150 anos de que?

Há 50 anos

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Coluna que mostra o que foi notícia em A Voz da Serra 50 anos atrás.

sábado, 21 de outubro de 2017

Edição 21 e 22 de Outubro

150 anos de que?

Pesquisado por Guilherme Alt

Manchetes:

Verba - Graças ao deputado Álvaro Almeida, está prevista no orçamento estadual para 1968, uma verba de trinta mil cruzeiros novos, destinada a instalação do Colégio Estadual, já criado por decreto. A dotação foi incluída através de emenda do nosso diligente representante, já que a secretaria de Educação “esqueceu” de consigná-la na proposta que enviou ao governador e foi por sua excelência enviada ao legislativo.

Por dentro do problema da água - O prefeito Amâncio Azevedo está realmente por dentro do momentoso problema da água. A nossa reportagem foi convidada a assistir importante reunião no gabinete do Executivo municipal a qual compareceram engenheiros que estão estudando os vários aspectos do assunto. Participou da reunião o diretor do serviço autônomo de água e esgoto, engenheiro Ximenes.

Pílulas:

Traiçoeiramente abandonado pelos seus companheiros políticos locais, foi exonerado das funções de chefe da recebedoria, o sr. Naby Gastin. Embora do ato contasse “a pedido” garantimos que a coisa foi feita a revelia do mencionado servidor cuja folha de serviço pode servir de paradigma. Realmente o fiscal Naby Gastin possui fé de ofício das mais honrosas. O seu grande azar foi confiar do diretor do D.E.R que ficou acomodadinho, assistindo passivamente o “passar da banda” do prestígio do deputado Messias Teixeira.

Na última Assembléia do Banco do Estado do Rio, realizada no princípio do mês, ficou resolvido pelos acionistas maiorais – quer dizer governo somados aos interessados – que os diretores do dito estabelecimento bancário ganhassem a bagatela de dois milhões e trezentos mil cruzeiros velhos, mensalmente. E o presidente mais duzentos mil para representação. Mais novecentos mil cruzeiros velhos que os secretários do estado. Como se vê, os moços não dormem de trouxa. Convenhamos que a história é de estarrecer, tendo em vista que há ainda, gratificação para representação, percentual por lucros no balanço anual, etc.

Órgãos de imprensa, para elogiar o D.E.R, embora com faturas visadas pela Agência Fluminense de Informações, não estão vendo a cor do “tutu” previamente combinado e a ser cumprido através de verbas do referido Departamentos de Estradas e Rodagem. Como é óbvio não é nossa reclamação, pois não participamos do assunto. E nem queremos participar.

Em Duas Barras, município que tem a direção de um prefeito operoso e sobretudo dedicado aos problemas de sua comuna, foi realizada assembléia do Centro Social Leão XIII, tendo sido aprovado na mesma os estatutos da prestante associação filantrópica. Compareceu a Sociedade Musical 8 de Dezembro.

A designação do fiscal de rendas Murilo Cúrio para a chefia de recebedoria de rendas estaduais ecoou magnificamente no nosso município, pois se trata de um elemento com livre trânsito em todas as camadas. Da nossa parte, tenho em vista os laços de amizades que nos ligam ao novo dirigente da recebedoria governamental, Murilo Cúrio é um grande praça.

Notas Sociais:

AVS registra os aniversários de: João Agrello, Solange Maria Cunha (23), Mariléia Torres, Diva Thurler, Henrique Milward (24), Trajano de Almeida (25), Abílio de Souza (26), Ruth Braga, Osvaldo Schuabb, Maria de Lurdes Coelho (27), Maria Corrêa, Heloísa Helena Faria, Feliciano Costa e  Luiz Guilherme Rocha (28).

Colunas:

Em “Ordem do Dia”, Pedro Cúrio assina “150 anos de que?”: inexplicavelmente surgiu nesta cidade um movimento de pseudos historiadores argumentando  e já projetando pomposos festejos para o próximo ano, como se fosse o transcurso do 150º aniversário do município de Nova Friburgo. Francamente, tal pretensão fere de maneira irrisória o nosso ambiente cultural e educacional, porque em 16 de maio de 1968, não se pode comemorar tal acontecimento, nem mesmo o início da colonização suíça, visto só lembrar o dia em que D. João VI deu caráter diplomático e oficializou as pretensões de Nicolau Gachet, para trazer determinado número de famílias suíças a fim de povoarem o Brasil, no intuito de terminar com a escravatura.

Em “Retalhos”, J.B da Silva destacou os fiéis que prestaram homenagens à Nossa Senhora de Aparecida. O colunista também fez elogios à coluna de W. Robson e W. Azevedo que,em sessão do Legislativo, “deu show de conhecimentos jurídicos”. Teve destaque a semana da criança com o pleno funcionamento do Trem da Alegria na cidade.

Em “Nova Friburgo na Sociedade”, W. Robson assina “A doce mensagem de O mensageiro”: Não sou contra os cursos de jornalismo, porém não creio que só deles possam sair excelentes profissionais. Daí endossar sem restrição o aplaudido Alceu Amoroso de Lima que assim sintetizou essa tão árdua carreira. “Nasce-se jornalista, como se nasce poeta ou orador, ensaísta ou colecionador de porcelanas. Há um talento inato que nada supre. Como há, também, uma preparação, que longe de matar esse talento, pode dele tirar o que a natureza, entregue a si mesma. Não tiraria só temo que se queiram algum dia confundir o diploma com a vocação”.

 

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