Professores mantêm greve e farão contraproposta ao governo

Categoria rejeita parte da proposta feita pelo prefeito Renato Bravo. Nova assembleia está marcada para terça
segunda-feira, 21 de maio de 2018
por Alerrandre Barros (alerrandre@avozdaserra.com.br)
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Os professores reunidos em assembleia (Fotos: Alerrandre Barros)

Professores e profissionais de apoio da rede municipal de educação de Nova Friburgo não ficaram totalmente satisfeitos com a proposta apresentada pelo prefeito Renato Bravo e decidiram nesta sexta-feira, 18, pela continuidade da greve. Em assembleia à tarde que lotou o auditório do Colégio Estadual Jamil El-Jaick, no Centro, com mais de 300 pessoas, os profissionais concluíram que o prefeito ofereceu apenas a correção do piso salarial, que não é pago no município, e não um reajuste real. Para os profissionais da educação, a proposta de Bravo não é suficiente. A categoria vai preparar uma contraproposta e, na próxima terça-feira, 22, deve se reunir novamente para aprová-la e encaminhá-la ao governo.  

Bravo apresentou ao Sepe, sindicato da categoria, na quinta-feira, 17, a proposta de pagar, pela primeira vez na história de Friburgo, o piso salarial nacional aos professores, em duas etapas: em junho deste ano e em junho de 2019. Para a equipe de apoio, ofereceu correção do salário-base de R$ 807 para R$ 960, equiparando-se ao mínimo nacional, além do abono, adicionais e hora extra.

O governo municipal sustenta que atendeu outra reivindicação dos professores: a redução da carga horária de oito para seis horas. Informou que será feita a equiparação dos funcionários de 30 horas aos professores de 6º ao 9º ano do ensino fundamental, com redução de carga horária, e acrescentou que o adicional de qualificação, que em muitos casos estavam parados, começou a ser pago em dezembro de 2017.

O prefeito também prometeu se reunir com sindicatos e conselhos de classe para, juntamente com a Câmara Municipal, retomar as discussões sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Salários para todos os servidores de Nova Friburgo.

A greve dos profissionais da educação foi deflagrada na última segunda-feira, 14, e teve adesão em cerca 80% das escolas e creches da cidade, segundo o Sepe. A paralisação total das atividades, porém, chegou a cerca de 43% das 124 unidades no início da semana. Esse número caiu para 39% nos dias seguintes e, na última sexta-feira, chegou menos de 30%, estimou a Secretaria Municipal de Educação.

 

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