Prefeito discute contraproposta com professores nesta segunda

Reunião para correção salarial deve definir os rumos da mobilização da categoria e dos profissionais de apoio
segunda-feira, 11 de junho de 2018
por Alerrandre Barros (alerrandre@avozdaserra.com.br)
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A última assembleia, no Jamil El-Jaick (Arquivo AVS)

Nesta segunda-feira, 11, o prefeito de Nova Friburgo, Renato Bravo, vai receber o Sepe, sindicato dos profissionais de educação, para discutir a contraproposta de correção salarial apresentada pela categoria no último dia 28 de maio. O que for decidido no encontro vai definir os rumos da mobilização dos professores e dos profissionais de apoio da rede municipal.

“Os professores acharam insuficiente a proposta do governo, pois igualar o piso nacional é uma obrigação da prefeitura garantida por lei nacional. A categoria vê esta atitude como uma reposição das perdas destes quase dez anos, no caso do professor 1, que é maioria na rede, pois a lei do piso nacional do magistério é de 2008. Portanto, os professores querem também a reposição inflacionária desde 2014, quando ocorreu o último reajuste. Isto não é um aumento real no salário, mas uma adequação a grande perda que este segmento vem sofrendo”, explicou o diretor do Sepe, Ângelo Jachelli.

Ele também disse que a equipe de apoio, que inclui merendeiras e auxiliares de creche, por exemplo, quer um prazo para que o complemento que será enviado para a Câmara Municipal seja integrado ao salário e que todos os funcionários da educação passem a receber pelo menos um salário mínimo em seu piso. “Todos os pontos enviados pela prefeitura foram debatidos, mas a pauta não foi contemplada, por isso pedimos uma nova audiência com o prefeito”, afirmou.

A contraproposta da categoria foi aprovada no último dia 22 de maio, em assembleia no Colégio Estadual Jamil El-Jaick. A equipe de educação também votou pela suspensão da greve no mesmo dia. Todos voltaram ao trabalho no dia seguinte, mas segundo o sindicato, os profissionais permanecem em estado de greve até nova rodada de negociações com o governo. Isso significa que se não houver acordo a categoria pode paralisar as atividades novamente.

A greve da educação municipal foi deflagrada no dia 14 de maio. No dia seguinte, o prefeito Renato Bravo anunciou reajuste de 5% sobre o piso de R$ 807 mais um complemento que elevaria o salário para R$ 960, garantindo o reajuste anual, de acordo com a inflação, além do pagamento de abono e outros adicionais (periculosidade, insalubridade e penosidade) e hora extra.
    Para os professores das séries iniciais, Bravo afirmou que vai pagar, pela primeira vez na história do magistério na cidade, o piso nacional da categoria, em duas parcelas: a primeira este mês e a segunda em junho de 2019. Acrescentou que será feita a equiparação dos funcionários de 30 horas com os professores do segundo segmento do ensino fundamental.

O prefeito de Nova Friburgo afirmou ainda que o pagamento do adicional de qualificação, que em muitos casos estavam parados, começou a ser regularizado em dezembro de 2017. O prefeito disse que não poderá atender a pauta de um terço da carga horária dos professores para preparação das aulas, porque, teria que contratar cerca de 470 novos professores, mas não tem recursos para isso.

Renato Bravo também prometeu se reunir com sindicatos e conselhos de classe para, juntamente com a Câmara Municipal, retomar as discussões sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Salários para todos os servidores de Nova Friburgo.

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