Prefeitura diz que Faol vai trazer 30 novos ônibus para Friburgo

Quinze devem ser entregues em 45 dias e o restante, em 60 dias
segunda-feira, 05 de junho de 2017
por Alerrandre Barros
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Um ônibus da Faol circula pela cidade (Foto: Arquivo AVS)

Depois de uma reunião com a nova diretoria da Friburgo Auto Ônibus Ltda (Faol), o prefeito Renato Bravo disse que a empresa assumiu o compromisso de comprar 30 novos ônibus para a cidade. Quinze devem ser entregues em 45 dias e o restante, em 60 dias. Os coletivos virão com sistema de climatização (aquecedor para o inverno e ar-condicionado para o verão).

A reunião de Bravo com a direção da Faol foi a segunda realizada para negociar o retorno para o munícipio de dez ônibus com ar-condicionado que foram retirados da frota no último fim de semana. Como A VOZ DA SERRA noticiou, os coletivos teriam sido levados para uma garagem no Rio de Janeiro, onde o novo consórcio que administra a companhia também atua.

No sábado, 27 de maio, Renato divulgou nota em que considerou a medida da nova gestão “descabida”, porque contraria o contrato de concessão. O prefeito determinou que os ônibus voltassem para a cidade em 24 horas, a partir da notificação da empresa. Mas a Faol não cumpriu a decisão do chefe do executivo. A concessionária foi procurada pelo jornal, mas não comentou o assunto.

"Trata-se de uma grave violação contratual, que de modo nenhum terá o aval da gestão municipal. Os ônibus só sairão daqui mediante a chegada dos novos, em condições superiores aos existentes", disse Bravo na ocasião.

Os dez ônibus seminovos estavam em Friburgo desde março, quando a tarifa foi reajustada de R$ 3,70 para R$ 3,95. Segundo a prefeitura, os coletivos foram adquiridos numa contrapartida da empresa ao aumento da passagem. Eles seriam trocados, em breve, por outros 15 ônibus novos e também com ar-condicionado, conforme previa o contrato de concessão.

Em maio do ano passado, a Faol, ainda sob comando do grupo Real, foram adquiridos dez novos ônibus com ar-condicionado, conforme previa o acordo firmado com o governo anterior para reajuste da passagem para R$ 3,70, em março. A empresa, porém, não conseguiu comprar os outros dez coletivos, que deveriam ter sido entregues em setembro daquele ano.  

A Faol ainda não notificou a prefeitura da mudança no comando da empresa. A companhia foi vendida pela Real para um consórcio formado pelas empresas Coesa, Pavunense e Expresso Recreio. A Faol informou, no início deste mês, que aguarda o fim das negociações para fazer a notificação, como previsto em lei.

A companhia é gerida pelos novos donos desde o dia 15 de maio. Uma fonte da empresa disse que o controle foi transferido para o consórcio porque vinha dando prejuízos à Real. A venda teria passado dos R$ 50 milhões. O grupo assumiu também dívidas da empresa e o risco de renovação do contrato de concessão que vence em setembro 2018.

 

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