Professores da rede municipal decidem se continuam em greve

Categoria avalia nesta sexta-feira proposta de reajuste salarial apresentada pelo prefeito para todo o funcionalismo
quinta-feira, 17 de maio de 2018
por Alerrandre Barros (alerrandre@avozdaserra.com.br)
Foto de capa
A passeata dos professores no último dia 8 (Reprodução da web)

Professores e profissionais de apoio da rede municipal de educação de Nova Friburgo decidem nesta sexta-feira, 18, se aceitam ou não a proposta de reajuste salarial feita pelo prefeito Renato Bravo. A categoria se reúne, às 14h, no Colégio Estadual Jamil El-Jaick, no Centro, e vai definir os rumos da greve que já dura cinco dias.

Bravo ofereceu aos professores aumento salarial que será realizado em duas etapas: em junho deste ano e em junho de 2019, quando finalmente será alcançando o piso nacional de R$ 2.455,35 para jornada de 40 horas semanais, que nunca foi pago na cidade.

O prefeito também disse que já atendeu outra reivindicação da categoria, a redução da carga horária de oito para seis horas. Informou que será feita a equiparação dos funcionários de 30 horas aos professores de sexto ao nono ano, com redução de carga horária, e acrescentou que o adicional de qualificação que, em muitos casos estavam parados, começou a ser pago em dezembro de 2017.

Para os demais profissionais da educação e todo o restante do funcionalismo, o governo anunciou esta semana reajuste de 5% em junho, com exceção dos comissionados. Renato disse que vai fazer a correção do salário-base dos servidores - que passará de R$ 807 para R$ 960, equiparando-se ao salário mínimo nacional, além do abono, adicional de insalubridade e hora extra.

Bravo também garantiu que vai se reunir com sindicatos e conselhos de classe para, juntamente com a Câmara Municipal, retomar as discussões sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Salários para todos os servidores de Nova Friburgo.

O Sepe, sindicato da categoria, negocia com o governo reajuste salarial para todos os profissionais; isonomia salarial para os profissionais de 30 horas; cumprimento de um terço da jornada de trabalho para preparação das aulas e regularização do plano de carreira e regime jurídico único para todos; e convocação dos candidatos classificados no concurso de 2015.

Nesta quinta-feira, 17, o prefeito se encontrou com representantes do Sepe e apresentou, oficialmente, a proposta que já havia sido adiantada, em nota, na noite da última segunda-feira, 14, primeiro dia da greve, e reiterada em coletiva de imprensa na tarde terça-feira, 15 no gabinete.  

Tudo indica que os professores vão aceitar o reajuste e encerrar a greve. Isso porque desde que o anúncio feito governo, a paralisação começou a perder força. No início da semana, 43% das 124 escolas e creches do município estavam totalmente paradas. Esse número caiu para 39% nos dias seguintes e, nesta quinta-feira, 17, chegou a 34%, segundo a Secretaria Municipal de Educação.

 

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