Confiança aumenta

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Confiança aumenta

A prévia de janeiro deste ano do Índice de Confiança da Indústria, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), cresceu 0,5 ponto na comparação com o resultado consolidado de dezembro. Na prévia, o indicador chegou a 99,9 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos. Caso o resultado da prévia se confirme no consolidado do mês, esta será a sétima alta consecutiva do indicador, que atingirá o maior patamar desde setembro de 2013 (101,7 pontos).

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Foi verificado aumento na confiança em relação ao momento presente, medida pelo Índice da Situação Atual, que avançou 2,3 pontos e chegou a 100,8 pontos. Em relação ao futuro, os empresários da indústria estão menos confiantes. O Índice de Expectativas caiu 1,3 ponto e chegou a 99 pontos.

Os problemas do mundo

O Fórum Econômico Mundial se transformará a partir de hoje, de novo, no lugar onde os líderes abordam, junto com a sociedade civil e os empresários, os grandes problemas do mundo. Mas, também serão abertos debates atuais como o assédio sexual e a pós-verdade.

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A reunião em Davos é vista como uma plataforma única para definir a agenda mundial no início de cada ano, já que diferente do G20, do G7 e outras cúpulas internacionais, não só reúne mais líderes que qualquer outro fórum, mas também mais de três mil participantes do mundo econômico, político, social, cultural, acadêmico e científico. O presidente Michel Temer estará presente. 

Privatização avança

O presidente Michel Temer enviou ao Congresso Nacional projeto de lei que propõe regras para a privatização da Eletrobras. A mensagem presidencial que encaminha a proposta foi publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União. A operação se dará por meio de aumento do capital social da empresa, que o governo considera “democratização do capital da Eletrobras”. Pela proposta, nenhum acionista poderá ter mais de 10% de poder do voto. O objetivo, segundo o Planalto, é evitar que outra companhia tome o controle da estatal.

Brasileiro sem dinheiro

Poupar dinheiro não é um hábito do consumidor brasileiro, mesmo entre aqueles que têm renda maior. É o que diz o Indicador Mensal de Reserva Financeira. Os dados mostram que, em cada 10 brasileiros com renda superior a cinco salários mínimos (R$ 4.690), apenas três (30%) conseguiram encerrar o último mês de novembro com sobras de dinheiro. No total, 66% das pessoas que fazem parte das classes A e B não foram capazes de guardar nada dos rendimentos, e 4% não sabem ou não responderam.

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Apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), os dados mostram que considerando a população de todas as classes sociais, a proporção dos que conseguem guardar dinheiro é ainda menor. Somente 20% conseguiram fechar novembro com sobras contra 70% de não poupadores. Entre aqueles que conseguiram guardar dinheiro em novembro e que sabem o valor guardado, a média é de R$ 400,57.

Poucos são donos do mundo

De toda a riqueza gerada no mundo em 2017, 82% ficaram concentrados nas mãos dos que estão na faixa de 1% mais rica, enquanto a metade mais pobre – o equivalente a 3,7 bilhões de pessoas – não ficou com nada. Os dados fazem parte do relatório “Recompensem o trabalho, não à riqueza”, da organização não governamental (ONG) britânica Oxfam, divulgado ontem.

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O documento destaca que houve um aumento histórico no número de bilionários no ano passado: um a mais a cada dois dias. De acordo com a Oxfam, o aumento seria suficiente para acabar sete vezes com a pobreza extrema no planeta. Atualmente, há 2.043 bilionários no mundo. De cada 10 bilionários, nove são homens. O Brasil ganhou 12 bilionários a mais no período, passando de 31 para 43. “Isso significa que há mais pessoas concentrando riqueza. A gente não encontrou ainda um caminho para enfrentar essa desigualdade”, disse Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil.

Mercado inalterado

O mercado financeiro manteve a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - inflação oficial do país - em 3,95% para este ano, a mesma estimada na semana passada. Há quatro semanas, a expectativa estava levemente superior, em 3,96%. A projeção do boletim Focus divulgada nesta segunda-feira (22) pelo Banco Central, tem projeções para os principais indicadores econômicos. 

A estimativa para o crescimento do PIB também foi mantida em 2,7% para este ano. Há quatro semanas, o índice era inferior, 2,68%.

Novo reajuste

A Petrobras reduzirá os preços do diesel em 0,2% e os da gasolina em 1,4% a partir de amanhã, informou a petroleira em comunicado ontem no seu site. Os reajustes fazem parte da nova sistemática de formação de preços da companhia, em vigor desde julho do ano passado e que prevê alterações quase que diárias para as cotações dos combustíveis.

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