O perigo vem do céu

quarta-feira, 29 de novembro de 2017
por Jornal A Voz da Serra

As chuvas dos últimos dias aliviaram o nível baixo dos reservatórios das regiões metropolitanas, mas trouxeram, em contrapartida, o risco de desabamentos de construções e de deslizamentos de encostas, por causa do encharcamento do solo. Milhares de construções em áreas de risco, podem estar ameaçadas. Essas áreas estão situadas em vilas e favelas.

AS ESTATÍSTICAS oficiais não correspondem à realidade. Elas não abrangem as construções em loteamentos ainda não regularizados e em áreas de ocupação irregular e desordenada, onde predominam as autoconstruções feitas sem os cuidados necessários.

AS CHUVAS expõem as condições precárias de moradia de uma parte expressiva da população brasileira. O fenômeno é nacional, sendo a consequência natural da expulsão dos habitantes do interior pelas condições difíceis de vida no campo.

O PAÍS demorou mais de um século para abolir o tráfico negreiro e a escravidão. Até hoje não fez uma reforma agrária. A história atropelou a todos. Os governos limitaram-se a assistir a uma urbanização acelerada e violenta cujos efeitos são sentidos hoje.

O MEIO AMBIENTE é desumano. E as chuvas, ao mesmo tempo que são sinal de vida, o são também de morte. 

 

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