Três meses após concluídas, novas pontes do Lagoinha voltam a oferecer riscos

No primeiro acesso ao bairro, a passagem de pedestres cedeu, dando lugar a uma cratera
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
por Jornal A Voz da Serra
Foto de capa
A recém-construída ponte já cedeu (Foto: Conrado Costa)

O que deveria ser uma obra para oferecer mais rapidez, conforto e segurança a quem reside e trafega pelo bairro Lagoinha continua trazendo muitos transtornos e preocupação para a comunidade. Trata-se das novas pontes inauguradas há cerca de três meses na entrada do bairro, após demorada intervenção que prejudicou a rotina dos moradores e foi alvo de muitas queixas. Orçados em R$ 153.790,22 e iniciados em 16 de março deste ano pela Confia Construtora, os trabalhos foram concluídos cerca de dois meses após o prazo previsto e já apresentam problemas.

Ainda durante a realização das obras, os moradores já criticavam a má qualidade do asfalto, o afundamento das pistas e o acabamento precário, conforme constatado pela equipe de A VOZ DA SERRA em reportagens feitas no local. Finalizados os trabalhos, os problemas começaram a aparecer e se agravaram com as recentes chuvas que caíram na cidade. “O que era esperado aconteceu realmente: a da Prefeitura no bairro do Lagoinha durou, pasmem, três meses. Um recorde”, ironiza o universitário Conrado Costa, que diariamente utiliza as pontes.

Além do afundamento das pistas, Conrado afirma que as pontes representam um perigo a quem passa por ali. “Na primeira ponte, a passagem de pedestres cedeu no lado esquerdo. Na segunda, a área de pedestres apresenta rachaduras no lado direito e parece que vai desmoronar a qualquer momento. Na parte esquerda tem um buraco que oferece risco e também está cedendo”, observa o jovem, bastante descontente com a situação. Segundo ele, apesar do alto valor gasto , “a obra foi mal feita”.
    A exemplo do universitário, outros moradores do Lagoinha reclamam da precariedade da obra e do estado de abandono do bairro, um dos mais castigados pela catástrofe climática ocorrida em janeiro de 2011. “O Lagoinha está largado e com várias obras para serem realizadas. Estamos esquecidos há anos”, disse uma moradora antiga da localidade que preferiu não ser identificada. Para o jovem Conrado, a situação no bairro é um reflexo do que vem acontecendo na cidade. “Nós, friburguenses, estamos sendo desrespeitados há quase cinco anos. Desde a tragédia que nos assolou, nenhuma grande obra foi concluída. Não bastassem os danos emocionais sofridos com tal situação, temos que lidar com a negligência do governo", concluiu ele em recente e-mail enviado ao jornal.

Problemas foram vistoriados esta semana por empresa responsável

A redação do jornal entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura para saber se estão previstos reparos na ponte. Em nota, a assessoria informou o seguinte: “De acordo com a Secretaria Municipal de Obras, a empresa contratada (Confia) foi notificada e compareceu na última segunda-feira, 23, para vistoria e apresentação da programação de serviços, recuperação da passarela e da erosão da pista. Sendo assim, há de se aguardar, pois a responsabilidade técnica e execução da obra são da empresa contratada. A Secretaria está tentando acelerar a realização do trabalho junto à empresa”, informa a nota.

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Ao ouvir moradores da localidade, a palavra que ecoa por todos os lados continua sendo abandono

Com prazo de entrega estabelecido em 90 dias, a obra ainda não foi concluída, o que está desagradando a comunidade, conforme constatado esta semana pela equipe de reportagem do jornal durante visita ao bairro.

Programa foi desenvolvido pelo 11º Batalhão da Polícia Militar

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