Rodoviária Urbana

quarta-feira, 09 de maio de 2012
por Jornal A Voz da Serra
Rodoviária Urbana
Rodoviária Urbana

Um cenário do cotidiano dos friburguenses

Texto Dalva Ventura / Fotos Lúcio Cesar

Seis horas da tarde. A rodoviária urbana ferve. Um mundo de gente aguarda seus ônibus ou se posiciona nas filas imensas formadas diante dos locais onde eles param. A impressão que se tem é de uma imensa balbúrdia. Ambulantes vendem suas tralhas, pedintes perambulam entre os usuários, populares conversam em voz alta, crianças choram aqui e ali, celulares tocam funk. Pessoas de expressão cansada, muitas carregando pesadas sacolas de compras, aguardam a chegada e a saída de seus ônibus para voltar a suas casas depois de um dia puxado de trabalho.

São friburguenses que moram longe do Centro, muitos na zona rural da cidade ou em bairros e distritos localizados a quilômetros de distância. A maioria já passou por ali no começo da manhã, lá pelas seis, sete da matina, a caminho do serviço e para lá retorna no começo da noite. São donas de casa, operários, domésticas, funcionários públicos, comerciários, gente comum, como eu e você. Sem falar nos estudantes, de todas as idades, com sua alegria e descontração barulhentas, que contribuem para diminuir, ao menos em parte, os tons sombrios e cinzentos da rodoviária.

Claro que nestes horários críticos o movimento aumenta, mas o tempo todo o clima da rodoviária é mais ou menos este. Também, pudera. Lá circulam nada menos que 89 linhas de ônibus, para transportar os 57 mil passageiros que por ali passam diariamente, rumando ou voltando dos rincões mais afastados do município.

Inaugurada em 1988, no segundo governo do prefeito Heródoto Bento de Mello, a Estação Urbana Rural César Guinle—vulgo rodoviária de integração—tem sido alvo de muitas críticas por parte de seus usuários. De fato, ela deixa a desejar, principalmente se comparada a de outras cidades que utilizam sistemas de transporte semelhantes.

E convenhamos: o espaço não dá mais vazão à quantidade de pessoas que circulam durante todo o dia e boa parte da noite, das 6h às 23h. Nem dos coletivos, pois nos horários de pico estes simplesmente não cabem mais no espaço para eles reservado e acabam tomando conta de parte da Praça Getúlio Vargas e da Rua Sete de Setembro. E mais: ao longo do tempo, a rodoviária foi se tornando, a cada dia, mais e mais decadente em termos de instalações e espaço físico. São muitos os problemas e também as soluções apontadas, inclusive a de fechar a rodoviária. Será esta uma solução? Ou um agravante?

A reportagem de A VOZ DA SERRA esteve lá para conferir e o resultado está aí para que cada um tire suas conclusões.

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