Oito meses depois, começa a troca de lâmpadas queimadas

Cinco equipes vão realizar o serviço dia e noite para atender à demanda
segunda-feira, 16 de abril de 2018
por Alerrandre Barros (alerrandre@avozdaserra.com.br)
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Começou nesta segunda-feira, 16, a troca de lâmpadas queimadas nos postes em Nova Friburgo. Segundo o prefeito Renato Bravo, três equipes da Fulltec Engenharia, empresa contratada para prestar o serviço, vão atuar durante o dia e duas durante a noite para atender à grande demanda. Há luminárias queimadas em todas as regiões da cidade. Vencedora da licitação emergencial, a empresa de Niterói foi a única das sete convidadas para a tomada de preço que entregou, no dia 21 de fevereiro, proposta para prestar o serviço pelo prazo de seis meses. De acordo com a Secretaria Municipal de Serviços Públicos, o valor de R$ 1.978.800, oferecido pela Fulltec, ficou 10% abaixo do estimado e gerou economia de R$ 200 mil aos cofres do município.

O contrato foi assinado no último dia 5. Demorou porque a documentação da empresa teve que passar por análise na Procuradoria e na Controladoria Geral do município. Em agosto do ano passado, Bravo suspendeu o pagamento à empresa Compillar, que fazia a manutenção das luminárias, depois que o Ministério Público prendeu representantes da empresa por suposta fraude uma licitação semelhante em São Gonçalo.

 A Compillar assumiu o serviço por pouco mais de R$ 2 milhões em abril do ano passado, em caráter emergencial e por seis meses. A empresa substituiu a Hashimoto Manutenção Elétrica, cujo contrato, também de seis meses, com a prefeitura, terminou em março de 2017.

Por conta da rescisão com a Compillar, Nova Friburgo estava sem manutenção nos postes há cerca de oito meses, o que gerou reclamações constantes de moradores de vários bairros e distritos. O serviço estava sendo prestado precariamente, dentro das possibilidades da Secretaria de Serviços Públicos, que não dava conta da demanda.

A prefeitura vem firmando contratos de curto prazo para a manutenção da iluminação pública porque segue suspenso no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), desde 2016, o edital para contratação com prazo maior, de 12 meses. Em fevereiro, o plenário da Corte voltou a analisar esse edital, com valor atualizado de R$ 4.788.227,24, e decidiu mantê-lo suspenso, porque o governo ainda não havia atendido às determinações para regularizá-lo. O processo deve ser apreciado novamente pelo TCE, em breve.

 

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