Adquirido pela prefeitura o terreno e o prédio onde funcionava a Estação da Leopoldina

Há 50 anos

Há 50 anos

Coluna que mostra o que foi notícia em A Voz da Serra 50 anos atrás.

sábado, 21 de abril de 2018

Edição de 21 e 22 de abril de 1968

Pesquisado por Guilherme Alt

 

Manchete:

  • Adquirido pela prefeitura, o prédio onde funcionava a Estação Leopoldina. Assinada pelo prefeito Amâncio Azevedo a escritura de transmissão, em grande solenidade pública quarta-feira na Rua Alberto Braune. Somente um governo administrativamente corajoso e possuindo o que hoje é chamado de “dimensão” levaria a efeito tão importante iniciativa. Trata-se de um terreno de mil metros quadrados com construção de primeira qualidade.

Pílulas:

  • É preciso colocar um paradeiro nessa história de firmas comerciais para efeito de seus interesses publicitários, virem explorando o nome e a situação privilegiada do mini-gênio friburguense Sebastião Muzzi que através da televisão conseguiu celebridade, respondendo sobre Máquina a Vapor Invasão Holandesa e Raiz Quadrada. Basta de “homenagens” preparadas como promoção de organizações comerciais. O assunto parece-nos, deverá ser cuidadosamente examinado pelo Juizado de Menores.
  • É inacreditável que nas linhas de ônibus interestaduais ainda estejamos servidos por carros sem lavatórios e toilete. Para modestas cidades mineiras, constatamos, os ônibus servem de exemplo, pelo conforto, limpeza e comodidade dos passageiros. Afinal, Friburgo está a merecer coisa muito melhor. Vamos “descobrir” para reclamar, os órgãos que deviam cuidar dessas minúcias. Não é só aumentar passagens.
  • Duas firmas da terra resolveram patrocinar o televisionamento de partidas de futebol carioca, por via de circuito fechado de micro-ondas. Preço enorme, para uma programação publicitária, assunto digno de ser comentado, já que extraordinariamente corajoso para comércio do interior. No entanto, jogo Flamengo x Botafogo, ultrapassou os limites, péssimo som e péssimas imagens. Uma organização da importância do “Rei dos Pneus” não deve prestar seu nome para o contos do vigário” tão forte e tão anunciados como grande atração para o público, como foi o caso.
  • Corre nos meios políticos que o governador Geremias, despertando de um sono profundo, vai formar seu secretariado e que um dos atingidos, será o politiqueiro mor Luiz Braz. Somos cépticos com relação a “clarividência” do executivo fluminense, que até agora mantém as coisas impossíveis no seu estafe. Como um governo pode alcançar sucesso com “Richilieus” da marca dos secretários Braz e Soeiro de Carvalho?
  • O município de Duque de Caxias recebeu Geremias com a maior frieza. Desde que procurou inculcar-se como líder e controlador da política estadual, a chefia do Executivo outra coisa senão aumentar sua distância do eleitorado.

Sociais:

  • AVS registra os aniversários de: Marina Cúrio, Júpiter José Nicolau, Aryosaldo Pecly Ventura, Ana Pinel, Walter Saldanha (21), Juracy Gripp, Wilson Lugon, Maria Bonan, Francisco Santos (22), Mônica Neves (23), Antônio Vanzilotta, Max Kunzel, Rudolf Ihns, Honório Portella (24), Mathilde Meyer e Katia Fabris (25), George Henze, Celisa Perçu (27).

Colunas:

  • Em “Ordem do Dia” Pedro Cúrio assina “Amadorismo Teatral”. Em nosso comentário anterior, realçamos rapidamente, o esquecimento oficial em torno do amadorismo teatral, em face do relevo que tem dado as outras iniciativas meritórias de aplausos.
  • Em “Nova Friburgo na Sociedade”, W. Robson assina “A alma do negócio”. “Não temos nada contra Mozael. Achamo-lo, até, um jovem excepcional na lhaneza de trato... é um desses meninos que a gente pode considerar, assim de estalo, uma grande “praça”. O mesmo já não podemos afirmar, com relação as suas atividades profissionais.
  • João Batista da Silva assina “Retalhos”. “Aos amigos da primeira hora, lembramos estar, novamente, na estação escura. Aos de agora, explicamos; para nós, trabalhadores de indústria, existem apenas estações: a clara e a escura. Luiz Gonzaga Moura, esteve em visita a terra em busca de um profissional gráficos e a fim de rever os amigos. Deu-nos notícias agradáveis sobre Penha e Ana Júlia, gente um bocadinho bonitas. Contou-nos de suas andanças, exibindo, orgulhoso, convite do sr. governador de São Paulo, para importante reunião sobre os destinos do basquetebol, em Santo André. Sempre acreditamos no Banguela, assim como sempre confiamos naquela garotada da rendas Arp, nossos quase filhos adotivos e aos quais, na medida do possível inculcamos um conceito elevado de consulta.

 

Foto da galeria
Publicidade
TAGS:

Há 50 anos

Há 50 anos

Coluna que mostra o que foi notícia em A Voz da Serra 50 anos atrás.

A Direção do Jornal A Voz da Serra não é solidária, não se responsabiliza e nem endossa os conceitos e opiniões emitidas por seus colunistas em seções ou artigos assinados.