Colonização e fundação

Há 50 anos

Há 50 anos

Coluna que mostra o que foi notícia em A Voz da Serra 50 anos atrás.

sábado, 04 de novembro de 2017

Edição 04 e 05 de novembro de 1967

Pesquisado por Guilherme Alt

Manchetes:

  • Tendo em vista boatos tendenciosos e politiqueiros - Comunicamos aos leitores, por solicitação do deputado Álvaro de Almeida, que sua senhoria é totalmente favorável ao projeto em trânsito na Assembleia Legislativa que efetiva as professoras contratadas, fazendo questão, na ocasião de votá-lo, fazer declarações, desmascarando tartufos, que procuram confundir a opinião pública.
  • Nova Friburgo nasceu em maio? - “Terra Friburguense” é um livro a base de pesquisas e de documentos e, assim, não poderia deixar de dizer a verdade, quando afirma: “... Já a 3 de janeiro de 1820, real houve por bem subscrever com o intuito de incrementar o desenvolvimento da colônia o alvará elevando a antiga povoação do Morro Queimado à categoria de Vila, com o nome Nova Friburgo desmembrando suas terras das de Cantagalo.”.
  • Parto sem dor – interessante iniciativa de dois médicos friburguenses -  Com o intuito de tornar acessível às futuras mamães de Nova Friburgo, o notável método do Parto sem dor dois conceituados especialistas, os drs. Walter Araújo e Miranda Fortes, organizaram um curso no qual, além das palestras esclarecedoras, as gestantes recebem instrução prática sobre os instrumentos necessários.

Pílulas:

  • E o trenzinho do lago, como bem disse Carlos Saldanha em “O adeus do sambaqui” foi pros confins do diabo com seu herói mandando que a turminha estrilasse e invocasse tradição etc, etc... Não houve jeito dos cabulosos estriladores conseguirem sensibilizar a opinião pública pela retirada da máquina do trem de ferro que a doidice mandara ali colocar.
  • Os tradicionalistas ficaram mudos quando foram retirados os dois mais belos exemplares de árvores da cidade, bem como o tradicional coreto defronte a matriz. É que o patrão Herói ficaria então na berlinda...
  • Embora a Estrada de Ferro Leopoldina mandasse a Friburgo para desmonte da máquina amalucadamente “plantada” em cima de um lago, uma turma de operários especializados, o jornal da oposição deu em manchete que, a dita cuja estava sendo destruída por possantes marretas e que a prefeitura seria responsabilizada por tudo. Será que alguém estará acreditando na “briga” entre próceres e arenistas locais? Esta história de carta renúncia irrevogável já é muito velha e somente pode “pegar” para incautos.
  • Há os que querem ver o circo pegar fogo. Nós, até que estamos com pena dos artistas “desempregados” pelo desinteresse total por parte de um herói de fancaria que somente atua em benefício próprio e da sua diminuta “entourage”.
  • Crime político não foi tirar a velha locomotiva da praça. Verdadeiros crimes foram praticados pelos chefes udeno-revolucionários, retirando os trilhos da Leopoldina desta zona. Até agora não conseguimos localizar qualquer protesto público das autoridades do então ou de seus “compinchas” no que respeitou àquela esdrúxula iniciativa. Biquinho calado... Tradição, vários outros interesses, desemprego, derrame no comércio local de mais de setenta e sete cruzeiros, que era quando despejava em Friburgo a rede ferroviária, nada, nada mesmo comoveu os “comovidos” de agora.

Sociais:

  • AVS registra os aniversários de: Lucy Lamy de Souza, Joaquim de Azevedo, Rita da Silva (6), Jair Nunes (7), Francisco Vieira Duarte, Jofre Martins, Sebastião Martins, Cláudio Moreira (8), José Mauro (9), Fatima Sardou, José Maria Coutinho, Gildásio Coutinho (10), Leilah Braune, Liana Ventura, Izolda Corrêa, Jayra Castro, Adhemar de Araújo (11).

Colunas:

  • Juvenal Marques assina “Nilo Peçanha uma época política!”: Gentilmente oferecido por Décio Monteiro Soares, em nome do professor Élio Monerat, atual secretário de Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro, ornamento a nossa modesta estante o livro “Nilo Peçanha uma época política”, de autoria do brilhante escritor e jornalista político o patrício Sindulfo Santiago, nome consagrado de enorme projeção nos meios literários, notabilizado pela inteligência e a cultura que o emolduraram, exalçando-o a culminâncias fulguras, com merecimento próprio.
  • Em “Ordem do Dia”, Pedro Cúrio assina “Colonização e Fundação”: Por certo estas linhas não se destinam aos talentosos membros da comissão que irão debater a tese quanto à fixação da data de fundação deste município, nem aos espíritos esclarecidos dos leitores e sim, comentar outro ponto de dúbia interpretação, como seja o dia em que devem ser homenageados os colonos suíços, ou quando foi iniciada a colonização. Os históricos de Friburgo são pontilhados de dados significativos sobre esses acontecimentos que começaram no dia 11 de fevereiro de 1817, quando o presidente da Confederação Suíça solicitou a D. João VI que permitisse a vinda de algumas famílias para se fixarem no Brasil, no que foi atendido, até o célebre e discutido alvará de 3 de janeiro de 1820, em que o imperador criou a Vila de Nova Friburgo e a “desmembrou” de Cantagalo.
  • Em “Nova Friburgo na Sociedade!”, W. Robson assina “Horóscopo”: “Ora, muito bem Assim como são as criaturas as pessoas humanas” já dizia um ex-legislador nosso, em estado de mais profundo torpor. A “onda” agora é horóscopo. Não há jornal que não publique o seu. Eta povinho supersticioso! Justiça seja feita, há exceção. O cronista, por exemplo, não acredita nessas bobagens. Cruz credo, Magalô, Tres vezes, Isola...
  • João Batista da Silva assina “Retalhos: “Jandira morreu. Não importa como e em que circunstâncias. Deixou um punhado de filhos, em fase angustiosa de formação.  Sentimos a sua perda. Jandira foi nossa colega de infância, naqueles tempos inesquecíveis de Olaria. O progresso ainda não chegara até lá. Um pioneiro, seu Jacó, deixara a cidade para ali instalar a sua vendinha. A rua de Jacó foi por muito tempo a única, e hoje, é o coração do bairro-cidade. Jandira, Iolanda, Neném Tieta, Carlinhos, eram da nossa turma. Malditas as alcoviteiras, que espicaçadas pela curiosidade, quiseram ver Jandira em sua mortalha, esquecidas de que a morte, por si mesmo, é a redenção”.
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