Ave, cheia de graça (Lc 1,28)

Dom Edney Gouvêa Mattoso

A Voz do Pastor

Buscando trazer uma palavra de paz e evangelização para a população de Nova Friburgo, o bispo diocesano da cidade, Dom Edney Gouvêa Mattoso, assina a coluna A Voz do Pastor, todas as terças, no A VOZ DA SERRA.

terça-feira, 04 de dezembro de 2018

Caros amigos, no próximo sábado, 8, celebramos a grande solenidade da Imaculada Conceição de Maria, Padroeira de nossa querida Diocese de Nova Friburgo. O dogma da Imaculada Conceição, promulgado aos oito dias do mês de dezembro de 1954, afirma que a Virgem Maria foi preservada do pecado original.

A saudação do anjo Gabriel à jovem de Nazaré, “Ave, cheia de Graça” (Lc 1,28), ilumina a compreensão deste mistério de fé que celebramos. O papa Bento XVI, destaca que Maria, desde a sua concepção foi objeto de uma singular predileção de Deus. Por isso, o anjo ao dirigir-se a ela usa a expressão que significa: “desde o início cheia do amor de Deus, da sua graça” (Angelus, 08 dez. 2010).

Maria é ícone da vitória de Cristo sobre o poder das trevas e do pecado. Mãe dos redimidos, a Imaculada constitui um sinal de esperança para toda a humanidade, que derrotaram Satanás por meio do sangue do Cordeiro (cf. São João Paulo II. Homilia, 08 dez. 2014).

Primeira a ser redimida pelo seu filho, a Santa Mãe de Deus já é aquilo que toda a Igreja deseja e espera ser. Em Maria, a Igreja contempla a realidade escatológica da vitória sobre o poder do mal, e busca forças para crescer em santidade vencendo o pecado (cf. Lumen Gentium, 65). Na Conceição imaculada de Maria, o novo povo de Deus vê antecipada a graça salvadora da Páscoa (cf. Redemptoris Mater, 1).

A Igreja venera a Santa Mãe de Deus e nela encontra o grande modelo de virtude. No difícil itinerário desta vida terrena, Maria “avançou pelo caminho da fé, mantendo fielmente a união com seu filho até à cruz (...) padecendo com seu filho único, e associando-se com coração de mãe ao seu sacrifício” (Lumem Gentium, 58).

Com sua vida, a mãe do filho de Deus, nos ensina que, mesmo em meio às provações desta vida unidas às contradições externas e internas, a graça é maior que o pecado e que a misericórdia de Deus é mais poderosa que o mal.

No mundo em que, cada vez mais, as pessoas se entregam desordenadamente às paixões fazendo imperar a lei da corrupção do pecado, somos chamados a contemplar a beleza da vida pura em Maria, e, olhando para dentro de nós, reconhecermo-nos necessitados da graça de Deus.

Pelo nosso batismo, tornamo-nos participantes da missão salvadora de Cristo. Assumimos a responsabilidade de fazer brilhar a luz de Cristo nas trevas deste mundo, para que todos os homens vivam na graça de Deus, afastados de todo o mal.

A mãe de Jesus ensina o modo de esperá-lo e concebê-lo: primeiramente no coração, desejando-o com ardor, buscando em todas as coisas uma vida no Espírito Santo; para, posteriormente, recebê-lo também em nosso dia a dia, deixando que seja mudado pela presença bendita do filho de Deus.

Da mesma forma que Maria, vivamos em meio aos trabalhos cotidianos sempre em íntima comunhão ao seu filho, cooperando na obra da redenção (cf. Apostolicam Actuositatem, 4).

Na certeza de que a Virgem Santíssima é modelo e exemplo da Igreja, e olhando para esta bem-aventurada senhora, que é nossa padroeira, imitemos o seu exemplo e recorramos a sua intercessão, para que cresça em nossos corações o desejo de levar a todos a alegria de Jesus Cristo, o Senhor.

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