Sase: portas e janelas de acesso ao prédio são bloqueadas

Obra realizada pela prefeitura visa impedir invasão de imóvel até que seu futuro seja decidido
sexta-feira, 17 de junho de 2016
por Karine Knust
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Obra realizada pela prefeitura visa impedir invasão de imóvel até que seu futuro seja decidido (Foto: Lúcio Cesar Pereira)

Após mutirão de limpeza e desocupação do imóvel onde estava instalado o Sase (Serviço de Assistência Social Evangélica), em Olaria, a prefeitura começou a bloquear todas as entradas de acesso ao interior do prédio esta semana. A ação tem como objetivo impedir novas ocupações. Há anos abandonado, o espaço era alvo de diversas reclamações e denúncias de vizinhos que reclamavam da sujeira, proliferação de insetos e roedores e, principalmente, a invasão por moradores de rua e usuários de drogas.

No último dia 9, as secretarias de Serviços Públicos, Obras, Defesa Civil, Guarda Municipal e a subprefeitura de Olaria, realizarão uma operação conjunta para remoção de entulhos, detritos e móveis velhos que estavam espalhados por todos os cômodos do imóvel de três andares. Ao menos dez caminhões de lixo foram recolhidos. Três moradores de rua, que também estavam no interior do prédio, foram abordados por uma equipe do Centro de Referência Especializado de Assistência Social.

Na ocasião, segundo a coordenadora do Creas, Ana Paula Cavalcanti, os rapazes disseram morar no Campo do Coelho e em Olaria e não resistiram a deixar o local. O amplo prédio, que já sediou serviços de saúde, manutenção de projetos sociais e até serviu de abrigo para vítimas da tragédia de 2011, amarga longos anos em estado de abandono. O motivo? A falta de pagamento de alguns aluguéis que, inclusive, virou objeto de processo judicial.

Em entrevista para A VOZ DA SERRA em fevereiro deste ano, o procurador do município de Niterói e negociador para fins governamentais, Jorge Deserto Necco, que responde pelo proprietário do prédio do Sase em Olaria, afirmou que foi aberta uma ação na Justiça em 2001 e há três anos a prefeitura friburguense não paga os aluguéis. O total da dívida já passa de R$ 2 milhões. “Fora correção, juros de mora, entre outros”, salientou Jorge.

Na ocasião, o negociador ainda apontou a prefeitura como responsável pela conservação do prédio: “Lamentavelmente, com muito desgosto, não estão tratando e nem conservando o imóvel como deveriam. Desconhecemos o motivo do abandono e o desinteresse pela causa. Até a presente data, a total responsabilidade pela conservação, manutenção e guarda do local é do Executivo municipal, ou seja, da Prefeitura”, atestou o advogado.

Ainda segundo a publicação, de acordo com a prefeitura, o prédio na Avenida Júlio Antônio Thurler foi alugado pelo município há muitos anos e deve ser devolvido ao proprietário. Em novo contato com o governo municipal nesta sexta-feira, 17, a Subsecretaria de Comunicação Social informou que o caso segue na justiça e, por isso, o destino do imóvel ainda é incerto e o local permanecerá lacrado até que tudo seja solucionado.

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    Corredores no entorno do prédio também foram lacrados para impedir novas invasões por usuários de drogas e moradores de rua (Foto: Lúcio Cesar Pereira)

  • Imóvel está envolvido em processo judicial devido a atrasos no pagamento de aluguéis; até que situação seja resolvida, prédio permanecerá lacrado (Foto: Lúcio Cesar Pereira)

    Imóvel está envolvido em processo judicial devido a atrasos no pagamento de aluguéis; até que situação seja resolvida, prédio permanecerá lacrado (Foto: Lúcio Cesar Pereira)

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