Patrimônio desprotegido

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017
por (Foto: Arquivo AVS)
Foto de capa

CONFORME revelou a coluna Massimo na edição de ontem, 24, de A VOZ DA SERRA, a pichação da estátua de Alberto Braune, combinada com a destruição de parte de outra estátua – de Getúlio Vargas - na praça que leva o nome do ex-presidente da República, são sinais claros da ausência de cuidado com o patrimônio público. Destruição também ocorreu com uma estátua das quatro estações, na Praça Dermeval Barbosa Moreira que, felizmente, foram restauradas, mas ainda não puderam voltar para seu local de origem para não ficarem vulneráveis a ação dos vândalos.

A RECENTE derrubada de eucaliptos da Praça Getulio Vargas, além da comoção social e da polêmica entre a sociedade civil e o poder público, reacendeu a discussão sobre o patrimônio histórico de Nova Friburgo. Tombada pelo Iphan, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a praça e seu entorno fazem parte do conjunto protegido pelo governo federal e também, como outros imóveis e prédios sob a guarda da Fundação Dom João VI e da Secretaria Municipal de Cultura.

HÁ ALGUNS anos o governo municipal criou o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural com a finalidade de proteger através de mais um organismo, os bens materiais e imateriais do município. Embora oficializado no governo do ex prefeito Heródoto, o conselho ainda não apontou caminhos para a guarda e a conservação desse acervo. Até o momento a cidade não conhece as suas linhas de ação nem os imóveis a serem protegidos.

O PATRIMÔNIO histórico friburguense vem se ressentindo de medidas protecionistas, capazes de garantir a arquitetura e o paisagismo da cidade, preservando seus bens e incentivando a preservação também por parte dos proprietários de imóveis.  Um exemplo que perdura é o da Praça do Suspiro. Com a conclusão interrompida da Casa das Colônias, a praça merece um estudo para adequá-la à importância do conjunto de prédios ali localizados, em parceria com a iniciativa privada.

FRIBURGO vem assistindo ao crescimento urbano, a expansão imobiliária e a ocupação de suas áreas de risco, tornando o planejamento urbano um desafio que não pode aguardar soluções futuras. Medidas preventivas devem ser tomadas, organizando o crescimento em modelos com as aspirações de qualidade de vida que todos desejam. Este é o maior patrimônio.

COM O governo do prefeito Renato Bravo, a sociedadevislumbra um horizonte mais claro para os projetos culturais e ganhará muito com a profissionalização do setor, aliando as produções com os projetos governamentais. E, o que é mais importante, contando com verbas oficiais para o desenvolvimento das atividades, deixando a incômoda posição de mero pedinte, obtendo o reconhecimento do governo. É preciso que tais organismos de proteção façam a sua parte, como requer Nova Friburgo. 

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