O terceiro bispo diocesano e Nossa Senhora de Guadalupe

Dom Edney Gouvêa Mattoso

A Voz do Pastor

Buscando trazer uma palavra de paz e evangelização para a população de Nova Friburgo, o bispo diocesano da cidade, Dom Edney Gouvêa Mattoso, assina a coluna A Voz do Pastor, todas as terças, no A VOZ DA SERRA.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Caros amigos, hoje, 12, celebramos Nossa Senhora de Guadalupe, que apareceu ao índio São Juan Diego, em 1531, no México. Nesta ocasião, quero fazer memória de nosso predecessor, recentemente adormecido no Senhor, Dom Rafael Llano Cifuentes, terceiro bispo da Diocese de Nova Friburgo, que tinha grande devoção pela Virgem de Guadalupe, belamente simbolizada em seu brasão episcopal pelo manto azul com doze estrelas douradas.

Vejamos um pouco da história da Imperatriz das Américas, Nossa Senhora de Guadalupe: Em sua primeira aparição sobre o monte Tepeyac, Maria disse ao índio: “Eu sou a sempre Virgem Maria, Mãe do Deus Vivo por quem nós vivemos, do Criador de todas as coisas, Senhor do céu e da terra. [...] Sou vossa piedosa mãe. Ouço todos os vossos lamentos dando remédio a todas as vossas misérias, aflições e dores.”

Uma curiosidade a respeito da imagem milagrosamente estampada sobre a vestimenta do vidente, é que a mulher ali representada é ao mesmo tempo virgem e grávida como indica o penteado e o cinto negro que traz acima da cintura, conforme a simbologia indígena. Curiosamente encontra-se refletida nos olhos da Virgem uma família, entre outras pessoas, como o bispo Dom João de Zumárraga, primeiro bispo do México, que também presenciou o milagre da aparição. A devoção à Nossa Senhora de Guadalupe está intimamente relacionada às lutas cristãs em defesa da vida e da família.

Depois de delinearmos alguns traços das aparições da Virgem Guadalupana, temos condições de entender melhor o perfil pastoral do bispo Dom Rafael que tornou-se um grande defensor da família. Foi animador da Pastoral Familiar na Arquidiocese do Rio de Janeiro até 2004 e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da CNBB, entre 2003 e 2007, entre outras atribuições no exercício do ministério episcopal.

Em nossa Diocese de Nova Friburgo, construiu o Seminário Diocesano da Imaculada Conceição. Edifício que é dedicado exclusivamente à formação dos novos sacerdotes desta Igreja particular. Nos seus quase seis anos de pastoreio ele ordenou 12 sacerdotes, sendo um entusiasta das vocações sacerdotais.

Para nós que continuamos nossa caminhada, fica o testemunho edificante de um homem que encontrou na Virgem Maria inspiração para a santidade e a lembrança de suas palavras marcadas pelo entusiasmo e vibração: “Quantas lutas, quantas tentativas frustradas, quantos renovados esforços, integram a vida dos amigos de Deus! Uma das coisas que veremos no céu será precisamente que a vida dos santos não se poderá representar por uma linha reta sempre em elevação, uniformemente acelerada, mas por uma curva sinuosa, ascendente e descendente, feita de urgências animosas e lentidões, subidas e descidas... e recomeços vigorosos. Vale a pena, mil vezes, vale a pena a fidelidade! Só ela traz a felicidade”.

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