente

A fotografia foi feita pelo colunista no último dia 1º e mostra o estado mais que precário (e perigoso) do parquinho infantil na entrada do Parque Municipal Juarez Frotté.

Notem que o corpo principal da estrutura está com grades apenas em um dos lados, oferecendo riscos às crianças.

Antes que seja tarde

O lado onde antes existia uma ponte flexível, que fazia a ligação com a estrutura secundária, está todo desprotegido, bem como a extremidade da estrutura secundária, onde a ponte se conectava.

No pouco tempo em que lá esteve, o colunista viu meninos maiores, quase adolescentes, atravessando o vão entre as duas estruturas pendurados sobre as toras que davam sustentação à ponte, a uma altura superior a dois metros.

Fica aqui o apelo por reparos, que nem devem custar muito.

Ponto de apoio (1)

Permitam à coluna registrar uma iniciativa muito oportuna de nosso governo municipal.

“Sensibilizada com o estado dos moradores em situação de rua em momento de frio excessivo e diante da possibilidade dos termômetros marcarem temperaturas de zero grau ou abaixo, a Secretaria de Assistência Social abriu um ponto de apoio para acolher essas pessoas e oferecer um local digno para ficar durante a noite. A iniciativa teve início no último sábado, dia 6, e se estenderá enquanto o frio for demasiado.”

Ponto de apoio (2)

De acordo com a secretária da pasta, Cláudia Mara, os moradores em situação de rua foram convidados pelas equipes do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) a passarem a noite no local, onde puderam tomar banho e dormir com cobertores e colchonetes, além de se alimentarem com comidas e bebidas quentes.

Excelente iniciativa. 

Respostas

Até o fechamento desta edição, os leitores Marcelo Machado, Antônio Lopes, Rosemarie Künzel e Stênio de Oliveira Soares haviam identificado corretamente o icônico Park Hotel, no Parque São Clemente, cujo projeto foi assinado por ninguém menos que Lúcio Costa.

Parabéns a todos!

Foto da galeria
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