Primeiro Festival de Veteranos do Friburguense homenageia Eduardo

quinta-feira, 20 de abril de 2017
por Vinicius Gastin
Foto de capa
Eduardo será o primeiro homenageado: ideia é reverenciar um ídolo a cada ano

Com homenagem a um dos maiores jogadores da história do clube, os sócios do Friburguense promovem o Primeiro Festival de Veteranos de Futebol Society. O evento será realizado nesta sexta-feira, 21, aproveitando o feriado para confraternizar, jogar o tradicional futebol de todas as semanas e ainda reconhecer os feitos de um atleta que, dentre outras, vestiu a camisa da Seleção Brasileira.

Os sócios e convidados que irão participar são pré-inscritos para a posterior montagem das equipes. A idade mínima para a participação é de 45 anos. O responsável e um dos organizadores é Wanderley Oliveira, na companhia de Ricardo Pereira. A ideia é tornar o campeonato anual, e homenagear um ídolo diferente ou uma pessoa ligada ao futebol a cada edição. 

O homenageado

A carreira de Eduardo começou em 1982, aos 16 anos, quando chegou ao Fluminense. O jovem costumava atuar como ponta-esquerda e foi aprovado nesta posição nos três primeiros testes no clube carioca. A necessidade fez Eduardo se transformar em lateral-esquerdo — o então técnico, Ernesto Paulo, sugeriu que ele trocasse de posição. De fato, Eduardo fez história no futebol brasileiro com a camisa seis. Na base do Fluminense, conquistou o Carioca no juvenil, disputou três Copas São Paulo de Futebol Júnior e em 1985 passou a fazer parte do elenco principal. No ano seguinte, o jogador assinou o primeiro contrato profissional com o clube das Laranjeiras. Era o início de uma carreira vitoriosa. O lateral permaneceu no Rio de Janeiro até 1989, período no qual acumulou passagens pela Seleção Brasileira — em 1987, conquistou o Pré-Olímpico com a amarelinha e passou a ser convocado com frequência para o time principal.

No fim da década de 80, Eduardo foi vendido para o Cruzeiro e conquistou um título mineiro durante as duas temporadas em Minas Gerais. O retorno ao Rio de Janeiro se deu através de uma troca com Boiadeiro, do Vasco da Gama, onde Eduardo voltou a comemorar uma conquista estadual. Na sequência, vestiu as camisas de Grêmio, Santos, Ponte Preta e outros clubes de menor expressão, antes de chegar ao Botafogo na década de 90. Na mesma década também passou novamente pelo Fluminense. 

Eduardo chegou a desistir do futebol e anunciou a aposentadoria em 1997, segundo ele, por conta de problemas pessoais e decepções em alguns clubes por onde passou. O destino colocaria Siqueirinha (José Siqueira, gerente de futebol do Friburguense) — ex-companheiro nas divisões de base do Fluminense — novamente no seu caminho; em 1998, houve o convite para o recomeço. 

O Friburguense, então, montou uma equipe forte para a disputa do módulo extra do Carioca daquele ano — e Eduardo era o grande líder. “Eu cheguei cercado de questionamentos. As pessoas pensavam que eu iria viver na noite, que não seria o mesmo Eduardo. Mas eu coloquei na minha cabeça e prometi aos dirigentes dar a volta por cima. Abracei a causa junto com o Adriano e os outros jogadores. Hoje, tenho o carinho de todos no clube e de toda a cidade. E não foi só porque eu joguei na Seleção, mas por tudo o que eu fiz aqui. Formamos uma verdadeira família e conquistamos o título. Depois jogamos contra os grandes e alcançamos uma das melhores colocações da história do clube, o quinto lugar”, disse, em uma de suas entrevistas ao jornal A VOZ DA SERRA.

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